
Entre a angústia de ver minha mãe gemendo de dor e minha luta pessoal tentando angariar fundos para demonstrar gratidão e pagar para curá-la, um exemplo de inteireza passa na minha timeline: a lealdade de Trump.
O comportamento do presidente dos EUA @realDonaldTrump
(a maior potência econômica e bélica do mundo) em relação a @jairbolsonaro é uma surra moral em parte significativa do povo brasileiro. Que a recebe sem gemer de dor, mas rindo e debochando como portador de apatia crônica.
Enquanto minha mãe dorme com o medicamento forte, eu me revisito aqui e reflito se estou fazendo o meu melhor, sendo grato por tudo que ela fez por mim. Algo me vem ao pensamento sobre o meu país: como nada foi descoberto enquanto ela estava em solo brasileiro? A resposta é: traição.
De fato, crescemos numa cultura repleta de movimentos de corpos sinuosos e belos, danças marcantes, muitas piadas e risadas, bailes de máscaras e carnavais. Isso nos habituou com o ambiente teatral e circense. Gostaríamos que o idílico e o lúdico fossem eternos, pois são como ópio para as nossas dores. Não saímos do personagem. Não gostamos da realidade.
Parte da nossa nação não odeia realmente Bolsonaro, mas não aceita o fato de ele ter encarnado o "diretor" a dizer: "CORTAAA!" O que acabou com a nossa "novela".
Assim, parte do país ainda está refratária porque Jair revelou os bastidores da cena. O "Mister B" revelou ao público como funciona a "mágica de Brasília". Logo, a parte que lucrava com os dividendos da bilheteria e a parte escravizada que assistia as sombras na parede (mito da caverna de Platão) se uniram para execrá-lo.
No exterior, Bolsonaro e minha mãe encontraram a mesma coisa: tratamento adequado.
Jair ganhou um admirador poderoso, mas também muito leal. Enquanto na sua própria nação e no seu próprio partido há pessoas que o depreciam e o traem. No estrangeiro há milhares de pessoas que o admiram.
"Tenho visto o tratamento terrível que você está recebendo pelas mãos de um sistema injusto voltado contra você. Esse julgamento deve acabar imediatamente! Não me surpreende vê-lo liderando nas pesquisas; você foi um líder altamente respeitado e forte que serviu bem ao seu país."
Este trecho da carta de Trump é de um senso de amizade e lealdade que deveria envergonhar a nossa nação. Pois aceitamos um ditador nos sufocar lentamente, excluindo todas as nossas liberdades e chamamos isso de anomalia jurídica ao invés de assumirmos nossa pusilanimidade como povo; permitimos que nossos velhos sejam roubados e traídos e, ao invés de refletir o que podemos fazer (como eu ao lado de minha mãe no hospital), esperamos a matéria do jornal (para fazermos prints), o corte do vídeo do pronunciamento retórico do deputado e qual a # do dia para disputarmos com a quantidade de menções da # do oponente. Aí eu te pergunto: gostamos do "teatro" ou não?

A carta de Trump reflete o grande trabalho de @BolsonaroSP e de @realpfigueiredo, mas nos diz o quanto precisamos ainda aprender sobre lealdade e gratidão.
É inadmissível que um americano que não recebeu nenhum benefício (além da amizade) seja mais leal e grato do que metade de um país que recebeu uma dose cavalar de reavivamento patriótico, uma gestão econômica e social heroica durante uma pandemia e uma responsabilidade inédita com o erário público e com o resultado superavitário entregue no fim da sua administração.
É inconcebível que no exterior se encontre não apenas resultados práticos no âmbito econômico, político e jurídico, mas também no âmbito dos princípios democráticos, sociológicos, patrióticos e fraternos.
Essa postura de Trump no trato com o melhor presidente que já tivemos, é um tapa na cara de quem se orgulha de ser espectador desse circo e de quem posa de aliado, mas ousa criticar quem combate esse sistema (Jair), falando cinicamente em principiologia, para esconder sua inveja, deslealdade e covardia.
Sérgio Júnior