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LEALDADE ESTRANGEIRA X TRAIÇÃO DOMÉSTICA

Um debate cultural e político necessário

Sérgio Júnior
Por: Sérgio Júnior
18/07/2025 às 08h57 Atualizada em 18/07/2025 às 09h06
LEALDADE ESTRANGEIRA X TRAIÇÃO DOMÉSTICA

LEALDADE ESTRANGEIRA X TRAIÇÃO DOMÉSTICA

 

Entre a angústia de ver minha mãe gemendo de dor e minha luta pessoal tentando angariar fundos para demonstrar gratidão e pagar para curá-la, um exemplo de inteireza passa na minha timeline: a lealdade de Trump.

O comportamento do presidente dos EUA @realDonaldTrump

 (a maior potência econômica e bélica do mundo) em relação a @jairbolsonaro é uma surra moral em parte significativa do povo brasileiro. Que a recebe sem gemer de dor, mas rindo e debochando como portador de apatia crônica. 

Enquanto minha mãe dorme com o medicamento forte, eu me revisito aqui e reflito se estou fazendo o meu melhor, sendo grato por tudo que ela fez por mim. Algo me vem ao pensamento sobre o meu país: como nada foi descoberto enquanto ela estava em solo brasileiro? A resposta é: traição.

De fato, crescemos numa cultura repleta de movimentos de corpos sinuosos e belos, danças marcantes, muitas piadas e risadas, bailes de máscaras e carnavais. Isso nos habituou com o ambiente teatral e circense. Gostaríamos que o idílico e o lúdico fossem eternos, pois são como ópio para as nossas dores. Não saímos do personagem. Não gostamos da realidade.

Parte da nossa nação não odeia realmente Bolsonaro, mas não aceita o fato de ele ter encarnado o "diretor" a dizer: "CORTAAA!" O que acabou com a nossa "novela".

Assim, parte do país ainda está refratária porque Jair revelou os bastidores da cena. O "Mister B" revelou ao público como funciona a "mágica de Brasília". Logo, a parte que lucrava com os dividendos da bilheteria e a parte escravizada que assistia as sombras na parede (mito da caverna de Platão) se uniram para execrá-lo.

No exterior, Bolsonaro e minha mãe encontraram a mesma coisa: tratamento adequado.

Jair ganhou um admirador poderoso, mas também muito leal. Enquanto na sua própria nação e no seu próprio partido há pessoas que o depreciam e o traem. No estrangeiro há milhares de pessoas que o admiram.

"Tenho visto o tratamento terrível que você está recebendo pelas mãos de um sistema injusto voltado contra você. Esse julgamento deve acabar imediatamente! Não me surpreende vê-lo liderando nas pesquisas; você foi um líder altamente respeitado e forte que serviu bem ao seu país."

Este trecho da carta de Trump é de um senso de amizade e lealdade que deveria envergonhar a nossa nação. Pois aceitamos um ditador nos sufocar lentamente, excluindo todas as nossas liberdades e chamamos isso de anomalia jurídica ao invés de assumirmos nossa pusilanimidade como povo; permitimos que nossos velhos sejam roubados e traídos e, ao invés de refletir o que podemos fazer (como eu ao lado de minha mãe no hospital), esperamos a matéria do jornal (para fazermos prints), o corte do vídeo do pronunciamento retórico do deputado e qual a # do dia para disputarmos com a quantidade de menções da # do oponente. Aí eu te pergunto: gostamos do "teatro" ou não?

A carta de Trump reflete o grande trabalho de @BolsonaroSP e de @realpfigueiredo, mas nos diz o quanto precisamos ainda aprender sobre lealdade e gratidão.

É inadmissível que um americano que não recebeu nenhum benefício (além da amizade) seja mais leal e grato do que metade de um país que recebeu uma dose cavalar de reavivamento patriótico, uma gestão econômica e social heroica durante uma pandemia e uma responsabilidade inédita com o erário público e com o resultado superavitário entregue no fim da sua administração. 

É inconcebível que no exterior se encontre não apenas resultados práticos no âmbito econômico, político e jurídico, mas também no âmbito dos princípios democráticos, sociológicos, patrióticos e fraternos.

Essa postura de Trump no trato com o melhor presidente que já tivemos, é um tapa na cara de quem se orgulha de ser espectador desse circo e de quem posa de aliado, mas ousa criticar quem combate esse sistema (Jair), falando cinicamente em principiologia, para esconder sua inveja, deslealdade e covardia.

Sérgio Júnior

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Sérgio Junior
Sérgio Junior
Sérgio Júnior é um escritor e pensador brasileiro, graduado em artes da teologia, membro n°23 da Academia Internacional de Literatura Brasileira de NY (AILB).
Um romancista ficcional, analista de cenários sociais, poeta e filósofo.
Em 2021 e 2022, disputou os prêmios de destaque literário pela Focus Brasil na AILB, idealizado por Nereide Lima e na premiação "Melhor do Brasil na Europa ", pela revista "High Profile Magazine" na Inglaterra, por causa do sucesso do livro "Eu no seu funeral" lançado pela CRV editora no Paraná.

Recentemente, Sérgio Júnior tem sido notícia em vários portais na internet , por seu livro " O SEGREDO DOS NEGROS VENCEDORES " lançado em 2023.

Site do autor na Amazon.

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