
O que relato que farei a seguir é de conhecimento de poucas pessoas, envolvendo personagens e motivações ocultas, dados estarrecedores que embasaram toda a perseguição contra Jair Bolsonaro desde sua candidatura em 2018. Prepare-se! Tudo começa em tempos remotos da história, uma trama tão emaranhada cuja narrativa precisa, necessariamente, começar com três palavrinhas muito conhecidas de todos nós.
Em Brasilândia, um reino tropical onde galinhas viviam cercadas por lobos, raposas e javalis que, ao longo dos anos, se revezavam no banquete do galinheiro real. Foi então que, em 2018, surgiu Jair, um caçador barulhento, de fala dura e sem modos de príncipe encantado. Ele prometia expulsar o lobo de capuz vermelho, que todos chamavam de PT – Predador Traiçoeiro, e que fingia ser a vovó boazinha, enquanto escondia seus dentes afiados e a barriga cheia com a comida que roubava dos outros.
O caçador parecia imbatível, mas um dia, em meio ao bosque, surgiu um personagem estranho, uma hiena macho chamada Adélio. Em vez de espalhar migalhas de pão como João e Maria, ela atacou Jair com uma faca diante da multidão. O caçador sobreviveu, marcado como herói ferido. Esta ferida colaborou ainda mais para que Jair chegasse ao trono, pois o povo, que já o admirava muito, enxergou nele não só um protetor contra lobos, mas também um sobrevivente escolhido pelo destino.
Enquanto Jair caçava, no castelo de cristal da Justiça acontecia um baile eterno. Os ministros giravam como Cinderelas, mudando de traje a cada virada de relógio. Alexandre, o bobo da corte que se achava Rei, ao invés de sapatinhos de vidro recolhia chaves de masmorras, para onde mandava todos que riam de sua careca. Sua dança favorita era trancar portas e abrir inquéritos, garantindo que ninguém desafinasse a música do salão. Capaz de gesticular com a boca enquanto fazia caretas, gostava de amedrontar seus súditos sempre que falava em público.
Do alto da torre, o mago malvado Gilmar consultava diariamente seu espelho encantado, perguntando quem era o mais poderoso do reino. O espelho, servil, respondia sempre que era ele, mas com um aviso: o caçador ferido falava alto demais e poderia quebrar o vidro da narrativa. Para evitar riscos, Gilmar distribuía maçãs envenenadas de habeas corpus a aliados de estimação, que os fazia seguir todas as suas orientações na barganha por pequenas doses diárias do antídoto, que só eram dadas caso todos o obedecessem.
No caminho, dois personagens sorridentes, Dino e Gonet, abriram uma casinha de doces processuais: quem entrava para provar acabava preso no forno quente de relatórios e citações jurídicas. Enquanto isso, a corrida entre a lebre e a tartaruga se repetia: Jair, saltitante e falastrão, acreditava que sua velocidade bastaria para vencer; mas a tartaruga, chamada Sistema, caminhava lenta e segura, anotando cada tropeço, cada palavra atravessada, cada vento que saía da boca do caçador.
Na torre vizinha, Rapunzel Boca de Veludo soltava suas tranças para proteger seus aliados, enquanto certo boneco de madeira chamado Cidnóquio, contava versões infinitas de uma mesma história. O nariz crescia tanto que já servia de ponte entre o castelo da Justiça e a cabana dos lobos. E os três porquinhos, chamados Congresso, Imprensa e Judiciário, construíram casas frágeis, e para evitar serem destruídas por Jair, sempre se uniam para soprar contra ele, fingindo que estavam protegendo a floresta.
O baile precisava de um novo enredo. Alexandre, o bobo da corte que vestia toga, levantou-se e declarou: se o lobo podia virar vovó, se a bruxa podia oferecer maçãs, se a lebre podia tropeçar, se Cidnóquio podia inventar mil versões, então nada mais natural que o caçador, um dia herói, pudesse agora ser acusado de ser o próprio lobo.
E foi assim que se justificou o julgamento: não importavam os feitos ou a história, mas a necessidade do roteiro. O caçador, que ferido ganhou o trono, agora precisava ser transformado em vilão para que a dança continuasse, o espelho não se quebrasse, as maçãs continuassem a ser servidas e os doces processuais nunca faltassem.
Afinal, em Brasilândia, as fábulas nunca terminam: apenas trocam os papéis dos personagens, sempre com a certeza de que, no fim, quem manda no teatro não é o povo na plateia, mas os donos do palco.
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