
Após mais de 2 anos do atual governo, os resultados econômicos são objetos de discussão em todo o país. As críticas não são apenas sobre a inflação, os altos impostos ou a alta de preços que minam o poder de compra e que fomentam o desemprego, mas falam de um déficit fiscal absurdo e de indícios de corrupção. A constatação, inclusive de aliados, é que o governo atual acabou e que o país não tem condições de suportar mais dois anos de governo Lula.

As manifestações que estão marcadas para o dia 16 de março têm como uma das pautas, o IMPEACHMENT do presidente Lula.
O que fica constatado é que o Brasil errou. E errou feio. O país escolheu um péssimo gestor como seu líder. E eu quero humildemente deixar mais que uma opinião, quero dar um conselho e um norte para nós como povo.
Antes de seguir ou apoiar um político como se fosse um jogador ou craque de time de futebol, o cidadão brasileiro precisa refletir sobre a estrutura de sua sociedade e compreender como o país está dividido. É essencial entender a configuração cultural e intelectual da população: onde está o foco do pensamento coletivo? No presente, no passado ou no futuro?
Quais são as propostas concretas dos formadores de opinião ou do candidato?
Qual origem e quais interesses eles representam?
Conhecer o próprio país vai além de memorizar capitais ou nomes de rios.
Trata-se de identificar quem está por trás dos grandes esquemas de poder.

"Em águas muito claras não vivem peixes, mas muitas culturas crescem em solo sujo" __ Hong Zicheng
Embora seja impossível aprofundar todos esses aspectos em um texto breve, um ponto evidente é o papel da Rede Globo, um dos mais influentes agentes desse sistema.
A emissora tem acesso a todas as camadas sociais do Brasil, penetrando tanto em lugares abastados quanto nas regiões mais remotas, alcançando desde ricos e pobres até indígenas e ribeirinhos da Amazônia.
O país pode ser analisado sob a perspectiva de setores distintos, cada um favorecido ou prejudicado de formas diferentes:
Inclui a elite governamental, o Estado como instituição, grandes banqueiros, políticos profissionais, jornalistas militantes, artistas e intelectuais marxistas, além de ONGs que atuam como intermediárias para minar o desenvolvimento econômico e a soberania nacional.

Composto por trabalhadores que sustentam o setor A por meio de altos impostos. Aqui estão professores, servidores da saúde, microempreendedores individuais (MEIs) e trabalhadores informais que batalham para garantir moradia e ascender à classe média do próximo setor.

A chamada classe média, composta por cidadãos com renda entre 05 e 10 salários mínimos. Inclui empresários que geram muitos empregos, agricultores do agronegócio e profissionais como economistas e policiais. Apesar de serem essenciais para a economia, são frequentemente negligenciados e onerados por tributação excessiva.

Engloba pessoas em situação de pobreza extrema, sem acesso mínimo à educação ou oportunidades econômicas. Muitos são dependentes de assistência governamental para sobreviver, tornando-se vulneráveis à manipulação política e ao recrutamento pelo crime organizado.
Segundo o IBGE (2023), cerca de 31,6% da população brasileira vive com menos de R$ 497 por mês, estando abaixo da linha da pobreza.
Programas sociais como o Bolsa Família atendem mais de 21 milhões de famílias, evidenciando a dependência estatal desse setor.

Representa o crime organizado em seus diversos níveis. Desde aqueles desesperados do setor D recrutados como soldados do crime até as lideranças de facções que se relacionam com o setor A, e cumprem a missão de enfraquecer ou de destruir os setores B e C, já que os altos membros do setor A querem o resultado, mas não querem sujar as mãos.

O setor E se apresenta como opositor do setor A, mas, na prática, apenas busca influenciar a política para proteger seus interesses.
O setor A, ao lado do setor E, frequentemente se alinha para enfraquecer os setores B e C, os quais representam a verdadeira força produtiva do país. O crime organizado não deseja destruir o setor A, pois depende dele para a formulação de leis que ora endurecem, ora flexibilizam a repressão à criminalidade.
Se você quiser compreender melhor essa dinâmica, basta comparar as comemorações pela vitória de Lula em 2022 nas transmissões da Rede Globo (setor A) e as de dentro dos presídios (setor E).
https://x.com/SERGIOJUNIOR79r/status/1890860154519748923?t=KYVcQxxPynu3AyZzDsC8tA&s=19
É no mínimo assustador, que um homem preso por 580 dias possa concorrer e ser eleito presidente do país. A sinergia entre os setores A e E não deveria ser motivo de reflexão?
Este texto busca despertar uma análise crítica sobre nossa sociedade, que pode estar sociologicamente enferma.

Os setores B e C são fundamentais para a estabilidade do país, mas é no setor D que reside o maior potencial de mudança.
É nesse grupo que se encontra a massa de manobra dos políticos corruptos de Brasília e a base de recrutamento dos criminosos armados.
Nas próximas eleições, é imprescindível que governantes formulem políticas públicas eficazes para reduzir essa desigualdade estrutural. Entretanto, ao final do dia, a decisão está nas mãos do cidadão.
Cabe ao povo cobrar de seus representantes soluções concretas para equilibrar essa dinâmica social. E, acima de tudo, é necessário fiscalizar, reduzir e punir as ilegalidades do setor A, garantindo um Brasil mais justo e funcional.
Artigo 5º da Constituição Federal: Garante a igualdade de todos perante a lei, sem distinção de qualquer natureza.
Artigo 37 da Constituição Federal: Define os princípios da administração pública, incluindo moralidade e eficiência.
Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção (UNCAC): Trata do combate à corrupção no setor público e privado.
fontes
https://noticias.r7.com/cidades/videos/presidiarios-comemoram-a-vitoria-de-lula-01112022/
Sergio Junior