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AO SISTEMA, SÓ RESTA A DISSUASÃO

A denúncia do crime impossível

Sérgio Júnior
Por: Sérgio Júnior
19/02/2025 às 05h16 Atualizada em 19/02/2025 às 05h36
AO SISTEMA, SÓ RESTA A DISSUASÃO

AO SISTEMA, RESTA A DISSUASÃO

 

"Quando a política penetra no recinto dos tribunais, a Justiça se retira por alguma porta"  — François Guizot

É sabido de todos, que a acusação de tentativa de golpe de Estado contra Bolsonaro e seus auxiliares não passa de 

 — parafraseando Barroso—, "tempestade fictícia".

Ninguém realmente sério acredita que seja credível, a denúncia da PGR, oriunda de uma delação premiada de uma única pessoa — que alterou várias vezes o contexto de sua colaboração—, que já afirmou em mensagens publicadas pela mídia, que "nunca usou a palavra golpe" nos seus depoimentos e, que a polícia que o interrogava, já tinha uma "versão pronta" e só queria que ele confirmasse a narrativa. 

A verdade é que desde que o Brasil (escravo veterano), ousou acordar do seu sono profundo "deitado em berço esplêndido", para dar o seu grito de independência, há uma campanha esdrúxula, de várias tentativas do sistema de dissuadi-lo desse "despertar de liberdade", suscitado pelo maior líder político do século: Jair Bolsonaro.

Num tempo onde a informação atravessa o planeta em questão de segundos, o conglomerado midiático que dantes reinava, não possui mais o poder de controlar o pensamento dos "proletas" com aquele velho "truque psicológico hermenêutico" — usando o estratagema 32 de Schopenhauer— chamando de ódio, o que na verdade, é o simples exercício da liberdade de expressão. Direito outorgado por qualquer constituição de um país democrático. 

Os ventos do conhecimento e da liberdade sopram forte há muito tempo no mundo inteiro, mas no Brasil, eram desviados por um cata-vento estatal que controlava e direcionava essa força para a elite de Brasília. 

Até que um movimento de transformação cultural e política encarnou num ex-capitão do exército e encontrou eco na sociedade brasileira, que foi às ruas e às urnas e, elegeu Jair Bolsonaro, como presidente da República. 

Após a sua vitória contra uma tentativa de assassinato em 2018, seguiu-se uma retumbante vitória eleitoral, que por não conceber tal possibilidade, o sistema atônito, fez disso objeto de investigação na polícia federal, o famoso inquérito 1361/2018.

Essa chegada inusitada, deu ao povo o sabor de estar pela primeira vez no poder. E me faltaria espaço para explicar as muitas vantagens sociais que o povo desfrutou entre 2019-2022, na gestão Bolsonaro. A questão principal é que os antigos "donos do poder", da imprensa e das elites políticas e econômicas do país, foram sistematicamente questionadas neste período. E se encolerizaram (estratagema n° 8) contra Bolsonaro e contra os Bolsonaristas. Neste conglomerado, estavam grande parte da imprensa, as instituições TSE e STF, além da força política que dominou o Brasil durante mais de 30 anos, a extrema-esquerda; ou seja, uma parte política; uma parte da imprensa, a justiça eleitoral e a corte mais alta de justiça do Brasil. Todos unidos contra Jair.

Dono de uma verve peremptoria, Bolsonaro nunca teve medo de Éris (deusa da discórdia) e a dialética éristica nunca lhe foi barreira. A questão é que, além de dominar bem essa doutrina (desafiando o poder do "Partido"),ele conseguiu abrir as cortinas do templo do poder e colocou o povo lá dentro. Com isso, o povo passou a conhecer o seu real espaço na república e gostou do que viu, além de se apaixonar por quem o mostrou.

Isso criou um novo elã nacional e deixou o sistema acuado por um tempo, mas em um ano e com o auxílio do advento da pandemia, o establishment se reorganizou rapidamente e, contra-atacou, fazendo jus à constatação do Nigeriano Wole Soyinka, "when you fight corruption, corruption strikes back"(quando você combate a corrupção, a corrupção revida).

O revide da corrupção na versão brasileira, foi com a sua carta mais alta à época: Lula. 

Com essa jogada, o "deep state" brasileiro conseguiu tirar Bolsonaro de lá de dentro, mas ainda assim, de um modo bastante controverso. 

O povo, agora menos pueril, viu e reagiu protestando. Então o sistema reagiu de modo exagerado e vingativo, isso o expôs. 

O que era para demonstrar força, se convencionou em fraqueza, medo e desespero.

A última jogada atabalhoada foi essa denúncia da PGR baseada em contos de fábulas, crime impossível, estilingue, bolas de gude, algodão-doce, suposições e, uns 5 milhões de "possivelmente" e "provavelmente".

