
"Quando a política penetra no recinto dos tribunais, a Justiça se retira por alguma porta" — François Guizot
É sabido de todos, que a acusação de tentativa de golpe de Estado contra Bolsonaro e seus auxiliares não passa de
— parafraseando Barroso—, "tempestade fictícia".
Ninguém realmente sério acredita que seja credível, a denúncia da PGR, oriunda de uma delação premiada de uma única pessoa — que alterou várias vezes o contexto de sua colaboração—, que já afirmou em mensagens publicadas pela mídia, que "nunca usou a palavra golpe" nos seus depoimentos e, que a polícia que o interrogava, já tinha uma "versão pronta" e só queria que ele confirmasse a narrativa.
A verdade é que desde que o Brasil (escravo veterano), ousou acordar do seu sono profundo "deitado em berço esplêndido", para dar o seu grito de independência, há uma campanha esdrúxula, de várias tentativas do sistema de dissuadi-lo desse "despertar de liberdade", suscitado pelo maior líder político do século: Jair Bolsonaro.
Num tempo onde a informação atravessa o planeta em questão de segundos, o conglomerado midiático que dantes reinava, não possui mais o poder de controlar o pensamento dos "proletas" com aquele velho "truque psicológico hermenêutico" — usando o estratagema 32 de Schopenhauer— chamando de ódio, o que na verdade, é o simples exercício da liberdade de expressão. Direito outorgado por qualquer constituição de um país democrático.
Os ventos do conhecimento e da liberdade sopram forte há muito tempo no mundo inteiro, mas no Brasil, eram desviados por um cata-vento estatal que controlava e direcionava essa força para a elite de Brasília.
Até que um movimento de transformação cultural e política encarnou num ex-capitão do exército e encontrou eco na sociedade brasileira, que foi às ruas e às urnas e, elegeu Jair Bolsonaro, como presidente da República.
Após a sua vitória contra uma tentativa de assassinato em 2018, seguiu-se uma retumbante vitória eleitoral, que por não conceber tal possibilidade, o sistema atônito, fez disso objeto de investigação na polícia federal, o famoso inquérito 1361/2018.
Essa chegada inusitada, deu ao povo o sabor de estar pela primeira vez no poder. E me faltaria espaço para explicar as muitas vantagens sociais que o povo desfrutou entre 2019-2022, na gestão Bolsonaro. A questão principal é que os antigos "donos do poder", da imprensa e das elites políticas e econômicas do país, foram sistematicamente questionadas neste período. E se encolerizaram (estratagema n° 8) contra Bolsonaro e contra os Bolsonaristas. Neste conglomerado, estavam grande parte da imprensa, as instituições TSE e STF, além da força política que dominou o Brasil durante mais de 30 anos, a extrema-esquerda; ou seja, uma parte política; uma parte da imprensa, a justiça eleitoral e a corte mais alta de justiça do Brasil. Todos unidos contra Jair.
Dono de uma verve peremptoria, Bolsonaro nunca teve medo de Éris (deusa da discórdia) e a dialética éristica nunca lhe foi barreira. A questão é que, além de dominar bem essa doutrina (desafiando o poder do "Partido"),ele conseguiu abrir as cortinas do templo do poder e colocou o povo lá dentro. Com isso, o povo passou a conhecer o seu real espaço na república e gostou do que viu, além de se apaixonar por quem o mostrou.
Isso criou um novo elã nacional e deixou o sistema acuado por um tempo, mas em um ano e com o auxílio do advento da pandemia, o establishment se reorganizou rapidamente e, contra-atacou, fazendo jus à constatação do Nigeriano Wole Soyinka, "when you fight corruption, corruption strikes back"(quando você combate a corrupção, a corrupção revida).
O revide da corrupção na versão brasileira, foi com a sua carta mais alta à época: Lula.
Com essa jogada, o "deep state" brasileiro conseguiu tirar Bolsonaro de lá de dentro, mas ainda assim, de um modo bastante controverso.
O povo, agora menos pueril, viu e reagiu protestando. Então o sistema reagiu de modo exagerado e vingativo, isso o expôs.
O que era para demonstrar força, se convencionou em fraqueza, medo e desespero.
