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O QUE A TORNOZELEIRA DE BOLSONARO FALA SOBRE NÓS?

Uma reflexão necessária sobre o povo brasileiro.

Sérgio Júnior
Por: Sérgio Júnior
24/07/2025 às 16h11 Atualizada em 24/07/2025 às 17h16
O QUE A TORNOZELEIRA DE BOLSONARO FALA SOBRE NÓS?

O QUE A TORNOZELEIRA DE BOLSONARO FALA SOBRE NÓS

 

Enquanto minha mãe repousa de seu martírio físico, "La testa parte e va in giro in cerca dei suoi perché". 

De fato, é extremamente difícil encontrar o diagnóstico correto ou saber como reagir ou interpretar quando se está muito envolvido emocionalmente numa situação . Entendendo isso, percebo que não é apenas no âmbito de mãe e filho que se promove um comportamento ou julgamento emocional.

 

A simples existência de uma conexão ou de uma relação psicoemocional — mesmo quando não admitida (formação reativa) — pode suscitar amor, solidariedade, admiração, inveja, inimizade, ódio, desejo de vingança, entre muitos outros sentimentos. Por isso, alguns cometem atos primitivos, demonstram ódio visceral por alguém, amaldiçoam, e até matam. Na realidade, porém, inconscientemente, admiram e têm temor. Muito temor.

 

FORMAÇÃO REATIVA: 

A formação reativa é um mecanismo de defesa descrito por Sigmund Freud na psicanálise. Ocorre quando uma pessoa reprime um desejo ou sentimento inaceitável (como admiração ou atração) e o substitui por uma atitude oposta, como ódio ou rejeição. 

*Referência*: Sigmund Freud, *Estudos sobre a Histeria* (1895) e *O Ego e o Id* (1923).

 

Um exemplo intrigante desse tipo de relação é o crime passional. É sabido que, naturalmente, um determinado tipo de homem ama muito sua esposa. No entanto, por ser inseguro, frágil, estar sob o efeito de entorpecentes ou emocionalmente desequilibrado (grave distúrbio psicológico), ele pensa ser proprietário da mulher e não aceita sua separação ou independência. E a mata.

 

Isso ocorre porque ele se sente com autoridade inquestionável sobre a mulher. A simples possibilidade de ela brilhar o incomoda profundamente. O pior é que inúmeras mulheres aceitam esse tipo de relação tóxica: calam-se, anulam-se e desenvolvem um temor profundo e inexplicável.

 

Isso causa espanto em quem está fora da relação, além de muitos questionamentos, como: “Que mulher boba?”, “Por que não se separa dele?”. Assim, o doente vai ganhando espaço gradativamente. Um dia, bate no irmão da vítima (cunhado); no outro dia, ameaça a amiga de infância, proíbe-a de trabalhar, e agride-a pelo simples prazer de se sentir temido. Há explicações.

 

TEORIA DO APEGO: 

A Teoria do Apego, desenvolvida por John Bowlby e Mary Ainsworth, explica como os vínculos emocionais formados na infância influenciam relações adultas. Em relações tóxicas, a vítima pode desenvolver um apego inseguro (ansioso ou evitativo), que a leva a tolerar abusos por medo de abandono ou por dependência emocional. 

*Referência*: John Bowlby, *Attachment and Loss* (1969-1980); Mary Ainsworth, *Patterns of Attachment* (1978).

 

SÍNDROME DE ESTOCOLMO: 

A Síndrome de Estocolmo descreve uma situação em que a vítima desenvolve uma ligação emocional com o agressor, muitas vezes como mecanismo de sobrevivência.

*Referência*: Estudos sobre traumas psicológicos e dinâmicas de abuso, como os de Nils Bejerot (1973, origem do termo).

