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A CAPILARIDADE LOCAL E A ELEIÇÃO DE 2026

A FORÇA MUNICIPAL DA CENTRO-DIREITA EXPÕE UMA DIFICULDADE REAL PARA O LULOPETISMO.

Alana Figueiredo
Por: Alana Figueiredo
26/05/2026 às 09h35
A CAPILARIDADE LOCAL E A ELEIÇÃO DE 2026

A eleição presidencial tem dimensão nacional. Mas, depende de base territorial.

Presidente precisa de capilaridade. Precisa de gente mobilizando voto onde a política realmente acontece: nos municípios.

É por isso que as prefeituras importam tanto.

As eleições municipais de 2024 consolidaram o avanço da direita e da centro-direita nas cidades brasileiras. A Reuters destacou que esse resultado confirmou a força crescente desse campo no plano local, com efeito direto sobre a disputa presidencial seguinte.

Mapa — Distribuição ideológica das prefeituras em 2024: direita e centro dominaram o território municipal brasileiro.

Mapa — Distribuição ideológica das prefeituras em 2024: direita e centro dominaram o território municipal brasileiro.

O lulopetismo sabe disso.

Prefeitura, no Brasil, é rede política. É liderança regional. É a estrutura que ajuda a transformar intenção de voto em voto organizado.

Quem entra numa eleição com essa malha territorial, larga com vantagem.

É aí que a esquerda chega nessa eleição com um problema.

O governo Lula pode manter presença no noticiário e programas com apelo social. Mas eleição também se sustenta por rede municipal. E isso a direita construiu melhor nos últimos anos.

A disputa presidencial passa pela economia, pela rejeição ao governo e pela imagem dos candidatos. Mas passa também pela capacidade de transformar voto potencial em voto mobilizado.

E voto mobilizado depende de estrutura.

Depende de quem abre espaço na cidade, leva o candidato ao rádio local, articula reunião com lideranças e sustenta presença fora do eixo da grande imprensa.

Esse trabalho aparece pouco nas análises apressadas. Só que pesa.

O que fica é a pergunta: como o lulopetismo pretende compensar sua desvantagem territorial?

Sem máquina municipal forte, a esquerda precisa improvisar onde o outro campo já construiu base.

Enquanto isso, a centro-direita entra em 2026 com uma rede mais robusta, mais distribuída e mais conectada ao eleitor comum.

Isso não garante vitória automática. Mas muda a disputa.

Uma candidatura pode até se manter competitiva no plano nacional por imagem, narrativa ou rejeição ao adversário. Sustentar essa candidatura até o fim sem lastro municipal já é outra coisa.

A esquerda ainda pode ter palanque nacional. O que ela tem menos hoje é base local.

E política sem base local depende demais de humor, marketing e transferência de imagem.

No fim, 2026 escancara a distância entre narrativa nacional e capilaridade municipal. A vitória exige estrutura.

Presidente também se elege no bairro, na rádio local, no gabinete do vereador, no almoço com liderança regional e na prefeitura que funciona como ponto de apoio político.

É por isso que as prefeituras importam tanto.

E é por isso que a esquerda entra em 2026 com uma dificuldade real.

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Alana Figueiredo
Alana Figueiredo
Engenheira com MBA em Gestão de Projetos, possui experiência no setor de agrárias e se destaca por suas habilidades de escrita e comunicação. Ao longo de sua carreira, desenvolveu um profundo interesse por temas culturais e políticos, que agora compartilha como colunista. Tem visão crítica e informada, sempre com um olhar atento às dinâmicas sociais e econômicas que moldam a sociedade.
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