A última jogada atabalhoada foi essa denúncia da PGR baseada em contos de fábulas, crime impossível, estilingue, bolas de gude, algodão-doce, suposições e, uns 5 milhões de "possivelmente" e "provavelmente".
Para parecer credível, o método agora é tentar o estratagema n°1 de Arthur Schopenhauer, ampliar o significado e a interpretação de falas, pensamentos e rascunhos, de modo exagerado ou hiperbólico, afim de impetrar culpa/crime. Ou seja, uma anotação sobre o possível uso e aplicação de artigos da Constituição, ganha a semântica criativa de "minuta de golpe". O que se aplica também o estratagema n°3, a mudança de modo. O que é conversado de modo relativo,
" eu prefiro um golpe que o retorno de Lula" (conversa aleatória de grupo de empresários no WhatsApp), é posto como algo absoluto e como incitação ao golpe de Estado. Foi essa estratégia que usaram para acusar Daniel Silveira — surra de gato morto— .

Ora, se você estiver mentalmente condicionado a se sentir um vira-lata, vai interpretar a denúncia da Procuradoria Geral da República como um sinal de poder inabalável do sistema
— é exatamente essa imagem que eles querem passar —, mas se sua mente não for manipulada, você perceberá o truque; é tudo organizado para te dissuadir e fazer você acreditar que não tem condições de se fazer nada. O sistema está usando a ferramenta da dissuasão.
É desespero, porque tudo que tentaram — e eles sabem que o povo percebeu —,
indo atrás de prints de dissidentes, fuçando arquivos de conversas, prendendo, intimidando e humilhando, bloqueando contas, cancelando passaporte, fechando empresas de comunicação, etc: nada funcionou. E o pior de tudo, é objeto de denúncia internacional. A OEA não veio no Brasil fazer um tour.
O "deep state" brasileiro jogou a sua carta mais alta para tentar demonstrar superioridade no tabuleiro, justo no momento onde o que se fala na Internet é sobre a USAID, o fracasso do governo Lula e da pauta principal das manifestações do dia 16 de março, a ANISTIA;
que por sinal, avança no congresso e se espalha na mídia e nas redes sociais.
— SENTIRAM!
Recentemente, o ministro da Defesa, José Múcio, em entrevista ao programa "roda-viva" esvaziou de modo eloquente a "tese do golpe". Isto já havia sido feito pelo ministro Gilmar Mendes em Portugal. Mas o objeto do desespero do establishment, é a constatação de que, segundo varios institutos de pesquisa, Jair Bolsonaro, é o candidato preferido dos brasileiros para 2026.
Com o candidato do sistema mostrando a sua total inépcia para governar e com o despertar cotidiano da nação, só restam ao establishment, a retaliação, a ameaça e o sofisma retórico. Eles querem dissuadir o povo e o seu líder.
Estão apostando num recuo de @jairbolsonaro, tanto na questão da luta pela reversão da sua inelegibilidade (ele tem insistido nisso),como na questão da anistia. Pois ambas as pautas, se revertidas, esvaziarão a ideia de "poder do sistema". Ou seja, se Bolsonaro se tornar elegível, ganha a eleição e esvazia o mito do "poder" do TSE.

Se ganha na ANISTIA, esvazia o poder do Supremo dessa sanha condenatória. E sem contar que ultimamente, o sistema eleitoral tem sido alvo de críticas e suspeitas graves de imparcialidade, segundo denúncias de Mike Benz, ex-funcionário do departamento de estado americano.
Estão novamente no "ring", o sistema e o Brasil. Essa rivalidade é velha. O problema é que antes, os embates eram políticos, mas agora, o oponente é político e juiz ao mesmo tempo.
O desafio para o ex-capitão Bolsonaro(lutador do Brasil)é grande, mas ele conta com o apoio de milhões de brasileiros.
É hora de intensificar os protestos e as postagens. Vamos nos unir nas redes e vamos falar das manifestações do dia 16 de março. Além de questionar a inelegibilidade de Bolsonaro e o "lawfare" brasileiro.
"Não parar — Não precipitar — Não retroceder." — Olavo de Carvalho