04/02/2025 às 19h15Atualizada em 05/02/2025 às 10h59
"SE A USAID NÃO EXISTISSE, BOLSONARO AINDA SERIA O PRESIDENTE DO BRASIL"
(Michael Benz denuncia atuação da agência americana para influenciar eleições no Brasil)
O Financial Times trouxe a informação em junho de 2023, que houve uma campanha velada dos EUA nas eleições brasileiras de 2022. Porém, o que se descobre agora é muito mais grave e ataca diretamente a soberania nacional.
Michael Benz, ex-chefe da divisão de informática do Departamento de Estado durante o governo de Donald Trump, fez graves acusações sobre a influência do governo dos Estados Unidos nas eleições brasileiras de 2022. Em uma entrevista ao programa The War Room, apresentado pelo ex-estrategista-chefe da Casa Branca, Steve Bannon, Benz afirmou que a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) teria desempenhado um papel central para prejudicar a campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo Benz, a Usaid financiou e coordenou uma ampla operação de censura e controle de informações no Brasil, com o objetivo de enfraquecer Bolsonaro, a quem ele chama de “Trump tropical”.
Usaid como ferramenta de influência política global
Benz descreveu a Usaid como “um agente flexível”, operando como um braço de influência política global entre o Departamento de Estado, o Pentágono e a CIA.
Ele afirmou que a agência declarou o populismo uma ameaça à democracia, o que justificaria uma “cruzada de censura” contra lideranças políticas alinhadas a esse movimento em diferentes partes do mundo.
“Quando ondas populistas varreram o mundo — nos EUA em 2016 com Trump, e com o que aconteceu em toda a Europa com Marine Le Pen, Matteo Salvini e Nigel Farage — a Usaid declarou uma guerra santa de censura contra cada um desses grupos populistas, incluindo Bolsonaro”, disse Benz.
“Sem interferência americana, Bolsonaro ainda seria presidente”
Benz foi categórico ao afirmar que a Usaid teve um impacto decisivo no resultado das eleições brasileiras.
“Se a Usaid não existisse, Bolsonaro ainda seria o presidente do Brasil e o Brasil ainda teria uma internet livre e aberta”, declarou.
Segundo ele, a agência investiu dezenas de milhões de dólares em operações de influência no Brasil, incluindo o financiamento de leis contra desinformação e pressão sobre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para censurar postagens de Bolsonaro em redes sociais.
“Foi a Usaid que gastou dezenas de milhões de dólares do dinheiro dos contribuintes norte-americanos financiando a pressão para aprovar leis contra desinformação no Congresso brasileiro, financiando os advogados que pressionaram o TSE a reprimir os tweets, mensagens no WhatsApp e no Telegram de Bolsonaro”.
Ele também citou um dos beneficiários da Usaid, que teria declarado publicamente que o objetivo era “eliminar o intercâmbio internacional de ideias entre o movimento Trump e o movimento Bolsonaro”.
Censura no Brasil foi “baseada inteiramente na Usaid”
Benz comparou a atuação da agência no Brasil a um “polvo de censura”, afirmando que seus tentáculos se estenderam por todo o ecossistema de informação do país.
Segundo ele, a Usaid financiou veículos de comunicação, ONGs e grupos de advocacia para controlar o fluxo de informações e reprimir vozes dissidentes.
“A Usaid gasta bilhões de dólares todos os anos para controlar a mídia”, disse Benz. “Todos os principais veículos de comunicação na Ucrânia são financiados pela Usaid. Todos os principais veículos de comunicação no Ocidente e em muitas partes da África e da Ásia Central fazem hoje o que a CIA costumava fazer.”
Ele comparou a estratégia da Usaid com a Operação Mockingbird, um programa da CIA nos anos 1950 e 1960 para influenciar a mídia internacional. “Todo mundo se lembra da Operação Mockingbird, certo?”, perguntou. “Pois bem, isso agora se chama Usaid Media Sustainability and Media Assistance.”
O jornal indiano Times of India traz a seguinte matéria:
Capacitação e interferência estrangeira: ex-funcionário explica por que a USAID não tem "nada a ver com ajuda"
TIMESOFINDIA.COM / 3 de fevereiro de 2025, 18:20 IST
A carreira do ex funcionário do governo Benz foi marcada por aparições de alto nível na mídia e uma presença significativa em plataformas sociais, particularmente X, onde suas críticas chamaram a atenção do bilionário da tecnologia Elon Musk. Seus interesses mútuos na liberdade digital e na responsabilidade do governo alinharam Benz com Musk, alimentando o que alguns estão chamando de "guerra Trump-Musk contra a USAID".
ARQUIVO - Sistema de painéis solares financiado pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) é visto na cidade fronteiriça libanesa-síria de Majdal Anjar, vale do Bekaa oriental, Líbano, em 9 de novembro de 2022. (Foto AP / Bilal Hussein, Arquivo)
Mike Benz, ex-funcionário do Departamento de Estado durante o governo Trump, emergiu como uma figura-chave no discurso crescente em torno das agências governamentais, particularmente a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID). Conhecido por seu trabalho em segurança cibernética e política de internet, Benz fez a transição do serviço governamental para se tornar um crítico vocal do que ele percebe como exagero governamental, concentrando-se em questões relacionadas à censura na internet, liberdade de expressão e influência na política externa.
