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Perseguição política pode ser homossexualidade não resolvida

Freud Explica

Sérgio Júnior
Por: Sérgio Júnior
10/10/2025 às 19h55 Atualizada em 10/10/2025 às 21h12
Perseguição política pode ser homossexualidade não resolvida

Perseguição política pode ser homossexualidade não admitida :FREUD EXPLICA 

 

Nos últimos anos temos visto o aumento da perseguição no Brasil contra homens de direita. Curiosamente, as vítimas são homens de postura firme e de capacidade intelectual e política bem desenvolvidas. As explicações para essas perseguições passam por diversas nuances, uma delas é psicologicamente explorada por Freud: a homossexualidade reprimida.

Mais recentemente, vimos a vida privada do jornalista Glenn Greenwald ser exposta publicamente por práticas sexuais de submissão e humilhação como fetiche. Ressaltando que esse tipo de exposição configura crime, destaca-se que a sexualidade, pode transcender para a expressão sádica como fantasias de dominação como meio de se sentir sexualmente satisfeito. As condições no evento Glenn Greenwald, pareceram pré estabelecidos por ele e seu parceiro objetivando o prazer mútuo. A questão é quando esse desejo é ocultado ou não assumido, ou pior, é canalizado de modo a fazer sofrer quem não tem nada a ver com o portador da fantasia. 

Essa é a explicação psicológica encontrada em estudos que definem uma homossexualidade reprimida como fator principal de uma perseguição política e do uso da formação reativa. 

A repressão de sentimentos homossexuais leva um homem a odiar ou ser totalmente cruel com outro homem pelo qual se sente atraído. Esse fenômeno pode ser explicado por mecanismos psicológicos como repressão, projeção e conflito interno. 

Na tese psicologia/ psicanalítica de Freud (reação formativa e projeção), isso fica bem explicado.

Repressão e Conflito Interno:

Quando alguém reprime sua atração homossexual, seja por pressões sociais, culturais, religiosas ou até pessoais, isso pode gerar um conflito interno intenso. A pessoa pode sentir vergonha, culpa ou medo de aceitar esses sentimentos, o que pode levar a uma negação agressiva.

Projeção

Para lidar com o desconforto, o indivíduo pode projetar esses sentimentos reprimidos no objeto de sua atração, transformando desejo em hostilidade. O ódio ou a crueldade pode ser uma forma de "afastar" a atração que deseja negar, direcionando-a para a outra pessoa como se ela fosse a causa do conflito.

Mecanismo de Defesa: 

A crueldade pode funcionar como um mecanismo de defesa para reforçar a negação da própria sexualidade. Ao agir de forma agressiva ou hostil, o indivíduo tenta se convencer (e aos outros) de que não sente atração, criando uma barreira emocional.

Exemplos: Senator Joseph McCarthy (1908-1957), J. Edgar Hoover (1895-1972), Roy Cohn (1927-1986) e Ernst Röhm.

Este último (Ernst Röhm), foi uma figura central no Partido Nazista nos anos 1920 e início dos 1930, liderando as SA, um grupo paramilitar conhecido por sua violência brutal contra opositores políticos, como judeus, durante a ascensão do nazismo.

A homossexualidade internalizada pode se manifestar como raiva ou violência contra o objeto de desejo, como uma tentativa de "provar" a própria heterossexualidade.

Esse padrão é observado em estudos de psicologia que exploram a homossexualidade internalizada e o impacto de normas sociais rígidas na expressão da sexualidade. Por exemplo, pesquisas sugerem que homens que lutam contra atrações homossexuais reprimidas podem exibir comportamentos mais hostis em relação a outros homens como forma de lidar com sua própria insegurança.

Referências:

- Estudo de Cheval et al. (2016): "Homophobia: An Impulsive Attraction to the Same Sex? Evidence From Eye-Tracking Data"

Publicado no Journal of Sexual Medicine (v. 13, n. 9).

-Estudo de Weinstein et al. (2012): "Parenting, Implicit Sexual Orientation, and Homophobia"

Publicado no Journal of Personality and Social Psychology (v. 102, n. 4).

- Estudo de Adams, Wright e Lohr (1996): "Is Homophobia Associated with Homosexual Arousal?"

Publicado no Journal of Abnormal Psychology (v. 105, n. 3).

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Sérgio Junior
Sérgio Junior
Sérgio Júnior é um escritor e pensador brasileiro, graduado em artes da teologia, membro n°23 da Academia Internacional de Literatura Brasileira de NY (AILB).
Um romancista ficcional, analista de cenários sociais, poeta e filósofo.
Em 2021 e 2022, disputou os prêmios de destaque literário pela Focus Brasil na AILB, idealizado por Nereide Lima e na premiação "Melhor do Brasil na Europa ", pela revista "High Profile Magazine" na Inglaterra, por causa do sucesso do livro "Eu no seu funeral" lançado pela CRV editora no Paraná.

Recentemente, Sérgio Júnior tem sido notícia em vários portais na internet , por seu livro " O SEGREDO DOS NEGROS VENCEDORES " lançado em 2023.

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