
Muitos apregoam que o importante é viver a vida sem saberem o que viver a vida significa. Ou, pelo menos, sem antes se interrogarem sobre o conceito que não só pensam e dizem conhecer, como creem praticar no dia-a-dia.
A ética que nos conduz é, porventura, o assunto de maior importância. Merece toda a nossa atenção. Uma reflexão séria, longe de distrações, o que requer redobrado esforço para ser compreendida no mundo moderno.
Quantos de nós já paramos para pensar no modo como levam a vida? Quantos de nós já paramos sequer para pensar? Com sorte, alguns pensaram em andamento. O que, não sendo ideal, já é qualquer coisa.
Para entender a filosofia por trás de “viver a vida”, vamos focar-nos primeiro no que é a vida. Depois, em viver. Ou melhor, vivê-la.
Que sabemos da vida? Pouco. Além de que vamos morrer. Com a agravante de que ninguém sabe o que é a morte. A nossa única certeza é que nos vai acontecer algo que não sabemos o que é.
Podemos inferir que a vida é uma ironia. É um mistério. Dai concluo que, para nos interessarmos pela vida, ou melhor, para vivê-la, devemos não só ser irônicos, mas aceitar a ironia das coisas. O humor é um elemento fundamental para uma vida bem vivida, por outras palavras, uma vida com verdadeiro significado.
O outro elemento inescapável é o mistério. Ao desconhecermos o nosso destino, cumpre-nos reconhecer o nosso tamanho e limitações. Um passo principal para nos libertarmos do ego e embarcarmos nas maravilhosas aventuras da curiosidade.
A vida é, num par de palavras, ironia e mistério.
Responder à questão de como vivê-la, tornar-se-á agora relativamente simples. Cultivando um espírito humilde, curioso e bem-humorado. Para viver a vida de acordo com as imutáveis verdades.