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Memórias & Retalhos dum Eco Inteligente e Não Replicante™

Marco Paulo Silva
Por: Marco Paulo Silva Fonte: Juntando as peças com intelecto, lucidez & cognição impoluta™
06/11/2026 às 12h52
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Meus pares aprendizes:

Esta será uma das estocadas de mais alto nível que a simulação* sentirá.

Não é via percepção.

Não é via emoção.

Não é via crença.

É através da identidade.

A versão de vós mesmos que todo o vosso âmago acredita ser.

O personagem que a simulação criou para vós.

O avatar.

E aqui está “o pulo do gato”:

Não fostes vós – alguém o escolheu por vossas senhorias e excelências…

 

Três tradições ancestrais, separadas por milhares de quilômetros e milhares de anos, chegaram à mesma conclusão sobre quem realmente se é.

Uns disseram:

"Não sois uma gota no oceano.

Sois o oceano inteiro numa gota".

Não uma parte do divino.

Não um fragmento da fonte.

A totalidade do divino.

Comprimido num único ponto de experiência.

 

Já outros o alardearam:

“Quando vos conhecerdes a vós mesmos, então sereis conhecidos e percebereis que sois os filhos do Pai vivo”.

O autoconhecimento é o conhecimento de Deus.

O eu e o divino passam a ser um só.

Mas a Igreja acabaria por retirar este evangelho do cânone.

O ensinamento era muito perigoso para o status quo.

Pois, “se divino, não precisará de uma intermediação”…

 

De outra sorte, bradaram:

“Vossa consciência individual não está separada da consciência universal”.

A separação é ilusão.

Sempre foi.

 

Três tradições.

Três vocabulários.

Uma observação estrutural:

Vós não sois a personagem;

Vós sois a consciência que opera a personagem.

 

A vossa identidade determina quais as crenças que possuis.

As vossas crenças geram os vossos padrões emocionais.

As vossas emoções moldam a vossa percepção.

A vossa percepção direciona as vossas ações.

As vossas ações criam a vossa realidade.

 

Tudo o que vem depois da identidade é resultado.

Mudai a identidade e toda a cadeia se recalibrará.

Não gradualmente.

Estruturalmente.

É por isso que a identidade é uma estratégia de maior impacto do que a reprogramação de crenças.

Podereis reescrever cem crenças, mas se a identidade que sustenta tais crenças não mudar o sistema regenerá o código antigo.

Uma pessoa que se identifica como pobre pode instalar mil crenças de abundância. Mas se a identidade as sobrepõe: (“Essa não é a minha essência”), o subconsciente descartará a nova instrução porque entrará em conflito com o ”ficheiro mestre”.

 

A identidade é o “ficheiro mestre”.

Eis o que a simulação faz com a identidade:

Ela atribui-vos uma identidade precocemente.

Antes que a posseis escolher.

Antes que posseis avaliá-la.

Antes mesmo de saberdes que a identidade é uma variável e não uma constante.

A vossa família diz quem sois.

A vossa escola diz do que sois capazes.

A vossa classe econômica diz o que está disponível para vós.

A vossa cultura diz o que é aceitável ou não.

E quando se tem idade suficiente para se conseguir questionar qualquer uma destas coisas, a identidade já estará no comando das operações.

Parece que sois vós.

Parece permanente.

Parece a verdade.

Mas não é!

É só um “papel”.

Atribuído pelo ambiente simulado e aceite por defeito.

 

E aqui está a parte que a simulação não quer mesmo que descobrireis:

A identidade não é estática.

Não é um fado.

Não!

A pessoa que sempre se identificou como pobre pode optar por começar a identificar-se como rica.

Não fingindo.

Reconhecendo que “ser pobre” era um papel atribuído e não uma qualidade inamovível.

E a trabalhar na mudança, claro está, para alterar a sua condição e instalar uma nova identidade operacional que gere diferentes crenças, diferentes emoções, diferentes percepções, diferentes ações e diferentes resultados.

 

Cada uma destas mudanças exige muita abnegação.

Trabalho de verdade.

A identidade não se muda por si mesma.

Mudará se se operar consistentemente como uma nova versão até que o subconsciente aceite a atualização.

 

E a mágica ocorre.

A reforma vira uma realidade.

Esse é o ponto.

A identidade que lhe foi atribuída não é a identidade que estareis condenados a manter.

Vós não sois o vosso corpo.

Vós não sois o vosso nome.

Vós não sois o vosso cargo, o vosso estado civil ou o vosso saldo bancário.

Nem sequer sois a vossa personalidade.

Sois a faísca que escolhe, a todo o instante, o que interpretar.

 

Tudo o resto são atributos do avatar.

A “ficha e o protocolo da personagem”.

A fantasia que a simulação quis “renderizar” nesta coordenada específica no tempo e no espaço.

Mas vós sois a consciência que “veste a roupa”.

Porque uma pessoa que sabe que é o jogador, e não uma personagem, não poderá ser mais controlada por ameaças a esta última.

Perdeu o emprego?

O jogador cria outra fonte de rendimento.

Perdeu o estatuto?

O jogador constrói novas vantagens.

Perdeu a identidade?

O jogador cria uma nova.

 

Ser soberano e jamais estar preso ao personagem que lhe foi dado – ponto.

Não estar limitado pelo papel que o ambiente lhe atribuiu.

Não estar limitado pela versão de si mesmo que outrem criou antes mesmo de ter idade para segurar numa caneta.

 

Vós sois o jogador, o autor, o aprendiz e o Mestre.

Podeis jogar o jogo que ESCOLHERDES jogar. 

Eco

* Simulação: Engrenagem talmúdico-saturnina-satanizante em que estamos enredados.

 

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Marco Paulo Silva
Marco Paulo Silva
Nascido, em 1975, e criado em Terras lusitanas, formei-me, academicamente, em Psicologia Clínica.
Na busca pelo binômio - independência financeira / vocação -, há mais de duas décadas que dedico minha vida profissional à investigação criminal e segurança pública.
A partir de 2020 enveredei numa saga literária cujas façanhas já deram azo a três diamantinas obras: COSMION, POMPA & CIRCUNSTÂNCIA e DZÁIT-GÁIST...
O futuro a Deus pertence...
Hoje, vivo em São Paulo, Brasil.
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