
Mesmo sendo claro que algo errado não está nada certo, é muito prematuro fazer apontamentos seguros em tudo o que envolve a situação do Banco Master, uma vez que tudo continua extremamente nebuloso no que diz respeito a valores, nomes envolvidos e responsabilidades individuais e coletivas.
O que podemos inferir nisso tudo é que a fragilidade do sistema financeiro nacional é cada vez mais evidente, haja vista a plena utilização de bancos e fintechs por facções criminosas, movimentando valores que jamais poderiam passar despercebidos pelo Banco Central ou qualquer órgão que tenha como função principal garantir a lisura e a confiabilidade do sistema, tanto interna como externamente.
No caso do Banco Master, chamam a atenção os nomes dos personagens e instituições públicas envolvidos no escândalo, os quais, no momento, reservo-me o direito de não citar, para não me comprometer e não comprometer levianamente ninguém cujo nome possa ter sido citado sem que tenha responsabilidades nos fatos, ainda que suscitem relevância ao serem relacionados a eles.
Outro ponto, talvez mais relevante neste episódio, é que trata de mais um escândalo financeiro durante uma gestão petista, tendo no enredo figuras com ligação ao atual governo, ao governo do Distrito Federal, além da participação de parlamentares, que, ora atuaram “abrindo portas” para o gestor do Banco Master, ora apresentaram emendas ou leis que seriam do interesse da instituição.
O QUE TEM A VER A PRISÃO DE BOLSONARO COM O BANCO MASTER?
Eis a questão! E a resposta é simples: o momento em que ela acontece.
A injusta prisão de Jair Bolsonaro, derivada de um processo eivado de ilegalidades, inconstitucionalidades, narrativas, fantasias e autoritarismo, podendo mesmo ser chamado de criminoso, não precisaria ter acontecido neste momento. Ainda tendo recursos pendentes, por mais que saibamos que não darão em nada ao serem julgados pela 1ª turma do STF, comandada por Flávio Dino e tendo Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia na sua composição, o tal “trânsito em julgado”, que é a finalização do processo, não foi declarado.
A prisão de Bolsonaro é o fato mais relevante do cenário nacional, portanto a notícia mais importante a ocupar manchetes de jornais e telejornais, capaz até ocultar fatos tão graves como o escândalo do Banco Master, o fracasso fragoroso da COP30, as notícias da CPMI do INSS, o desgaste de aprovação e erosão do capital político de Lula, a tensão com o Congresso e fragilidade da articulação política, as finanças públicas e o endividamento do Brasil, a frágil situação da economia, a inflação, o câmbio e a sensação de progresso limitado, a falta de credibilidade e transparência na governança, a ambiguidade nas ações do governo e o conflito de agendas políticas, o apoio de Lula a Maduro em meio à escalada dos Estados Unidos contra a Venezuela, a insistência do governo em não enquadrar facções criminosos como grupos terroristas, entre outras coisas.
AUDIÊNCIA! A MAGIA DE FAZER OS ASSUNTOS DESAPARECEREM
Não tendo como esconder tantos escândalos e fracassos, nem solução a oferecer para o país, é mais fácil utilizar o aparato jurídico e midiático para criar factoides que “entorpeçam” a população com um tema que é caro a todos, os que são contra e os que são a favor, o que ficou claro nas redes sociais desde o último sábado, com grupos defendendo Jair Bolsonaro e aumentando a pressão pela votação da anistia na Câmara dos Deputados, e outros grupos comemorando que Bolsonaro está preso. Assim, excetuando-se quem de fato pratica jornalismo e cumpre sua função noticiando tudo o que é importante, praticamente ninguém mais fala de Banco Master, INSS, COP30 e todos os demais temas que continuam sendo graves e prioritários no debate público.
Ao prender Bolsonaro sem a declaração do trânsito em julgado, sob argumentos que chegam a ser infantis, além de alguns que são mentiras, como a citação de um pedido de asilo à Argentina que nunca aconteceu, o STF não está cumprindo a lei ou sua função, mas está, sim, fazendo um favor ao governo Lula, com a sempre inestimável e bem remunerada colaboração da imprensa militante, que mesmo com toda a falta de credibilidade que goza entre as pessoas cada vez mais esclarecidas, ainda entra nos lares de milhões de brasileiros e os influencia com suas narrativas e inversões dos fatos, a verdadeira desinformação.
Jair Bolsonaro não é apenas vítima de um golpe que nunca aconteceu. É também vítima da necessidade que tem um governo corrupto, inescrupuloso, ineficiente e incompetente, de falsear a realidade de sua gestão e desviar a atenção da população para os escândalos que se sucedem a uma velocidade capaz de tornar o escândalo atual tão relevante que faz com que as pessoas se esqueçam com certa facilidade do escândalo anterior. E não fiquemos apenas no governo federal. O Congresso Nacional, cheio de personagens também envolvidos nessa salada de maracutaias, se beneficia igualmente nesse jogo de esconde-esconde.
O Brasil passou 4 anos sem ter escândalos produzidos pelo governo federal. Todos os que foram fabricados contra Jair Bolsonaro em sua gestão caíram por terra. E os que aconteceram durante a pandemia, envolviam diretamente governos estaduais, em especial os comandados pela esquerda. O único crime que envolveu Bolsonaro, pelo qual foi julgado e está preso, foi um golpe que nunca aconteceu e, mesmo assim, a criminalização foi consumada.
O povo brasileiro, há anos, vem perdendo a capacidade de se espantar ou se surpreender com os escândalos – quase diários – que surgem quando este partido está no comando da nação. E por ver que a impunidade continua beneficiando os criminosos e o rigor da lei, até das que não existem ou são praticadas ilegalmente, atinge inocentes como os do 8 de janeiro, que não têm a quem recorrer, firmam em suas mentes que, no Brasil, o crime sempre compensa.
Compartilhe para que este artigo chegue a mais pessoas.
Deixe ser comentário! Sua participação e sua opinião são importantes para nós!
X - @nopontodofato
Instagram - @nopontodofato
Facebook – @nopontodofato