
A IMAGEM DO BRASIL NO EXTERIOR
A revista "Veja" trouxe à tona uma preocupação minha a respeito da imagem do meu país, Brasil: A repercussão internacional da esdrúxula decisão do ministro Alexandre de Moraes de não liberar Bolsonaro para viajar aos EUA para a posse de Trump.
Após escutar, mais uma vez, um amigo estrangeiro falar mal do Brasil, dessa vez, sobre o nosso sistema de escrutínio de votos, senti-me envergonhado.
E ele trouxe para o debate, assuntos que muitos desconhecem.
Por exemplo, há pessoas que não sabiam que em nenhum outro lugar do mundo, além do Brasil, Bangladesh e Butão, é usado uma urna eletrônica para fins eleitorais. Se você está assustado com a novidade, pesquise na internet 3 palavras aleatórias, Brasil, Bangladesh e Butão.
Pronto, Boom!! Realmente, o jornalista português tem razão. No link www1.folha.uol.com.br/poder/2021/06/…
você mesmo pode conferir. Achei curioso que os nomes começam com a letra B, mas não fazia sentido, pois a Bolívia, que também começa com a letra, não usa a urna no seu sistema eleitoral.
Depois lembrei da Bélgica, mas por lá também não é usada. Aliás, a última reportagem que eu havia visto deste jornalista português, foi exatamente na Bélgica, no parlamento europeu, onde o assunto também era sobre o Brasil, mas sobre liberdade de expressão, numa entrevista com o eurodeputado espanhol, Hermann Tertsch. E isto também me foi motivo de vergonha. Na verdade, o fato de termos nossas brigas internas é natural, mas quando essas coisas são expostas lá fora, é muito vergonhoso.
Não é possível que nossas autoridades ignorem a necessidade de organizar a casa, de modo a evitar mais exposição da imagem do país.
E o pior: fiquem abordando jornalistas estrangeiros nos aeroportos tentando coagir ou intimidá-los. (Sergio Tavares, Vicky Richter, etc)
Desde o ano de 2022 com as informações polêmicas trazidas ao público já deveria ter feito o Brasil dar uma resposta democrática, aceitando o debate, absorvendo as críticas (mesmo as mais duras) e adicionado o dispositivo de transparência (impressora do voto) tão pedido e aprovado pelo congresso: gazetadopovo.com.br/vozes/luciano-…
Mas parece que as autoridades preferiram a briga do intervalo entre os alunos da quinta série com o magrelo da oitava série. Apenas para rirem e comentarem depois, quando acabar a aula.
Nos últimos meses, outro estrangeiro criticou o sistema eleitoral brasileiro e disse com todas as letras: "houve interferências nas eleições de 2022".
Ora, o tal crítico, nesse caso, Elon Musk, não está sozinho nessa afirmação.
A internet está repleta de informações e vídeos que suscitam no eleitor uma desconfiança justificável sobre as urnas eletrônicas. E uma reportagem trazida ao público em 3 de abril pelo jornalista norte-americano Michael Shellenberger, os "Twitter Files Brazil", um compilado de e-mails trocados por funcionários do Twitter (atual X) a respeito de decisões judiciais brasileiras que envolviam a rede social e investigações ao longo do período de 2020 a 2022....
(poder360.com.br/midia/leia-tod…)
Ou seja, está na hora de nossas autoridades tomarem uma atitude no sentido de pacificação do país. Não é razoável continuar chamando de criminoso o debate sobre assuntos como: eleições, urnas eletrônicas, voto impresso/ AUDITÁVEL.
O mundo está falando sobre o Brasil já há alguns meses e o resultado não é bom. Melhor dizendo, estamos do tamanho de Bangladesh e de Butão na opinião institucional internacional. Está na hora de apertarmos o botão de pacificação. E esse botão está nas urnas. Sim, mas também está na Anistia do 08 de janeiro e no abandono do ativismo judicial.
Se houvesse uma postura fidalga e ouvinte das nossas autoridades, e não uma postura de demonstração exagerada de poder, e o projeto não fosse derrubado pela corte de justiça jusbrasil.com.br/artigos/stf-de…
nós já teríamos avançado muito. Não teríamos aquela desconfiança de Aécio em relação à eleição de Dilma e não haveria especialistas indicando a necessidade de melhorias no sistema eleitoral para aumentar a confiança do eleitor: camara.leg.br/noticias/76933…
Se há desconfiança, por que não trazer transparência?
