
E faz tempo. Já passou da hora de encararmos esta realidade e buscarmos alternativas para retomarmos nosso país sem ficarmos contando com eleições que só terão candidatos permitidos pelo Sistema. Não se trata de fazer revoluções armadas ou golpe de estado, mas de uma revolução pacífica com meios que sempre tivemos à disposição, mas nunca usamos.
Somos nós que financiamos o governo, seja ele municipal, estadual ou federal. No mínimo, 5 meses por ano do nosso trabalho servem para financiar o governo através dos impostos que nos são extorquidos e nunca revertidos em benefícios para a população.
Quando a gente dá 1 mísero Real para um pedinte que toma uma cachaça com esse dinheiro, 81,87% vira imposto. Quando a gente toma uma cerveja, cerca de 60% do preço que pagamos é imposto. Quem é fumante, está pagando até 83,4% de imposto em cada maço de cigarros. Aqui falei apenas em vícios/hábitos, nada saudáveis, mas consumidos em larga escala pelos brasileiros.
Mas a maior parte dos remédios tem uma carga de impostos entre 30 e 35% no preço que pagamos. Sobre alimentos, os impostos chegam a até 38%. Sobre roupas e calçados, pode chegar a 92%. Ainda temos altos impostos sobre energia elétrica, água, gás, combustível, internet, telefone, eletrodomésticos, eletroeletrônicos, tudo embutido em siglas como IPI, ICMS, ISS, IRPF, IOF, IPVA, ITBI, ITCMD, ITR, CSLL, IRPJ, Simples, Sistema S, PIS, COFINS, que a maioria da população não faz ideia do que é.
Quando acende a luz, paga ICMS, PIS/Cofins, quando compra comida paga ICMS, PIS/Cofins, quando usa o celular paga ICMS, quando compra o celular paga IPI, quem vende o celular paga ICMS, quando anda de carro paga ICMS do combustível + IPVA, quando recebe salário paga IRPF + INSS, quando compra roupas paga ICMS + cadeia PIS/Cofins, quando toma remédio — ICMS + PIS/Cofins, quando paga o aluguel paga IR + ISS do corretor, quando vai ao restaurante paga ICMS + ISS, quando compra online paga ICMS + PIS/Cofins.
O que os governos municipais, estaduais e o federal retornam desses valores para a sociedade? Eu respondo: de um lado, voos em jatinhos da FAB, lagostas e vinhos premiados, extensas comitivas indo ao exterior com diárias em hotéis 6 estrelas, penduricalhos salariais que chegam até 1 milhão de reais para juízes que soltam bandidos; de outro lado, ensino de baixíssima qualidade, insegurança pública em qualquer rincão do país, filas gigantescas para cirurgias e transplantes, infraestrutura sucateada e insuficiente.
Consegue entender como temos meios para começar a mudar o Brasil? Quando um sequestrador invade uma casa e mantém seus moradores como reféns, a polícia cerca a casa e primeiro negocia. Não evoluindo a negociação, ela corta a luz, corta a água, corta a comida, deixando para o bandido a escolha de matar os reféns e morrer, ou se entregar, que é o que fazem 99% dos bandidos. Quando se combate uma quadrilha ou facção criminosa, a justiça bloqueia contas bancárias, toma bens, impedindo que o crime se financie.
A prisão de Jair Bolsonaro é a concretização do fim da democracia no Brasil. A ditadura moderna não é feita com soldados e tanques nas ruas, com generais e coronéis assumindo o controle de estados e municípios. Ela é feita com canetas e togas, com crimes inventados, com narrativas de uma imprensa paraestatal, com a imposição do medo ao mais simples dos cidadãos brasileiros, transformando um simples batom em dispositivo inflamável capaz de derrubar um governo. Sem alternativa, sem liberdade, sem voz, a população cede ao medo.
Somos nós que financiamos os monstros que vivem dentro de nossos armários e debaixo de nossas camas. Somos nós que, por medo, por comodismo, por achar que o autoritarismo só está atingindo pessoas que se atreveram a brigar e se manifestar em nossos nomes, inocentes que estão servindo de exemplo para alimentar o medo que temos de ser os brasileiros que deveríamos ser.
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