Domingo, 04 de Outubro de 2026
18°C 29°C
São Paulo, SP

NÃO, É SÓ A JANJA, NÃO É ELEONOR ROSEVELT

.

Hermes Magnus
Por: Hermes Magnus
28/12/2024 às 21h39
NÃO, É SÓ A JANJA, NÃO É ELEONOR ROSEVELT

A história nos oferece contrastes que, em sua essência, beiram o absurdo. Eleanor Roosevelt, primeira-dama dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, enfrentava desafios de proporções titânicas. Enquanto milhões de jovens eram enviados ao front, ela estava lá, visitando hospitais, consolando mães aflitas e costurando, com sua voz e ações, a moral de uma nação em crise. Ela recebia mães de soldados desaparecidos com empatia genuína, sem câmeras ou espetáculo, numa demonstração clara de que o papel da primeira-dama era estar ao lado do povo, não acima dele.

Do outro lado do espectro, temos Janja da Silva, nossa digníssima primeira-dama brasileira. Um exemplo recente de sua contribuição ao cenário nacional? Não foi visitar famílias desabrigadas ou organizar esforços humanitários robustos em resposta a catástrofes naturais. Não, o auge de seu ativismo em tempos de tragédia foi a espetacularização do resgate do Cavalo Caramelo durante a enchente no Rio Grande do Sul. Enquanto pessoas perdiam suas vidas, casas e esperanças, Janja parecia mais preocupada em transformar o pobre animal em símbolo de seu “humanismo performático”.

Não que o Cavalo Caramelo não merecesse ser salvo – todo ser vivo merece dignidade. Mas a prioridade dada ao episódio revela algo perturbador: para Janja, o espetáculo muitas vezes se sobrepõe à substância. Enquanto Eleanor se preocupava com soldados desaparecidos em combate, Janja faz proselitismo em cima de um resgate pontual, como se fosse o suficiente para mascarar a inação em relação às pessoas que literalmente afundam no caos brasileiro.

E assim seguimos, com uma primeira-dama que se transforma em influencer de si mesma, percorrendo o mundo em eventos luxuosos e defendendo causas que se limitam ao discurso, enquanto o brasileiro comum luta pela sobrevivência. Janja, afinal, não é Eleanor Roosevelt – não em propósito, nem em substância, e certamente não em prioridades. A história reserva julgamentos severos para quem negligencia seu papel, mas, no caso do Brasil, o julgamento talvez seja mais cômico do que trágico. Afinal, quem precisa de soldados quando se tem um cavalo… e um burro para serem amparados pela primeira dama?

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Hermes Magnus
Hermes Magnus
Olá, sou conhecido como o denunciante que fez os políticos verem o sol nascer quadrado pela primeira vez na história do Brasil! Com um apito na mão e um senso de humor inabalável, estou por aqui para garantir que a verdade sempre encontre seu caminho, mesmo que isso signifique abalar algumas estruturas. Lembre-se, a transparência é o melhor disfarce!
Ver notícias
São Paulo, SP
19°
Tempo nublado
Mín. 18° Máx. 29°
19° Sensação
4.12 km/h Vento
85% Umidade
100% (8.18mm) Chance chuva
05h43 Nascer do sol
18h06 Pôr do sol
Segunda
21° 17°
Terça
24° 17°
Quarta
25° 18°
Quinta
31° 18°
Sexta
30° 20°
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,22 +0,10%
Euro
R$ 5,87 +0,00%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 479,260,92 +2,50%
Ibovespa
192,114,55 pts 2.63%
Publicidade
Publicidade
Publicidade