As críticas à USAID
Benz foram francas sobre a USAID, alegando que a agência opera além de sua missão tradicional de ajuda humanitária. De acordo com Benz, a USAID se envolve em atividades que influenciam a política externa e pode até desempenhar um papel na gestão do discurso online, levantando preocupações sobre agendas políticas disfarçadas de trabalho de desenvolvimento. Suas críticas sugerem que a agência evoluiu para uma ferramenta para promover objetivos geopolíticos específicos, em vez de se concentrar apenas nos esforços humanitários.
Benz descreve a USAID como a entidade central dentro do que ele chama de "trifeta de estabelecimentos de política externa", ao lado do Departamento de Estado, do Departamento de Defesa (DOD) e da comunidade de inteligência. Em sua opinião, essas agências administram os assuntos do que ele chama de "império americano", com a USAID desempenhando um papel fundamental na coordenação de atividades que vão além da assistência humanitária. "A USAID não é apenas sobre ajuda", afirma Benz. "Trata-se de capacitar e influenciar o curso dos eventos em nações estrangeiras, muitas vezes alinhados com os interesses estratégicos dos EUA."
Ele argumenta que a USAID foi criada na década de 1960 para agilizar as operações que anteriormente causavam atrito entre o Pentágono, o Departamento de Estado e a CIA. Antes da criação da USAID sob o presidente John F. Kennedy, essas agências muitas vezes se sobrepunham em seus esforços de desenvolvimento internacional, levando a ineficiências na execução da política externa dos EUA. Benz afirma que, embora a USAID tenha sido projetada para resolver essas questões, desde então ela se tornou um órgão influente capaz de moldar a dinâmica política e social em outros países sob o pretexto de ajuda ao desenvolvimento.
Envolvimento de Elon Musk
Elon Musk ampliou as críticas de Benz, frequentemente se envolvendo com seu conteúdo no X e expressando suas próprias preocupações sobre o papel da USAID. Musk se referiu publicamente à USAID como uma "organização criminosa" e pediu sua dissolução, alinhando-se com esforços mais amplos sob o segundo mandato do ex-presidente Trump para reestruturar ou desmantelar agências governamentais vistas como ineficientes ou politicamente tendenciosas.
Relatórios do início de 2025 sugerem que a influência de Musk se estende além da retórica. Por meio de seu envolvimento com o recém-formado "Departamento de Eficiência Governamental" (DOGE), Musk teria desempenhado um papel na defesa de reformas direcionadas à USAID. Isso inclui a remoção de funcionários-chave de segurança dentro da agência, percebidos como barreiras à agenda de reformas do governo Trump.
A "Guerra à USAID"
O Discurso Público A chamada "guerra Trump-Musk contra a USAID" reflete um movimento político mais amplo que visa redefinir o papel das instituições governamentais dos EUA. As aparições de Benz na mídia, incluindo entrevistas com figuras como Joe Rogan, impulsionaram ainda mais seus pontos de vista para o discurso dominante. Suas críticas ressoam particularmente nos círculos conservadores, onde as preocupações com o excesso do governo e a falta de transparência são proeminentes.
DIRIGIDA POR EXTREMISTAS LOUCOS
O Presidente norte-americano afirmou que agência dos Estados Unidos para a ajuda externa é dirigida por “extremistas loucos”, que devem ser expulsos, ao justificar a decisão de colocar funcionários do organismo em licença forçada. A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) "é dirigida por extremistas loucos" e a Casa Branca está a "tentar expulsá-los", disse no domingo Donald Trump à imprensa.
"Depois tomaremos uma decisão”, acrescentou, referindo-se ao futuro da agência.
A Administração norte-americana afastou dois chefes de segurança da USAID depois de estes se recusarem a entregar material confidencial ao Departamento de Eficiência Governamental, conhecido como DOGE, dirigido por Elon Musk, disseram no domingo duas fontes à agência de notícias Associated Press (AP). A AP, que identifica as fontes como um atual e um ex-funcionário dos EUA, adianta que os membros do DOGE obtiveram finalmente no sábado acesso a informações confidenciais da USAID, que incluem relatórios de serviços secretos, que lhes tinha sido negado anteriormente.
A equipe de inspeção do DOGE não tinha uma autorização de segurança de nível suficiente para aceder àquela informação, pelo que o diretor de segurança do USAID, John Vorhees, e o adjunto Brian McGill, estavam obrigados legalmente a negar-lhes o acesso.
Os dois foram postos de licença, de acordo com as fontes da AP. O DOGE não faz parte do Governo, mas foi encarregado pelo novo Presidente dos Estados Unidos de identificar formas para reduzir os custos da administração pública.