 

Esse tipo de criminoso, ainda que o crime seja oriundo de uma patologia psicológica, só obtém sucesso porque não é confrontado por ninguém. É um medroso que se vale de outros medrosos. Na lista estão pai, irmão, amigos, vizinhos e outros próximos da vítima, que a deixam sozinha para enfrentar um criminoso impiedoso. O que acontece é que, inesperadamente, aparece alguém que se apaixona pela mulher vítima (como no meu livro *Memórias da Leoa Negra*). Esse alguém está disposto a dar a vida por ela, o que desperta a admiração dos frouxos parentes da mulher vítima, mas também desvia o ódio do algoz para o virtuoso homem que ousou enfrentá-lo.

 

Da mesma forma, alguém que ocupa um posto de autoridade (policial, juiz, presidente) e necessita demonstrar seu poder, nutrindo uma sanha persecutória e impondo humilhação à sua vítima, acredita estar demonstrando coragem. Na verdade, foi profundamente ferido em seu ego e possui alto índice de insegurança e temor. É um fraco. E só consegue se manter no cargo porque todos os “amigos” da vítima são tão oprimidos psicologicamente quanto o seu opressor. É o reinado dos enfermos.

 

Assim como nas relações pessoais, dinâmicas de opressão e submissão também se manifestam em contextos coletivos. É o que aconteceu na relação entre Adolf Hitler e a Alemanha. O regime nazista explorou as fragilidades psicológicas e sociais de uma nação para consolidar seu poder, sem enfrentar resistência significativa até que fosse tarde demais.

 

VIGIAR E PUNIR:

Michel Foucault analisa como o poder opera em relações sociais, não apenas como opressão, mas como uma rede de práticas que moldam comportamentos e subjetividades.

*Referência*: Michel Foucault, *Vigiar e Punir* (1975) e *A História da Sexualidade* (1976).

 

TRANSTORNOS MENTAIS: 

A psicopatia é um transtorno de personalidade marcado por falta de empatia, manipulação e necessidade de controle. O narcisismo patológico, relacionado, envolve a busca por poder e admiração para compensar inseguranças profundas.

*Referência*: Robert D. Hare, *Without Conscience* (1993); DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais).

MEDO DO DIVÓRCIO 

A Pátria brasileira estava casada com um “esposo” tóxico e violento intimamente, mas que fazia pose de bom moço, pública e internacionalmente. A nação, psicologicamente fragilizada, era incapaz de reagir. O seu algoz, com psicopatia aguda, não admitia sua liberdade plena.

A questão é que Jair Bolsonaro se apaixonou pela Pátria e jurou dar a sua vida por ela. Ao enxergar sua dor e seu trauma, Jair a incentivou, e alguns amigos da vítima se juntaram a ele. 

O algoz, acostumado a oprimir seu brinquedo de estimação, tentou limitar o alcance do bravo homem que o enfrentou, impondo-lhe uma tornozeleira como símbolo de controle. No entanto, a quantidade de amigos do indomável homem aumenta a cada dia (inclusive internacionalmente), e uma ação coordenada deve acontecer, mas depende de uma manifestação pública da vítima.  Ela precisa declarar que quer o divórcio e romper de vez com essa relação de opressão sistemática. Ela precisa sair de casa, ir para o meio da rua e gritar: LIBERDADE!

Já há muitos amigos do lado de fora que ganharam coragem e estão gritando: “REAJA, BRASIL!”

#ReajaBrasil

Sérgio Júnior

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Sérgio Junior
Sérgio Junior
Sérgio Júnior é um escritor e pensador brasileiro, graduado em artes da teologia, membro n°23 da Academia Internacional de Literatura Brasileira de NY (AILB).
Um romancista ficcional, analista de cenários sociais, poeta e filósofo.
Em 2021 e 2022, disputou os prêmios de destaque literário pela Focus Brasil na AILB, idealizado por Nereide Lima e na premiação "Melhor do Brasil na Europa ", pela revista "High Profile Magazine" na Inglaterra, por causa do sucesso do livro "Eu no seu funeral" lançado pela CRV editora no Paraná.

Recentemente, Sérgio Júnior tem sido notícia em vários portais na internet , por seu livro " O SEGREDO DOS NEGROS VENCEDORES " lançado em 2023.

Site do autor na Amazon.

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