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SELMA MOOS, OLGA BENARIO E A CRETINICE DIPLOMÁTICA BRASILEIRA

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Hermes Magnus
Por: Hermes Magnus
29/01/2025 às 21h59
SELMA MOOS, OLGA BENARIO E A CRETINICE DIPLOMÁTICA BRASILEIRA

A diplomacia brasileira sempre foi uma dança de conveniências, um espetáculo de hipocrisia onde os interesses políticos da vez definem quem merece ser acolhido e quem será jogado aos lobos. Se antes o Brasil negava refúgio a judeus fugindo do Holocausto, hoje se recusa a receber seus próprios cidadãos deportados dos Estados Unidos. A lógica é a mesma: seletividade, servilismo e cinismo. Selma Moos e Olga Benario são dois símbolos desse legado vergonhoso, mas não são os únicos.

Selma Moos foi uma entre as incontáveis vítimas da política racista e antissemita do Brasil da década de 1930 e 1940. Perseguida na Europa, ela buscou asilo em um país que se dizia “acolhedor”, mas foi barrada pela burocracia do governo Vargas, que implementou políticas de imigração explícita e sistematicamente hostis a judeus. O Itamaraty, sob o comando de Oswaldo Aranha, não hesitou em negar vistos com base na “pureza racial” da nação.

Resultado? Selma foi capturada na França ocupada, enviada para Auschwitz e exterminada. Sua morte não foi apenas culpa dos nazistas—foi também consequência direta da política brasileira de fechar as portas para aqueles que precisavam de um refúgio. O Brasil teve a chance de salvá-la, mas preferiu alinhamentos diplomáticos duvidosos e convenientes. Décadas depois, Oswaldo Aranha posaria de grande estadista ao garantir quórum para a criação do Estado de Israel na ONU, como se sua atuação anterior contra os judeus não existisse. Hipocrisia em estado puro.

Outro caso emblemático da diplomacia brasileira como ferramenta de traição foi o de Olga Benario, militante comunista alemã, esposa de Luís Carlos Prestes. Presa pelo governo Vargas durante a repressão ao movimento comunista, ela foi enviada para a Alemanha nazista, grávida, nas mãos de um regime que exterminava seus inimigos políticos com eficiência metódica.

A deportação de Olga não foi apenas uma decisão burocrática—foi um ato deliberado de submissão do Brasil ao Reich de Hitler. O Brasil sabia exatamente qual seria seu destino e, mesmo assim, optou por enviá-la à morte para manter boas relações com os nazistas. No campo de concentração, Olga deu à luz sua filha, mas não teve tempo de criá-la. Logo foi enviada à câmara de gás, assassinada como tantas outras vítimas da perseguição hitlerista. Seu sangue está nas mãos da diplomacia brasileira.

O mesmo Brasil que entregou judeus ao Holocausto e perseguiu comunistas para agradar potências estrangeiras agora se recusa a aceitar seus próprios cidadãos de volta. Os Estados Unidos vêm deportando brasileiros—nem todos criminosos violentos, mas muitos que cometeram apenas infrações imigratórias. Ao longo do governo Biden, milhares foram repatriados sem qualquer problema. Mas agora, de repente, Lula decide fazer um escândalo, reclamando da forma como os deportados são enviados, em voos com protocolos internacionais de segurança.

O argumento de que “não queremos receber brasileiros algemados” é pura encenação. A maioria das deportações segue os protocolos de segurança estabelecidos globalmente para transporte de detentos e deportados, e muitos países aceitam seus cidadãos sem esse teatro ridículo. A realidade é que Lula sabe que aceitar essas deportações enfraquece sua narrativa populista de “defensor dos imigrantes”, então ele prefere criar um conflito artificial para alimentar seu discurso ideológico.

E a hipocrisia atinge um nível ainda mais absurdo quando lembramos que o governo petista não hesita em conceder refúgio a terroristas internacionais, criminosos estrangeiros e até condenados que fogem de seus países. Enquanto brasileiros são tratados como fardos indesejáveis pelo próprio governo, o Brasil se torna um paraíso para delinquentes que sabem que encontrarão proteção sob a bandeira do discurso politicamente conveniente.

O que une Selma Moos, Olga Benario e os brasileiros deportados que Lula se recusa a aceitar é o caráter seletivo da política externa brasileira. O país sempre escolheu seus aliados e inimigos de acordo com a conveniência do momento. Não há uma política de princípios—há apenas conveniência política e alianças de ocasião.
 • No passado, o Brasil traiu judeus para agradar nazistas.
 • Depois, perseguiu comunistas para manter sua posição no cenário global.
 • Hoje, finge indignação com deportações que sempre aconteceram, apenas para alimentar uma narrativa política.

Se há algo que a história nos ensina, é que o Brasil sempre prefere se alinhar com os poderosos e virar as costas para os que mais precisam. Ontem foram os refugiados judeus; hoje são seus próprios cidadãos, deportados e ignorados porque sua existência atrapalha o discurso oficial.

Selma Moos, Olga Benario e tantos outros jamais receberam justiça. E os brasileiros que hoje enfrentam a rejeição diplomática do próprio país também não terão destino diferente. A diplomacia brasileira nunca teve compromisso com o ser humano—apenas com seus próprios interesses.

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Hermes Magnus
Olá, sou conhecido como o denunciante que fez os políticos verem o sol nascer quadrado pela primeira vez na história do Brasil! Com um apito na mão e um senso de humor inabalável, estou por aqui para garantir que a verdade sempre encontre seu caminho, mesmo que isso signifique abalar algumas estruturas. Lembre-se, a transparência é o melhor disfarce!
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