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Ainda há esperança

A nova música do Bolsonarismo

Sérgio Júnior
Por: Sérgio Júnior
03/06/2025 às 04h07
Ainda há esperança

AINDA HÁ ESPERANÇA: A NOVA MÚSICA DO BOLSONARISMO


Não importa se você é de esquerda, de direita ou até de centro. Se, por falta de referência de liderança à época ou por influência da manipulação da mídia, você odiou ou rejeitou a família Bolsonaro, é hora de ampliar sua percepção.
De fato, durante três décadas (1985-2016), a voz conservadora foi suprimida no Brasil. A sociedade, induzida pela mídia, ridicularizou figuras como o Dr. Enéas Carneiro. Nesse contexto, era necessário alguém com um grito beligerante, disposto a protestar e expressar indignação autêntica. Esse tom reflete a paixão de um patriota que deseja a libertação genuína de sua pátria. Ele nasce de uma verve que prioriza o povo, protegendo a produção, o desenvolvimento e a soberania nacional. Isso é o nacionalismo. Sem essa essência patriótica, não há direita. O pensamento de unificação nacional é fundamental. 


Contudo, é crucial entender esse perfil como uma necessidade temporária, até a conscientização da sociedade. Quando o povo compreender o objetivo, a postura deve mudar para conciliação e equilíbrio. Esse processo está em curso.
A essência do conservadorismo é proativa, marcada por construção, reflexão, diálogo, estratégia e execução. Na década inaugural da direita pós-redemocratização, que nasceu por meio de Jair Bolsonaro, seus adeptos, novos ou antigos, encantados com a potência do “Mito” em 2018, não devem confundir aquela época de embates incessantes com o momento atual. Hoje, parte do terreno já foi conquistado.


Muitos podem questionar: “O que foi conquistado? Só tivemos perdas, enquanto o outro lado parece intacto. Eles venceram.” Não conquistamos tudo o que desejávamos, mas o fato de existirmos e estarmos diariamente nas manchetes e nas redes sociais é uma grande vitória. Na última eleição, perdemos por apenas 2 milhões de votos. Não estamos tão distantes. Antes de Bolsonaro, a direita sequer tinha relevância. Se não fôssemos uma força significativa, o adversário não gastaria tanta energia tentando nos silenciar. Portanto, menos emocionalismo.


A inteligência estratégica pós-conquista exige firmeza e vigilância, mas também maturidade e conciliação. Isso evita estereótipos que o adversário poderia usar para criar caricaturas ou sugerir despreparo e desequilíbrio. Não somos revolucionários. Somos conservadores, somos direita.


A direita brasileira só existe e cresce graças à bravura de Jair Bolsonaro. Seus apoiadores devem respeitar sua liderança e seguir suas orientações para avanços ou recuos estratégicos. Aquele que insiste nos métodos dos primeiros combates, embora virtuoso, pode ser inadequado para a estabilização do território conquistado. Ele deve ser honrado pelo serviço prestado e convocado para funções onde suas competências sejam úteis.


Essa é a essência atual do conservadorismo brasileiro, que tem sua origem em Jair Bolsonaro. Essa essência foi refinada, testada e aprimorada.

Ao observar as recentes entrevistas de Eduardo Bolsonaro, nota-se sua maturidade e profundidade ao tratar de temas complexos, como a República Velha e o regime militar. Ele demonstra experiência e capacidade de conectar-se com os anseios do povo, como mostram os comentários em seus vídeos.
Eduardo também reflete o sentimento expressado por Jair Bolsonaro em 25 de fevereiro de 2024, na Avenida Paulista: a ideia de “virar a página”. Além disso, seu trabalho em defesa da liberdade de expressão no exterior é notável. Ele mantém laços com o Congresso americano, a Casa Branca e figuras como Tucker Carlson.


Se analisarmos com imparcialidade, veremos que Carlos Bolsonaro participou intensamente da campanha de 2018 e viu o pai quase morrer após a facada em 6 de setembro daquele ano. Como filho, ele defendeu Jair Bolsonaro com veemência. Hoje, com a poeira assentada, Carlos adota uma postura diferente. Flávio Bolsonaro, como senador, é impecável. Seu discurso é moderado, e ele tem bom trânsito no Congresso e na mídia. Michelle Bolsonaro é uma figura carismática, com grande capacidade de mobilizar mulheres. Seu desempenho entre 2019 e 2022 e sua força nas pesquisas atuais são notáveis.
Os homens que outrora esbravejavam com razão, mas tinham o temperamento explorado para distorcer suas falas, amadureceram. Eles ajustaram o discurso. Jair Bolsonaro, perseguido nacional e internacionalmente por seu posicionamento combativo, agora se apresenta como um líder sereno, que convida o país à reflexão.
Eduardo Bolsonaro, sob a orientação do pai, parece definir a nova direção do Bolsonarismo. A mudança de tom é bem-vinda. Será que nós, acostumados aos confrontos, teremos sensibilidade para apreciar essa transição? 


Estaríamos prontos para maximizar nossa essência ou preferiremos nos desgastar, nostalgicamente presos ao passado? Jair Bolsonaro, como um Moisés, parece ter encontrado seu Josué. Em 2026, atravessaremos esse “mar vermelho”.


Nos últimos anos, o Bolsonarismo revelou uma capacidade surpreendente de crescer, mesmo sob intensa perseguição. O povo brasileiro anseia pelo retorno de Jair Bolsonaro. Após um período opressivo e seu afastamento ilegal, tudo o que construímos parece desmoronar. No entanto, nós, bolsonaristas, estamos felizes com a nova mensagem: “Ainda há esperança”. Se esse é o desejo do líder, aprovamos a letra, o tom e a melodia.


Sérgio Júnior

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Sérgio Junior
Sérgio Junior
Sérgio Júnior é um escritor e pensador brasileiro, graduado em artes da teologia, membro n°23 da Academia Internacional de Literatura Brasileira de NY (AILB).
Um romancista ficcional, analista de cenários sociais, poeta e filósofo.
Em 2021 e 2022, disputou os prêmios de destaque literário pela Focus Brasil na AILB, idealizado por Nereide Lima e na premiação "Melhor do Brasil na Europa ", pela revista "High Profile Magazine" na Inglaterra, por causa do sucesso do livro "Eu no seu funeral" lançado pela CRV editora no Paraná.

Recentemente, Sérgio Júnior tem sido notícia em vários portais na internet , por seu livro " O SEGREDO DOS NEGROS VENCEDORES " lançado em 2023.

Site do autor na Amazon.

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