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A IMAGEM DO BRASIL DETERIORADA

Péssima reputação

Sérgio Júnior
Por: Sérgio Júnior
18/01/2025 às 07h00 Atualizada em 18/01/2025 às 08h31
A IMAGEM DO BRASIL DETERIORADA

A IMAGEM DO BRASIL NO EXTERIOR

A revista "Veja" trouxe à tona uma preocupação minha a respeito da imagem do meu país, Brasil: A repercussão internacional da esdrúxula decisão do ministro Alexandre de Moraes de não liberar Bolsonaro para viajar aos EUA para a posse de Trump. 

Após escutar, mais uma vez, um amigo estrangeiro falar mal do Brasil, dessa vez, sobre o nosso sistema de escrutínio de votos, senti-me envergonhado. 

E ele trouxe para o debate, assuntos que muitos desconhecem. 

Por exemplo, há pessoas que não sabiam que em nenhum outro lugar do mundo, além do Brasil, Bangladesh e Butão, é usado uma urna eletrônica para fins eleitorais. Se você está assustado com a novidade, pesquise na internet 3 palavras aleatórias, Brasil, Bangladesh e Butão. 

Pronto, Boom!! Realmente, o jornalista português tem razão. No link www1.folha.uol.com.br/poder/2021/06/…

você mesmo pode conferir. Achei curioso que os nomes começam com a letra B, mas não fazia sentido, pois a Bolívia, que também começa com a letra, não usa a urna no seu sistema eleitoral.

Depois lembrei da Bélgica, mas por lá também não é usada. Aliás, a última reportagem que eu havia visto deste jornalista português, foi exatamente na Bélgica, no parlamento europeu, onde o assunto também era sobre o Brasil, mas sobre liberdade de expressão, numa entrevista com o eurodeputado espanhol, Hermann Tertsch. E isto também me foi motivo de vergonha. Na verdade, o fato de termos nossas brigas internas é natural, mas quando essas coisas são expostas lá fora, é muito vergonhoso.

Não é possível que nossas autoridades ignorem a necessidade de organizar a casa, de modo a evitar mais exposição da imagem do país.

E o pior: fiquem abordando jornalistas estrangeiros nos aeroportos tentando coagir ou intimidá-los. (Sergio Tavares, Vicky Richter, etc)

Desde o ano de 2022 com as informações polêmicas trazidas ao público já deveria ter feito o Brasil dar uma resposta democrática, aceitando o debate, absorvendo as críticas (mesmo as mais duras) e adicionado o dispositivo de transparência (impressora do voto) tão pedido e aprovado pelo congresso: gazetadopovo.com.br/vozes/luciano-…

Mas parece que as autoridades preferiram a briga do intervalo entre os alunos da quinta série com o magrelo da oitava série. Apenas para rirem e comentarem depois, quando acabar a aula. 

Nos últimos meses, outro estrangeiro criticou o sistema eleitoral brasileiro e disse com todas as letras: "houve interferências nas eleições de 2022". 

Ora, o tal crítico, nesse caso, Elon Musk, não está sozinho nessa afirmação. 

A internet está repleta de informações e vídeos que suscitam no eleitor uma desconfiança justificável sobre as urnas eletrônicas. E uma reportagem trazida ao público em 3 de abril pelo jornalista norte-americano Michael Shellenberger, os "Twitter Files Brazil", um compilado de e-mails trocados por funcionários do Twitter (atual X) a respeito de decisões judiciais brasileiras que envolviam a rede social e investigações ao longo do período de 2020 a 2022....

 (poder360.com.br/midia/leia-tod…)

Ou seja, está na hora de nossas autoridades tomarem uma atitude no sentido de pacificação do país. Não é razoável continuar chamando de criminoso o debate sobre assuntos como: eleições, urnas eletrônicas, voto impresso/ AUDITÁVEL. 

O mundo está falando sobre o Brasil já há alguns meses e o resultado não é bom. Melhor dizendo, estamos do tamanho de Bangladesh e de Butão na opinião institucional internacional. Está na hora de apertarmos o botão de pacificação. E esse botão está nas urnas. Sim, mas também está na Anistia do 08 de janeiro e no abandono do ativismo judicial. 

Se houvesse uma postura fidalga e ouvinte das nossas autoridades, e não uma postura de demonstração exagerada de poder, e o projeto não fosse derrubado pela corte de justiça jusbrasil.com.br/artigos/stf-de…

nós já teríamos avançado muito. Não teríamos aquela desconfiança de Aécio em relação à eleição de Dilma e não haveria especialistas indicando a necessidade de melhorias no sistema eleitoral para aumentar a confiança do eleitor: camara.leg.br/noticias/76933…

Se há desconfiança, por que não trazer transparência?

É preciso tirar a cabeça das memórias das decadas de 1960 e 1980, e entender que o país não é mais o mesmo de antes da revolução da informação no advento da Internet. O Brasil está em constante evolução e em crescente conscientização política, e tem uma nova percepção da sua identidade. 

