
Ontem, viu-se que a ideia do comunismo à la Gramsci não é uma miragem de políticos conservadores com conhecimento sobre debates do passado, mas está altamente notória no maior tribunal de justiça brasileiro. A ideia de encher a ordem do dia com discursos falaciosos, ironias e deboches, além do profundo desrespeito à pessoa do presidente Fachin, tão idoso quanto os aposentados lesados no roubo do INSS, beira uma desfuncionalidade que envergonha qualquer cidadão brasileiro.
É curioso que, para Gramsci, teórico comunista, a hegemonia se dê em virtude de o poder da classe dominante não se manter apenas por meio da força, mas, sobretudo, pelo consentimento das classes dominadas. Isso seria obtido através do controle das instituições culturais — como a mídia, a escola e a religião — que moldam a visão de mundo da população. Mas ele não fala sobre um tribunal de última instância no qual não haja recurso para o cidadão.
Ou seja, para o jornalista que nunca escreveu um livro, não se tratava de uma simples coerção: a hegemonia envolvia a naturalização de valores, normas e interesses da classe dominante, que passavam a ser vistos como universais.
É EXATAMENTE O QUE SE VÊ NO BRASIL!
Os “dominantes”: Flávio Dino, comunista de carteirinha e amigo pessoal de Lula, já chegou até a dizer que a instituição Polícia Federal estava a serviço do atual presidente, quando deveria estar disponível para o povo. Zanin, ex-advogado de Lula, foi quem o ajudou a sair da prisão com inúmeros recursos. Gilmar Mendes, também amigo de Lula, foi quem mais baixou o nível, usando interrupções e demonstrando ausência de decoro ao agredir verbalmente um colega de tribunal. E o mais ridículo: o homem que há sete anos mantém inimigos políticos calados e intimidados por meio de um inquérito “fake news”, o 4.781, votando para se livrar da possibilidade de ser alvo de investigação.
Além de ser um insulto à inteligência do cidadão comum, isso mostrou também que o Brasil já tem metade de seu tribunal pronta para instaurar no país a supressão total da liberdade individual e de tudo aquilo que se chamou, cosmeticamente, de “Estado Democrático de Direito”.
É tentador imaginar que os “subalternos”, termo usado por Gramsci para descrever os grupos sociais excluídos do poder político e cultural — camponeses, trabalhadores, mulheres e minorias étnicas —, mas não do poder jurídico, sejam atualmente não apenas os bolsonaristas, mas também os pensadores, os jornalistas, a direita e o Centrão.
Ou seja, qualquer cidadão que não seja do tribunal nem da plateia do Lula.
Seria por isso que o atual presidente falou, em certa ocasião: “Eu estou mais Maduro”? youtube.com/watch?v=FYWKKq…
A cultura dominante, segundo Gramsci, tende a fragmentar e desarticular esses grupos, impedindo que desenvolvam uma consciência coletiva capaz de desafiar a hegemonia vigente(BOLSONARO TENTOU FAZER ISSO). Gramsci defendia a importância de dar voz aos subalternos e construir um novo protagonismo político por meio da cultura e da educação.
NÃO PARECE QUE ELE ESTÁ FALANDO DOS BOLSONARISTAS?
Não!
O TRIBUNAL DO LULA ESTÁ CONTRA QUALQUER CIDADÃO QUE ACREDITE QUE AINDA VIVE EM UMA DEMOCRACIA.
A ÚNICA ALTERNATIVA QUE SOBROU É APERTAR O NÚMERO 22 NAS URNAS.