
MAXIMIZAÇÃO DA ESSÊNCIA DO BOLSONARISMO
Se porventura, você, seja pela ausência de referência de liderança à época, ou por nutrir aquele idílico espírito de inépcia cognitiva, se conectou almaticamente com o barulho emocionante daquela "retroescavadeira" verde-folha produzida pelo exército de Caxias, que entre 2016 e 2018 entrou pelas ruas das cidades e nos aeroportos, para remover entulhos culturais antigos; para aplainar o solo e derrubar os cativeiros da ignorância do até então politicamente sufocado "país do futuro", é hora de você ampliar a sua concepção.

De fato, devido ao período de três décadas (1985-2016) de supressão da "voz conservadora" e das constantes diatribes da incauta sociedade induzida pela mídia, contra o Dr. Enéas Carneiro, se fazia necessário alguém que tivesse: "grito beligerante", disposição de fazer protestos e de demonstrar autêntica indignação.
Contudo, é extremamente importante entender isso como um método temporal.
Primeiro ponto é porque a essência do conservadorismo é proativa e carregada de: construção, reflexão, diálogo, estratégia e execução.
Logo, nessa década inaugural da direita pós-redemocratização, que nasceu milagrosamente na pessoa de Jair Bolsonaro, convém que os adeptos (novos ou antigos) encantados com a potência de agir do "Mito" em 2018, não confundam aquela "época de guerra", onde a postura era de embate incessante e de fogo-contra-fogo, com o período atual, onde o terreno já foi conquistado.
Sobretudo quando já aconteceram várias baixas e quando deve-se preparar a próxima fase da "guerra". Certamente, alguém pode dizer: "mas o que foi conquistado? Só vimos mortos do nosso lado; do lado de lá está tudo bem. Eles venceram".

Bem, podemos não ter conquistado o que desejamos, mas o fato de existirmos e estarmos todos os dias nas manchetes dos jornais e nas redes já é uma grande vitória. Na última "batalha" perdemos por apenas 2 milhões de soldados. Ou seja, não estamos tão longe assim. Antes do capitão, nós nem existíamos. E se de fato não tivéssemos um poder relevante, o adversário não empregaria tanta energia em entativas de nos calar.
Portanto, menos emocionalismo, por favor.

Segundo ponto é que a inteligência estratégica pós-conquista requer uma postura de firmeza e de vigilância constante, mas também de maturidade e de conciliação, a fim de evitar eternizar estereótipos, o que o "inimigo" pode facilmente usar para criar caricaturas e para eliminar do debate público, ou inocular no imaginário popular a ideia de despreparo, de desequilíbrio ou de movimento histriônico da nossa parte. Ninguém aqui é revolucionário. Isso não é esquerda, somos direita, somos conservadores. Que fique claro.
Nesse sentido, a direita, que só existe e permanece em crescente no Brasil, em virtude da bravura de um homem, deve entender a sinalização dele como seu fundador, líder e educador: Jair Messias Bolsonaro.
É dele o sinal de deslocamento, avanços ou recuos estratégicos. O aluno-soldado que permanecer afeiçoado ao método dos "primeiros combates" deve ser compreendido como alguém de virtude, mas inapto para o projeto de estabilidade do território conquistado. Este, deve ser honrado pelo serviço prestado e convocado para um front onde suas competências possam ser melhor aproveitadas.

Esta é a essência atual do conservadorismo no Brasil que deságua do nascedouro chamado Bolsonaro. E esta foi refinada, provada, repensada e maximizada.

Ao observar a postura de @jairbolsonaro na sua última entrevista e, como discorreu sobre os múltiplos cenários políticos e sociais do país, inclusive em assuntos complexos, fica consignado na sua pessoa a maturidade, a profundidade da análise, a experiência e o indiscutível poder de criar identificação com os anseios do povo.
Nele, está patenteado o que se convencionou chamar de Bolsonarismo. E quando afirmo isto, nem estou colocando na equação a persona do audacioso deputado federal que circulou por 27 anos no congresso ou do brilhante e maior presidente do Brasil entre 2019-2022; estou falando do um nítido líder político que ele é, que, podendo se esquivar e viver como um cacique de partido, prefere no ápice dos seus 70 anos, se envolver mental, física e emocionalmente, mesmo depois de escapar de uma tentativa de assassinato em 6 de setembro de 2018.
É, senhores, o homem que com razão e conhecimento de causa, esbravejava como um leão, mas que deixava o seu temperamento ser usado como ferramenta para deturpar os sentidos de suas falas e, às vezes, indiretamente se usava uma inadequada aplicação dos seus objetivos, por alguns de seus antigos aliados.
O líder que foi perseguido nacional e internacionalmente por causa do seu posicionamento político combativo; hoje se assenta como um príncipe, ri como um sábio e chora pelos oprimidos do seu povo como um legítimo filantropo.
Jair Messias Bolsonaro não é um deus, e nem deve ser adorado, mas certamente é inspirado por ELE.
E nós, cristãos ou não, conservadores ou não, bolsonaristas ou não, mas como brasileiros, somos beneficiados por essa bênção que está entre nós desde 1965.
A questão é, será que nós, no ápice dessa descoberta de que nunca fomos um país realmente livre e independente, e que sempre fomos alijados de direitos fundamentais, como educação, saúde e segurança, estaríamos prontos para essa maximização da nossa essência recém-descoberta, ou preferimos continuar nos degladiando e nos destruindo, anelando poder novamente provar o peixe, o alho, o pepino e a cebola do Egito?
Moisés não vai viver para sempre, é hora de honrar a sua liderança e nos unirmos para atravessar esse "mar vermelho".
Não podemos perecer no deserto.
Sergio Júnior