As fontes falaram sob condição de anonimato porque não estavam autorizadas a partilhar a informação, explica a agência de notícias.
Um dia antes, o DOGE realizou uma operação semelhante no Departamento do Tesouro, obtendo acesso a informação sensível do sistema de atribuição de fundos e pagamentos, incluindo aos clientes da Segurança Social e do Medicare, o sistema de seguros de saúde gerido pelo Governo norte-americano dirigido aos maiores de 65 anos.
O jornal Washington Post indicou na edição de sexta-feira que o vice-secretário interino do Tesouro, David Lebryk, se terá demitido após mais de 30 anos de serviço depois do DOGE ter solicitado acesso a dados confidenciais do departamento.
George Soros e a conexão com a Usaid
Benz detalhou como a Usaid direciona recursos para organizações que compartilham seus objetivos. Ele citou a Fair and Just Prosecution, uma ONG que orienta promotores financiados pelo bilionário George Soros.
“A Usaid deu US$ 27 milhões ao patrocinador fiscal do grupo de controle de promotores de Soros”, revelou. “Esse grupo recebeu mais dinheiro da Usaid do que do próprio George Soros.”
Ele também mencionou o Tide Center, um patrocinador fiscal que recebeu fundos da Usaid e que é um dos principais grupos responsáveis pelo movimento Black Lives Matter.
Para Benz, a Usaid usou recursos públicos americanos para interferir diretamente na política interna de outros países, incluindo o Brasil, com o objetivo de suprimir movimentos populistas e controlar o fluxo de informações.
“Eles eliminam o populismo doméstico porque ele atrapalha seus objetivos de política externa”
Elon Musk chamou neste domingo a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) de "organização criminosa", após o presidente Donald Trump decidir congelar as ajudas de Washington a outros países por três meses. Os comentários vieram depois que dois principais oficiais de segurança da Usaid, o diretor John Voorhees e seu vice, foram colocados em licença administrativa na noite de sábado após se recusarem a dar aos representantes do Departamento de Eficiência Governamental (Doge) de Musk acesso aos sistemas internos.
SABOTAGEM CONTRA A SOBERANIA NACIONAL
"Por que a USAID estava instruindo ativamente as organizações de mídia ao redor do mundo a "CONCORDAR COM POLÍTICAS DE SILÊNCIO ESTRATÉGICO" para censurar coletivamente todas as narrativas nas mídias sociais?" @MikeBenzCyber
A imprensa brasileira, ou boa parte dela, faz deliberadamente, uma seleção, uma espécie de edição do pensamento brasileiro e da cultura do país. Com isto, o país fica na na nuvem com informações voláteis, ambíguas, ambivalentes e sem fundamento na realidade, vivendo na abstração.
O povo brasileiro é guiado para viver de coisas abstratas, de opiniões e ilações.
Essa informação sobre a interferência da USAID nas eleições brasileiras de 2022 está eclodindo na internet, mas você não percebe um braço da Imprensa brasileira falando sobre isso. Quem falou, disse que a USAID estava sendo alvo de "ataques de Trump e Elon Musk. Ou seja, eles já tem opinião formada sobre o assunto e não vão dedicar tempo para investigar as denúncias.
Por outro lado, o Deputado Eduardo Bolsonaro, tem compartilhado links sobre Mike Benz, que está denunciando a influência de NED, da USAID e do governo Biden no Brasil, que agiram para prejudicar as eleições de 2022 e impedir o então Presidente Jair bolsonaro de se reeleger.
E agora, não se vê a imprensa brasileira falando sobre isso, ou seja, a imprensa continua sonegando informações que estão sendo difundidas na internet e é talvez por isso, que o brasileiro está preferindo se Informar pelas redes sociais e, talvez, também por esse motivo, o governo, com parte da imprensa e do judiciário (braço do governo)almejam tanto regulamentar as redes sociais.
O Brasil foi escandalosamente sabotado.
Fato é que esse assunto ainda vai render muito o que falar...
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IRLANDA CARDOSO BARBOSAHá 2 anos GravataíExcelente texto. É lamentável e gravíssimo o que estamos vivendo nos últimos tempos, no Brasil e no mundo - Imagina o que ainda há por vir !
Hermínio NaddeoHá 2 anos São Paulo - SPExcelente artigo!
Sérgio Júnior é um escritor e pensador brasileiro, graduado em artes da teologia, membro n°23 da Academia Internacional de Literatura Brasileira de NY (AILB). Um romancista ficcional, analista de cenários sociais, poeta e filósofo. Em 2021 e 2022, disputou os prêmios de destaque literário pela Focus Brasil na AILB, idealizado por Nereide Lima e na premiação "Melhor do Brasil na Europa ", pela revista "High Profile Magazine" na Inglaterra, por causa do sucesso do livro "Eu no seu funeral" lançado pela CRV editora no Paraná.
Recentemente, Sérgio Júnior tem sido notícia em vários portais na internet , por seu livro " O SEGREDO DOS NEGROS VENCEDORES " lançado em 2023.