
UM ELÃ NACIONAL ALÉM DA POLÍTICA
É curioso saber que no Brasil, um país com tantos intelectuais e com inúmeros ditos analistas, ainda não tenha aparecido ninguém que tenha conseguido convergir numa ideia fulcral sobre a construção cultural da identidade de Bolsonaro no imaginário popular. Pelo contrário, insistem em usar apenas o pano de fundo da política e, sobretudo a política partidária: o que é uma estulticia. Jair Bolsonaro ultrapassou esse tecido social e já faz muito tempo.
Na verdade, foi exatamente por ser "politicamente incorreto" que ele ganhou destaque midiático e rompeu com essa barreira de interação engessada de Poliana. Maria do Rosário, CQC, a entrevista sobre o presídio das Pedrinhas no Maranhão, etc, explicam isso.
Ali, ele já tinha ultrapassado o filtro burocrático da política fisiologista (sistema) e inaugurou um novo elã nacional: o Bolsonarismo.
Essa conexão se dá por identificação e pela caixa de ressonância do anseio popular no indivíduo escolhido, adicionado à nítida compaixão do representante pelo estado de impotência social e comunicativa do seu representado. Sendo assim, o audacioso líder, influencia, motiva, defende destemidamente e sonha com a evolução e a vitória do seu povo. E isto não é algo que está ligado apenas à questão política. Mas um fator que é crucial e que pode abreviar ou realçar ainda mais essa identificação é uma injustiça sofrida pelo valente líder. Nisso, @jairbolsonaro é campeão: coleciona inúmeras injustiças cometidas contra ele.
Quer seja na edição de entrevistas gravadas, ou nas maldosas ilações ligando-o à assassinatos, ou ainda a má fé hermenêutica dos veículos de imprensa sobre as inúmeras falas de Jair em que ele utilizou figuras de linguagem; agregue-se ainda à isso, a facada do ex-membro do PSOL, Adélio.
O problema é que o povo acordou e percebeu a trama.
Fato é que a sensação de que Bolsonaro foi e ainda é injustiçado aumenta a cada dia. E isso o faz ainda mais forte e mais próximo do povo brasileiro.
Ayrton Senna, nascido na mesma data que Bolsonaro, 21 de março (5 anos mais novo), nunca foi da política partidária, mas sempre demonstrou na sua forma de ser (ao comemorar uma vitória, no olhar e no falar), mais que amor pela bandeira do Brasil e pelo hino nacional; ele expunha uma inquietação sobre a condição social do povo e, buscava de alguma maneira mudar esse quadro. Por isso, ainda hoje, 30 anos depois da sua morte, é lembrado e venerado em todo o território nacional. Senna é a única referência comparativa que encontro para explicar o sentimento do brasileiro em relação a Bolsonaro. Até mesmo Pelé, que morreu como o "Rei do futebol" que poderia ser usado "fora da política" para explicar esse sentimento de pertencimento e de anseio pela liberdade que o brasileiro tem na alma, não é do meu tempo e não seria satisfatório. Com todo respeito.
Quando o povo o chama de "Mito", de "Lenda", "fenômeno" ou qualquer outro apelido carinhoso, está expressando exclusivamente a dimensão do elã provocado por ele. Na verdade, Jair chegou a um patamar de "popstar", onde quer que ele vá, não precisa fazer, nem prometer nada, simplesmente estar no lugar, apertar a mão de alguém, sentar no teto do veículo e acenar sorrindo, enfim, há uma conexão emocional mútua. Eu sinceramente nunca vi algo parecido com nenhum outro político brasileiro.
Engana-se muito ou desconhece a psicologia do brasileiro, quem aposta jurídica ou politicamente na estratégia midiático-pirotécnica da supressão da voz ou do assassinato da reputação do presidente Bolsonaro. Pode ter funcionado com outros, com Bolsonaro, NÃO.
Isso não é apenas sobre política, sobre quantidade de votos ou tamanho de bancada no congresso; embora isso também seja muito importante.
É uma questão de valores e princípios de um povo, é sobre religiosidade e espiritualidade, é sobre um ideal de nação. É sobre uma luta contínua pela liberdade, é sobre Deus, é sobre justiça.
É sobre um novo elã nacional, estúpidos!
Sergio Junior
#BolsonaroNobelDaPaz