
Não é a primeira vez que o tempo e os fatos ficam do lado de Bolsonaro e, as narrativas contra ele se diluem aos olhos de todos que querem contemplar a verdade límpida, insistente e inquestionável.
A polícia federal já havia encontrado uma carta redigida por Bolsonaro sobre o seu posicionamento a respeito das eleições de 2022:
"Na verdade, fomos alvo de um contra-ataque do sistema, e estamos sendo perseguidos pelos poderosos que, estão unidos para esconder a verdade com a anuência dos principais veículos de mídia. Todos são testemunhas disso.
Mesmo assim, tivemos mais de 58 milhões de votos, vencemos em 4 das 5 regiões e, elegemos uma maioria para o congresso nacional e, governadores que representam nossos valores e princípios: Deus, Pátria, Família. Tenho certeza que se houvesse imparcialidade e igualdade de tratamento, o resultado seria muito diferente. Por anos, fui acusado injustamente de querer dar um golpe, o que aconteceu foi exatamente o contrário disso. Eu sempre afirmei que o Brasil está acima de tudo e que Deus está acima de todos. E também sempre deixei claro que estaria disposto a sacrificar a minha vida pelo Brasil. Mas não colocarei em risco a vida do meu povo. Por isso, mesmo considerando essa eleição ilegítima, não irei contestá-la. Meu amor pelo país e pelo povo está acima de tudo .
Seguirei firme em meu compromisso com a nossa nação e lutarei desde o primeiro dia contra um governo que considero ilegítimo e sem condições morais pata governar o nosso país. Quero deixar claro mais uma vez: não tratarei com normalidade um governo liderado por uma quadrilha que saqueou o país e agora "volta à cena do crime".
Convocarei a todos os meus eleitores e apoiadores a fazer oposição a este governo desde o primeiro dia, pois sabemos que não podemos esperar outra coisa do PT além da roubalheira, da corrupção, da leniência com o crime e do autoritarismo.
Liderarei a bancada que elegemos no congresso para que aprove as pautas que acreditamos serem as melhores para o nosso país. Lutarei dia e noite pela nossa liberdade e não permitirei que o nosso Brasil se torne uma Venezuela.
Agradeço aos mais de 58 milhões de eleitores que confiaram o seu voto a mim e reafirmo o meu compromisso com todos os 210 milhões de brasileiros.
Jamais desistirei do Brasil e peço que vocês também não desistam. "
Como se não fosse suficiente, áudios publicados pela Globo, revelam que tudo que aconteceu após as eleições, não passou de tentativas de usar a constituição para debelar o caos social que estava no horizonte.
Olhando em retrospectiva, fica claro que as manifestações pacíficas que ocorreram durante mais de dois meses no final de 2022 contestando a eleição de lula e pedindo a intervenção das forças armadas, foi um movimento orgânico e refletia a sensação de ilegitimidade e falta de transparência daquele pleito.
Outrossim, os eventos de 08 de janeiro de 2023, constitui uma manifestação de descontrole emocional do povo ao ver que não havia mais alternativa legal e que as forças armadas não iriam interferir; e que Jair Bolsonaro já havia decidido aceitar, como fica comprovado no documento acima.
Não é a primeira vez que uma acusação contra Jair Bolsonaro é diametralmente desqualificada por um documento "secreto" que vem ao conhecimento público exatamente no ápice da pirotecnia política ou jurídica; quer seja um vídeo de reunião, um áudio ou qualquer gênero de documento feito anteriormente que prova a inocência do Bolsonaro.
Recentes áudios de generais revelados pela imprensa, deixam claro o descontentamento dos militares em relação ao presidente por não ter dado prosseguimento a um decreto constitucional no sentido de contestar as eleições.
Além de tudo recentes áudios revelados pela imprensa, dizem claramente:
"Cara, pode esquecer, o decreto não vai sair... o presidente não vai assinar". O que inocenta Bolsonaro.
As investigações da polícia federal apontaram que Bolsonaro teria discutido a possibilidade de editar um decreto para tentar entender o que de fato aconteceu no resultado eleitoral de 2022.
É sabido de todos que aquela eleição foi extremamente nebulosa e a desconfiança não era apenas de Bolsonaro e do seu governo, mas de boa parte da população.
Segundo os depoimentos de ex-comandantes, como o do Exército, Marco Antônio Freire Gomes, e da Força Aérea, Carlos de Almeida Baptista Júnior, Bolsonaro apresentou, em reuniões no final de 2022, uma minuta de decreto DE ESTADO DE DEFESA com as seguintes medidas:
CRIAÇÃO DE UMA COMISSÃO
O decreto propunha formar uma "Comissão de Regularidade Eleitoral" para investigar supostas irregularidades na eleição, e encontrar provas concretas de fraude.
SUSPENSÃO DO TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL (TSE)
Havia a intenção de suspender temporariamente os poderes do TSE, responsável pela validação das eleições.
Bolsonaro (assim como Dilma Rousseff em 2016), veja.abril.com.br/brasil/exercit…
teria sondado os comandantes militares para apoiar a iniciativa de um decreto de [ESTADO DE DEFESA], mas os líderes rejeitaram a proposta, alertando que não havia base legal ou militar e que ele poderia ser preso se insistisse.
O QUE É ESTADO DE DEFESA?
Uma medida constitucional (art.136) que concede poderes extraordinários ao Presidente em situações de crise grave, como perturbação da ordem pública.
É uma situação de emergência que pode ser aplicada em locais específicos e determinados.
REQUISITOS PARA DECRETAR O ESTADO DE DEFESA
- Situação de calamidade pública ou ameaça iminente
- Impossibilidade de restabelecer a normalidade por meio dos mecanismos ordinários
DURAÇÃO E PRORROGAÇÃO
O estado de defesa tem duração máxima de 30 dias, prorrogável uma única vez por igual período
O decreto que instituir o estado de defesa deve especificar as medidas coercitivas a vigorarem
PROCESSO DE DECRETAÇÃO
Antes de sua decretação, devem ser ouvidos o CONSELHO DA REPÚBLICA e o CONSELHO DE DEFESA NACIONAL.
Em 24 horas, o ato precisa ser encaminhado para análise do Congresso Nacional.
O plano seria usar isso como base legal para questionar o processo eleitoral de 2022.
No entanto, Jair Bolsonaro nunca assinou ou publicou oficialmente esse decreto.
Na verdade, a declaração de @jairbolsonaro numa entrevista coletiva "vão sentir saudade da gente", em 01 de novembro de 2022, era um claro sinal de desistência.
Num claro sinal de abandono da ideia, Bolsonaro deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos, em 30 de dezembro de 2022, e a transição de poder ocorreu sem a implementação de nenhuma medida.
Enfim, o que aconteceu, foram discussões de possibilidades Constitucionais de resolver os problemas do Brasil daquele período. Nunca se cogitou a tomada do poder, até porque, isso só poderia acontecer se Bolsonaro não fosse o poder. Até 31 de dezembro de 2022, Bolsonaro era o poder. Logo, não poderia dar o golpe em si mesmo.
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Sergio Junior