É preciso tirar a cabeça das memórias das decadas de 1960 e 1980, e entender que o país não é mais o mesmo de antes da revolução da informação no advento da Internet. O Brasil está em constante evolução e em crescente conscientização política, e tem uma nova percepção da sua identidade.
Normalmente, essa descoberta começa a trazer muitas perguntas:
- Será que se o Brasil tivesse adotado a tal maquininha do lado da urna, teríamos manifestações tão contundentes durante 70 dias nas portas dos quartéis generais do Brasil?
- Haveria gente nas ruas por quase dois meses e meio em acampamentos dizendo: "Forças armadas, salvem o Brasil"?
- Haveria esse sentimento de desconfiança na população, ao fazer a comparação entre a quantidade de apoiadores do atual presidente nas ruas, com os apoiadores do presidente Bolsonaro nas manifestações de 25 de fevereiro e 7 de setembro de 2024?
- Será que haveria a invasão dos prédios públicos no 8 de janeiro de 2023?
- Será que haveria tantas pessoas presas, condenadas a penas tão duras?
Obviamente que a resposta é não. Não haveria nada disso. Mas a ideia aqui não é intensificar o "fogo" dos polos participantes desse debate, a minha proposta aqui é de pacificação nacional. E para isso, é necessário que o congresso e o senado brasileiro voltem a debater as melhorias internas para dissipar qualquer fio de desconfiança, mas, além disso, cuidar da imagem institucional, interna e externamente.
A última vergonha internacional brasileira foi a negação da devolução do passaporte do presidente Jair Bolsonaro para viajar aos Estados Unidos para a posse do presidente americano Donald Trump.
Essa decisão expôs ainda mais o judiciário brasileiro, que foi exposto num jornal alemão sobre os super salários e privilégios inadequados.
https://oantagonista.com.br/brasil/jornal-alemao-retrata-abusos-do-stf/
A repercussão negativa do judiciário brasileiro vai sedimentando uma imagem de país totalitário e ditador lá fora. Pode ser que isso seja agradável no aspecto de denúncia de injustiças e de violação dos direitos humanos, mas o prejuízo dessas informações (com provas) pode ser grande e irreversível, atentando contra o desenvolvimento econômico do país.
O próprio Wall Street Journal, afirmou recentemente que o Brasil pode sofrer sanções economicas por causa das perseguições praticadas contra a oposição. Esse tipo de reportagem desabona o país nas alianças internacionais e coloca o Brasil como parceiro de Venezuela, Cuba, Nicarágua, etc, como país governado por uma ditadura.
Algumas coisas precisam ser feitas para eliminar essa imagem de vergonha no exterior e proporcionar a pacificação do país:
1- Aderir ao dispositivo de segurança e transparência nas urnas (voto impresso AUDITÁVEL) e método de eleição e escrutínio público do voto.
2- Anistiar as pessoas que estão presas e as que foram processadas e condenadas a duras penas, sobre a depredação do patrimônio punlico em 08.01.2023.
3- Encerramento desses inquéritos que tramitam na corte como ferramenta de controle contra adversários políticos da esquerda.
4- Liberação dos passaportes (inclusive o do presidente Bolsonaro) retidos sem condenação transitado e julgado. Desbloqueio de contas bancárias e de redes sociais de perseguidos pelo governo.
5- A corte constitucional deve se ater apenas em defender a constituição e não funcionar como braço político interferindo até em muro construído por prefeitura ou camera de segurança nos uniformes da polícia.
6- A polícia federal não pode funcionar como um "cão de raça" da autoridade que a utiliza para perseguição política e tarefas inferiores como recolher prints.
Enfim, para além da autocontenção, as autoridades precisam entender que os métodos de justiçamento usados no século passado, não serão tolerados nessa era, e as informações não ficarão
represadas ou editadas por veículos de imprensa que defendam o governo.
O Brasil precisa recuperar urgentemente a imagem de país democrático que tinha no exterior. URGENTE!!
Sergio Junior