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SEGUNDO A LEI DE MURPHY, SE ALGO PODE DAR ERRADO, DARÁ!

E no que depender do STF, acrescente: COM CERTEZA!

Hermínio Naddeo
Por: Hermínio Naddeo Fonte: Opinião
18/08/2025 às 17h24
SEGUNDO A LEI DE MURPHY, SE ALGO PODE DAR ERRADO, DARÁ!
Foto montagem

A Lei de Murphy é uma forma bem-humorada de dizer que o acaso tem uma tendência maliciosa, e que o pior cenário possível é justamente o que acaba acontecendo. Se no esforço para que os efeitos da Lei Magnitsky não alcancem nem um milímetro do território brasileiro geram atitudes estúpidas de todo lado, a atual estrutura de poder do Brasil dá demonstrações contínuas de que faz questão absoluta que a Lei de Murphy seja aplicada com a maior fidelidade possível, em tudo.

Para quem não conhece a Lei de Murphy, o exemplo mais clássico é o que diz que ‘se o pão cair no chão, cairá provavelmente com o lado da manteiga virado para baixo’.

Pode-se interpretar como burrice, petulância ou arrogância do ‘sistema’ de poder brasileiro, mas é tudo de caso pensado. A canetada de Flávio Dino que tenta impedir que qualquer empresa brasileira seja afetada pela aplicação da Lei Magnitsky é completamente nula, porque ela não interfere nas leis ou na soberania brasileiras. Esta lei é aplicada às empresas americanas que atuam em qualquer lugar do mundo, impedindo que elas façam negócios ou se relacionem com qualquer pessoa sancionada por ela. É simples desse jeito.

Suas implicações dizem respeito ao relacionamento que estas empresas têm com outras empresas pelo mundo, A PARTIR DO TERRITÓRIO AMERICANO. Portanto, ela não se impõe à soberania de nenhum país, apenas proíbe que pessoas sancionadas tenham qualquer tipo de relacionamento que tenham sede nos Estados Unidos ou mesmo dependam de tecnologias americanas, tendo como melhor exemplo o sistema Swift, que é norte-americano e responsável por todas as transferências bancárias entre países em todo lugar do mundo.

Partindo deste exemplo, o Banco do Brasil sofre duas vezes: depende do sistema Swift e, além disso, tem uma sede nos Estados Unidos, o que também se aplica a quase todo o sistema bancário brasileiro. Isso significa que, no sentido prático, a decisão de Flávio Dino é um esforço que só serve mesmo para fazer graça com a plateia, mas é inócuo, porque não tem validade nenhuma em solo americano e não vai fazer com que as empresas americanas deixem de cumprir as leis de seu país.

Contudo, o real objetivo da determinação de Flávio Dino não parece ser realmente se contrapor aos efeitos da Lei Magnitsky, mas, sim, colocar mais gasolina em uma fogueira que começa a tomar forma de incêndio com proporções desastrosas que seja impossível de apagar por métodos convencionais. Você sabe como se apaga incêndio em poço de petróleo? Quando ele se torna grande demais, o método mais eficaz é provocar uma explosão, criando um vácuo que elimina o oxigênio e impede o fogo de se propagar.

Quero dizer com isso é que, infelizmente, cada dia que passa se confirma mais a certeza de que não há uma saída institucional ou diplomática para resolver a situação do Brasil, o que nos aproxima de um momento no qual será impossível manter a situação como está e um novo rumo terá que ser dado ao Brasil, que é exatamente onde mora o perigo. Qual será o caminho que seguiremos? Uma ruptura com o mundo ocidental e a implantação de um socialismo por decreto ou o colapso do sistema e a retomada da democracia nos afastando de China, Rússia, Venezuela, Cuba e Cia Ltda.?

O Brasil não tem tamanho político para enfrentar os Estados Unidos e a União Europeia, que, certamente, seguirá o mesmo caminho que Donald Trump adote em relação a nós em caso de ruptura. Não parece, também, que estes aliados de viés comunista tenham capacidade de dar ao Brasil sustentação comercial a ponto de substituir estas duas potências econômicas, os maiores destinos das nossas exportações. Outro ponto é como a população e as instituições brasileiras reagiriam caso os atuais ocupantes do poder optem por romper com o ocidente. Teríamos instituições capazes de impedir isso? As Forças Armadas estariam de qual lado?

O que vemos para todo lado, inclusive o que estou dizendo aqui, são exercícios de futurologia com base nos acontecimentos. Fazer diagnóstico é muito mais fácil do que arriscar prognósticos, mesmo que isso venha de pessoas com informações infinitamente mais embasadas do que as minhas. E o que mais tem por aí são pessoas fazendo inferências que são verdadeiras ‘colchas de retalhos’, juntando pedaços de fatos e informações com projeções e invencionices que mais servem para iludir ou atrapalhar do que gerar confiança e prudência.

O momento do nosso país é grave em estado crítico, mas sobre-existe uma falsa normalidade vendida pela imprensa e pelo comportamento dos muitos milhões de brasileiros que não tem a mínima noção da realidade, gerando a sensação ilusória de que está tudo bem e de que as decisões que vem sendo tomadas pelo governo e pelo judiciário estão mantendo tudo sob controle. Não estão. E o preço disso será caro demais, especialmente para os mais pobres e menos esclarecidos, os que sofrerão mais quando a verdade se sobrepuser a este teatro vendido para eles.

A determinação de Flávio Dino para o sistema bancário brasileiro significa sair da retórica e chamar os Estados Unidos para a porrada. Ele tomou o protagonismo no lugar de Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso, pretendendo demonstrar que existe união dentro do STF, e reafirmando a parceria promíscua que a corte tem com o poder executivo, que nada fez, nada faz e nada pretende fazer para resolver a crise com a maior potência econômica e militar do planeta.

O que consigo perceber nisso tudo é a prática do ‘quanto pior, melhor’, com zero preocupação com o povo brasileiro, do cidadão mais simples ao empresário mais bem-sucedido do país. O governo Lula e todos os seus parceiros na destruição do Brasil estão pagando para ver, apostando na Lei de Murphy como forma de se manterem no poder através do autoritarismo e da possibilidade de uma ditadura a ser apresentada como solução, que, na minha opinião, repito, na minha opinião, visa a suspensão das eleições em 2026, como escrevi no artigo “TEREMOS ELEIÇÕES EM 2026?”.

Como sempre digo, espero estar errado quando dou opiniões desse tipo, afinal, não deixam de ser especulações que partem da maneira como enxergo o horizonte próximo. Mas, a despeito disso, eu sempre torço para que o pão caia com o lado da manteiga virada para cima.

 

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Hermínio Naddeo
Hermínio Naddeo
Escritor/Jornalista, mestrado em palpitologia, doutorado em opinologia, pós-doutorado em falastronismo.

Administrador, publicitário, jornalista, com quase duas décadas de atuação na cobertura política e análise de conjuntura nacional. Especializado em leitura estratégica de cenários, mantém uma linha editorial independente e de viés conservador, com foco em liberdade, soberania e responsabilidade institucional. É colunista do site No Ponto do Fato, onde assina artigos que aliam crítica firme, ironia pontual e compromisso com a verdade. Registro profissional MT 22619/MG.
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