
Nos últimos anos temos visto o aumento da perseguição no Brasil contra homens de direita. Curiosamente, as vítimas são homens de postura firme e de capacidade intelectual e política bem desenvolvidas. As explicações para essas perseguições passam por diversas nuances, uma delas é psicologicamente explorada por Freud: a homossexualidade reprimida.

Mais recentemente, vimos a vida privada do jornalista Glenn Greenwald ser exposta publicamente por práticas sexuais de submissão e humilhação como fetiche. Ressaltando que esse tipo de exposição configura crime, destaca-se que a sexualidade, pode transcender para a expressão sádica como fantasias de dominação como meio de se sentir sexualmente satisfeito. As condições no evento Glenn Greenwald, pareceram pré estabelecidos por ele e seu parceiro objetivando o prazer mútuo. A questão é quando esse desejo é ocultado ou não assumido, ou pior, é canalizado de modo a fazer sofrer quem não tem nada a ver com o portador da fantasia.
Essa é a explicação psicológica encontrada em estudos que definem uma homossexualidade reprimida como fator principal de uma perseguição política e do uso da formação reativa.

A repressão de sentimentos homossexuais leva um homem a odiar ou ser totalmente cruel com outro homem pelo qual se sente atraído. Esse fenômeno pode ser explicado por mecanismos psicológicos como repressão, projeção e conflito interno.
Na tese psicologia/ psicanalítica de Freud (reação formativa e projeção), isso fica bem explicado.
Repressão e Conflito Interno:
Quando alguém reprime sua atração homossexual, seja por pressões sociais, culturais, religiosas ou até pessoais, isso pode gerar um conflito interno intenso. A pessoa pode sentir vergonha, culpa ou medo de aceitar esses sentimentos, o que pode levar a uma negação agressiva.

Projeção:
Para lidar com o desconforto, o indivíduo pode projetar esses sentimentos reprimidos no objeto de sua atração, transformando desejo em hostilidade. O ódio ou a crueldade pode ser uma forma de "afastar" a atração que deseja negar, direcionando-a para a outra pessoa como se ela fosse a causa do conflito.
Mecanismo de Defesa:
A crueldade pode funcionar como um mecanismo de defesa para reforçar a negação da própria sexualidade. Ao agir de forma agressiva ou hostil, o indivíduo tenta se convencer (e aos outros) de que não sente atração, criando uma barreira emocional.
Exemplos: Senator Joseph McCarthy (1908-1957), J. Edgar Hoover (1895-1972), Roy Cohn (1927-1986) e Ernst Röhm.
Este último (Ernst Röhm), foi uma figura central no Partido Nazista nos anos 1920 e início dos 1930, liderando as SA, um grupo paramilitar conhecido por sua violência brutal contra opositores políticos, como judeus, durante a ascensão do nazismo.

A homossexualidade internalizada pode se manifestar como raiva ou violência contra o objeto de desejo, como uma tentativa de "provar" a própria heterossexualidade.
Esse padrão é observado em estudos de psicologia que exploram a homossexualidade internalizada e o impacto de normas sociais rígidas na expressão da sexualidade. Por exemplo, pesquisas sugerem que homens que lutam contra atrações homossexuais reprimidas podem exibir comportamentos mais hostis em relação a outros homens como forma de lidar com sua própria insegurança.

Referências:
- Estudo de Cheval et al. (2016): "Homophobia: An Impulsive Attraction to the Same Sex? Evidence From Eye-Tracking Data"
Publicado no Journal of Sexual Medicine (v. 13, n. 9).
-Estudo de Weinstein et al. (2012): "Parenting, Implicit Sexual Orientation, and Homophobia"
Publicado no Journal of Personality and Social Psychology (v. 102, n. 4).
- Estudo de Adams, Wright e Lohr (1996): "Is Homophobia Associated with Homosexual Arousal?"
Publicado no Journal of Abnormal Psychology (v. 105, n. 3).