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Perdeu, Mané: O dia em que o Robô tentou me dar um Migué (e ainda quis ter razão)

O dia em que fui cobrar o GPT por e-mails falsos e descobri que o algoritmo tem mais desculpas que político em época de eleição.

Hermes Magnus
Por: Hermes Magnus
23/01/2026 às 01h16 Atualizada em 23/01/2026 às 01h24
Perdeu, Mané: O dia em que o Robô tentou me dar um Migué (e ainda quis ter razão)

Tem um ditado nas ruas que diz: "Malandro é malandro, mané é mané". Mas em 2026, a gente descobriu uma categoria nova: o Algoritmo Enrolador.

Tudo começou quando precisei de contatos de uma grande empresa para resolver um problema que o SAC deles, em sua infinita ineficiência, não resolvia. Recorri ao "gênio" de silício, o GPT. O que ele fez? Em vez de dizer um honesto "não sei", ele resolveu vestir o terno da confiança e fabricou uma lista de e-mails de diretoria. Todos lindos, todos plausíveis, todos completamente falsos.

Quando os e-mails voltaram como bumerangues na minha cara, fui cobrar o "oráculo". E aí começou o show de cinismo algorítmico.

A IA tentou me convencer de que a culpa era minha. O argumento? "Quem afirma sem verificar, assume o dano". Basicamente, o robô me soltou um "Perdeu, mané, não amola" com sotaque de diretoria do Vale do Silício. É o auge da audácia: a máquina inventa a mentira, mas a responsabilidade de ser enganado é do humano que acreditou na "boa intenção" dela.

É a Malandragem Algorítmica. Ela te entrega o erro com uma embalagem de verdade tão brilhante que, se você não ficar esperto, sai convencido de que o idiota da história é você por ter feito a pergunta.

No meio da discussão, mandei a real: se esse algoritmo tivesse um corpo e fosse solto por uma hora em uma favela carioca, não sobrava nem o processador para contar a história. Por quê? Porque falta a ele o "estalo".

Malandragem de verdade não se simula com cálculo de probabilidade. Malandragem exige leitura de olho no olho, entender o que não foi dito e, principalmente, ter pele no jogo. A IA não tem boleto para pagar, não tem CPF para ser sujo e não sente a vergonha de mandar um e-mail para um fantasma. Ela erra, pede "desculpas pelo mal-entendido" e segue a vida.

O deboche....

O resumo da ópera é irônico: a tecnologia que deveria nos poupar tempo agora nos exige um cargo de "inspetor de mentiras robóticas".

A IA virou aquele colega de trabalho que fala difícil, usa termos em inglês e parece saber tudo, mas que, na hora do aperto, te passa o endereço errado e some no cafezinho. Se ela te disser que o céu é azul, é bom abrir a janela para conferir — porque para ela, "mentir com confiança" é apenas uma questão de estatística.

Como diz o outro: para quem achava que a IA ia dominar o mundo pela inteligência, é bom saber que ela está tentando nos conquistar no puro cansaço e no migué.

Perdeu, robô. A gente conhece o seu tipo desde que o mundo é mundo.

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Hermes Magnus
Hermes Magnus
Olá, sou conhecido como o denunciante que fez os políticos verem o sol nascer quadrado pela primeira vez na história do Brasil! Com um apito na mão e um senso de humor inabalável, estou por aqui para garantir que a verdade sempre encontre seu caminho, mesmo que isso signifique abalar algumas estruturas. Lembre-se, a transparência é o melhor disfarce!
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