Normalmente, essa descoberta começa a trazer muitas perguntas:

 - Será que se o Brasil tivesse adotado a tal maquininha do lado da urna, teríamos manifestações tão contundentes durante 70 dias nas portas dos quartéis generais do Brasil?

- Haveria gente nas ruas por quase dois meses e meio em acampamentos dizendo: "Forças armadas, salvem o Brasil"?

- Haveria esse sentimento de desconfiança na população, ao fazer a comparação entre a quantidade de apoiadores do atual presidente nas ruas, com os apoiadores do presidente Bolsonaro nas manifestações de 25 de fevereiro e 7 de setembro de 2024?

- Será que haveria a invasão dos prédios públicos no 8 de janeiro de 2023?

- Será que haveria tantas pessoas presas, condenadas a penas tão duras?

Obviamente que a resposta é não. Não haveria nada disso. Mas a ideia aqui não é intensificar o "fogo" dos polos participantes desse debate, a minha proposta aqui é de pacificação nacional. E para isso, é necessário que o congresso e o senado brasileiro voltem a debater as melhorias internas para dissipar qualquer fio de desconfiança, mas, além disso, cuidar da imagem institucional, interna e externamente.

A última vergonha internacional brasileira foi a negação da devolução do passaporte do presidente Jair Bolsonaro para viajar aos Estados Unidos para a posse do presidente americano Donald Trump. 

Essa decisão expôs ainda mais o judiciário brasileiro, que foi exposto num jornal alemão sobre os super salários e privilégios inadequados.

https://oantagonista.com.br/brasil/jornal-alemao-retrata-abusos-do-stf/

A repercussão negativa do judiciário brasileiro vai sedimentando uma imagem de país totalitário e ditador lá fora. Pode ser que isso seja agradável no aspecto de denúncia de injustiças e de violação dos direitos humanos, mas o prejuízo dessas informações (com provas) pode ser grande e irreversível, atentando contra o desenvolvimento econômico do país. 

O próprio Wall Street Journal, afirmou recentemente que o Brasil pode sofrer sanções economicas por causa das perseguições praticadas contra a oposição. Esse tipo de reportagem desabona o país nas alianças internacionais e coloca o Brasil como parceiro de Venezuela, Cuba, Nicarágua, etc, como país governado por uma ditadura. 

Algumas coisas precisam ser feitas para eliminar essa imagem de vergonha no exterior e proporcionar a pacificação do país:

1- Aderir ao dispositivo de segurança e transparência nas urnas (voto impresso AUDITÁVEL) e método de eleição e escrutínio público do voto.

2- Anistiar as pessoas que estão presas e as que foram processadas e condenadas a duras penas, sobre a depredação do patrimônio punlico em 08.01.2023.

3- Encerramento desses inquéritos que tramitam na corte como ferramenta de controle contra adversários políticos da esquerda. 

4- Liberação dos passaportes (inclusive o do presidente Bolsonaro) retidos sem condenação transitado e julgado. Desbloqueio de contas bancárias e de redes sociais de perseguidos pelo governo. 

5- A corte constitucional deve se ater apenas em defender a constituição e não funcionar como braço político interferindo até em muro construído por prefeitura ou camera de segurança nos uniformes da polícia. 

6- A polícia federal não pode funcionar como um "cão de raça" da autoridade que a utiliza para perseguição política e tarefas inferiores como recolher prints. 

Enfim, para além da autocontenção, as autoridades precisam entender que os métodos de justiçamento usados no século passado, não serão tolerados nessa era, e as informações não ficarão 

represadas ou editadas por veículos de imprensa que defendam o governo. 

O Brasil precisa recuperar urgentemente a imagem de país democrático que tinha no exterior. URGENTE!!

Sergio Junior

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Sérgio Junior
Sérgio Junior
Sérgio Júnior é um escritor e pensador brasileiro, graduado em artes da teologia, membro n°23 da Academia Internacional de Literatura Brasileira de NY (AILB).
Um romancista ficcional, analista de cenários sociais, poeta e filósofo.
Em 2021 e 2022, disputou os prêmios de destaque literário pela Focus Brasil na AILB, idealizado por Nereide Lima e na premiação "Melhor do Brasil na Europa ", pela revista "High Profile Magazine" na Inglaterra, por causa do sucesso do livro "Eu no seu funeral" lançado pela CRV editora no Paraná.

Recentemente, Sérgio Júnior tem sido notícia em vários portais na internet , por seu livro " O SEGREDO DOS NEGROS VENCEDORES " lançado em 2023.

Site do autor na Amazon.

https://www.amazon.com/stores/Sergio-Junior/author/B0927LMMFY?ref=ap_rdr&store_ref=ap_rdr&isDramIntegrated=true&shoppingPortalEnabled=true

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