Para parecer credível, o método agora é tentar o estratagema n°1 de Arthur Schopenhauer, ampliar o significado e a interpretação de falas, pensamentos e rascunhos, de modo exagerado ou hiperbólico, afim de impetrar culpa/crime. Ou seja, uma anotação sobre o possível uso e aplicação de artigos da Constituição, ganha a semântica criativa de "minuta de golpe". O que se aplica também o estratagema n°3, a mudança de modo. O que é conversado de modo relativo,

" eu prefiro um golpe que o retorno de Lula" (conversa aleatória de grupo de empresários no WhatsApp), é posto como algo absoluto e como incitação ao golpe de Estado. Foi essa estratégia que usaram para acusar Daniel Silveira — surra de gato morto— .

Ora, se você estiver mentalmente condicionado a se sentir um vira-lata, vai interpretar a denúncia da Procuradoria Geral da República como um sinal de poder inabalável do sistema 

— é exatamente essa imagem que eles querem passar —, mas se sua mente não for manipulada, você perceberá o truque; é tudo organizado para te dissuadir e fazer você acreditar que não tem condições de se fazer nada. O sistema está usando a ferramenta da dissuasão. 

É desespero, porque tudo que tentaram — e eles sabem que o povo percebeu —,

indo atrás de prints de dissidentes, fuçando arquivos de conversas, prendendo, intimidando e humilhando, bloqueando contas, cancelando passaporte, fechando empresas de comunicação, etc: nada funcionou. E o pior de tudo, é objeto de denúncia internacional. A OEA não veio no Brasil fazer um tour. 

O "deep state" brasileiro jogou a sua carta mais alta para tentar demonstrar superioridade no tabuleiro, justo no momento onde o que se fala na Internet é sobre a USAID, o fracasso do governo Lula e da pauta principal das manifestações do dia 16 de março, a ANISTIA; 

que por sinal, avança no congresso e se espalha na mídia e nas redes sociais.

 

SENTIRAM!

Recentemente, o ministro da Defesa, José Múcio, em entrevista ao programa "roda-viva" esvaziou de modo eloquente a "tese do golpe". Isto já havia sido feito pelo ministro Gilmar Mendes em Portugal. Mas o objeto do desespero do establishment, é a constatação de que, segundo varios institutos de pesquisa, Jair Bolsonaro, é o candidato preferido dos brasileiros para 2026. 

Com o candidato do sistema mostrando a sua total inépcia para governar e com o despertar cotidiano da nação, só restam ao establishment, a retaliação, a ameaça e o sofisma retórico. Eles querem dissuadir o povo e o seu líder.

Estão apostando num recuo de @jairbolsonaro, tanto na questão da luta pela reversão da sua inelegibilidade (ele tem insistido nisso),como na questão da anistia. Pois ambas as pautas, se revertidas, esvaziarão a ideia de "poder do sistema". Ou seja, se Bolsonaro se tornar elegível, ganha a eleição e esvazia o mito do "poder" do TSE.

Se ganha na ANISTIA, esvazia o poder do Supremo dessa sanha condenatória. E sem contar que ultimamente, o sistema eleitoral tem sido alvo de críticas e suspeitas graves de imparcialidade, segundo denúncias de Mike Benz, ex-funcionário do departamento de estado americano. 

Estão novamente no "ring", o sistema e o Brasil. Essa rivalidade é velha. O problema é que antes, os embates eram políticos, mas agora, o oponente é político e juiz ao mesmo tempo.

O desafio para o ex-capitão Bolsonaro(lutador do Brasil)é grande, mas ele conta com o apoio de milhões de brasileiros.

É hora de intensificar os protestos e as postagens. Vamos nos unir nas redes e vamos falar das manifestações do dia 16 de março. Além de questionar a inelegibilidade de Bolsonaro e o "lawfare" brasileiro.

"Não parar — Não precipitar — Não retroceder."   — Olavo de Carvalho

 

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Sérgio Junior
Sérgio Junior
Sérgio Júnior é um escritor e pensador brasileiro, graduado em artes da teologia, membro n°23 da Academia Internacional de Literatura Brasileira de NY (AILB).
Um romancista ficcional, analista de cenários sociais, poeta e filósofo.
Em 2021 e 2022, disputou os prêmios de destaque literário pela Focus Brasil na AILB, idealizado por Nereide Lima e na premiação "Melhor do Brasil na Europa ", pela revista "High Profile Magazine" na Inglaterra, por causa do sucesso do livro "Eu no seu funeral" lançado pela CRV editora no Paraná.

Recentemente, Sérgio Júnior tem sido notícia em vários portais na internet , por seu livro " O SEGREDO DOS NEGROS VENCEDORES " lançado em 2023.

Site do autor na Amazon.

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