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PIOR QUE O GOVERNO, LULA É UM PRODUTO INVENDÁVEL

Lula é, sobretudo, um homem decadente

Hermínio Naddeo
Por: Hermínio Naddeo Fonte: Opinião
14/02/2025 às 12h53 Atualizada em 14/02/2025 às 13h07
PIOR QUE O GOVERNO, LULA É UM PRODUTO INVENDÁVEL
Imagem WEB

Para todo produto existe um mercado que o consuma, mesmo que este mercado seja representado por um nicho específico, como, por exemplo, produtos sem lactose, sem glúten, outros que economizem energia, água, produtos que tenham uma pegada ambiental ou social, enfim, são diversos tipos de segmentos de consumo e suas preferências. Só que não existe um mercado consumidor que prefira produtos de baixa qualidade, ou sem qualidade, ainda que, por questões financeiras – até mesmo de sobrevivência, no caso de alimentos, especialmente em países de vasta população pobre, como o Brasil, as pessoas se sujeitem a consumi-los. Mas, claramente, por falta de opção. Ao ter opção de escolha, o bolso definirá sempre pelo melhor produto ou, para quem faz o raciocínio lógico, pelo melhor custo benefício.

O parágrafo acima é muito específico para o mercado de consumo, quando a gente tem que pagar por aquilo que deseja consumir. Mas, e quando a escolha diz respeito ao consumo de coisas que são totalmente gratuitas? Por exemplo, um programa de televisão. Com a quantidade de canais de hoje e a variedade de assuntos disponíveis, quem assiste a um programa que considera que é ruim? Quem segue um canal no YouTube que não gosta? Quem consome conteúdos ruins em redes sociais? Quem faz amizade com uma pessoa que considera ruim? Você acredita que fazer propaganda bonita de tudo isso muda seu conceito sobre qualquer tipo de produto, pago ou gratuito? Será que passaria a considerar o produto bom só porque a propaganda é bonita? Bem feita?

Pois então, este é o desafio de Sidônio Palmeira, ou a ilusão do atual presidente da república. Entender que o problema do governo era apenas uma comunicação ruim é mascarar duas coisas que já são impossíveis de esconder, que o governo é ruim mesmo, mas, principalmente que Lula é o verdadeiro produto ruim, o que torna inviável acreditar que mudar o comando da comunicação do atual governo, colocando no comando um publicitário capaz de criar ilusões pode resolver o problema. Seria o equivalente a fazer uma linda campanha publicitária para vender especiarias, sopas e temperos prontos com Elize Matsunaga estrelando a propaganda. Ou quem sabe uma campanha de Dia dos Pais tendo Suzane Von Richthofen como estrela, ou ainda uma campanha de Dia das Crianças protagonizada por Alexandre Nardoni.

Deixemos de lado qualquer especulação sobre o que levou Lula de volta à presidência, essa discussão continua perigosa para quem toca no assunto, e, afinal, ele é o presidente, gostemos ou não. Teve muita gente que votou no Lula. Tenha sido por ideologia, por interesse ou por uma memória afetiva. Mas, apesar do voto, ninguém esqueceu o que a Lava Jato revelou. Ninguém apagou da memória racional que Lula foi condenado em três instâncias, que ficou preso 580 dias, assim como não esqueceu os nomes dos políticos e das empresas envolvidas com a corrupção e vê que todos eles estão com Lula novamente. E se alguém votou pela memória afetiva, com aquele espírito do “rouba, mas faz”, já percebeu que na expressão só existe mesmo o “rouba”, porque ele não faz e nunca fez.

Para quem não gosta de Lula, já seria fácil definir sua aversão por toda a criminalidade que permeou seus dois primeiros mandatos, o mandato e meio de Dilma Rousseff, que se mostra presente novamente neste terceiro mandato. Contudo, o que melhor define o Lula atual é a caricatura que ele apresenta de si.

Lula é, sobretudo, um homem decadente. Seus pensamentos são retrógrados, totalmente fora do contexto do mundo atual e das necessidades da sociedade e do estado brasileiros. Revanchista, vingativo, claramente senil em diversos momentos, que precisa, desesperadamente, o tempo todo, citar e criminalizar Jair Bolsonaro para parecer ser alguém melhor do que ele, ou, no mínimo, tentar fazer a plateia acreditar que ambos são criminosos iguais.

A tarefa delegada a Sidônio Palmeira será impossível ser cumprida. Durante a campanha eleitoral, o trabalho de Sidônio foi facilitado pela inequívoca colaboração do TSE ao impedir que a campanha de Jair Bolsonaro – e todos os cidadãos na internet – citasse fatos notórios sobre Lula, como todo o processo de corrupção que o levou à cadeia e sua amizade com ditadores como Maduro e Ortega.

Essa “mãozinha” do TSE cerceou a livre circulação de informações, fatos sobre Lula, enquanto permitiu que a campanha do petista falasse o que quisesse sobre Bolsonaro, usando principalmente mentiras e distorções de fatos, com pouquíssimas punições. E foi essa “disparidade de armas” que impediu que a verdade fosse martelada na cabeça dos eleitores e permitiu que as mentiras circulassem livremente.

A eleição acabou, Lula “ganhou”, e já no seu oitavo dia na presidência da república, veio o tumulto na Praça dos Três Poderes, e ficou nítido para qualquer um que tenha ao menos dois neurônios ativos, que a mentira prevaleceria neste governo, prontamente assessorada pelo poder judiciário, caracterizando o perfil autoritário e revanchista que é a principal marca do que temos vivido nos últimos dois anos.

A popularidade de Lula despenca a olhos vistos, não é preciso fazer pesquisas para saber disso. E não bastasse sua própria produção de bravatas, acompanhada de falta de resultados e piora na economia, ainda tem Janja, uma excelente colaboradora quando se trata de ampliar o desgaste do marido perante o público, esteja ela ao lado dele ou mesmo sozinha. O deslumbramento de Janja é uma contradição ambulante entre o que Lula prega e o que o governo entrega. Um grau de ostentação comum em pessoas que ascenderam financeiramente na vida sem que isso tenha se refletido no caráter, na cultura e no intelecto. E Lula não tem como se livrar dela.

Juntos, Lula e Janja, com extremo brilhantismo, protagonizam e representam o que de pior a esquerda produzir neste país. E se o produto é ruim, fica ainda pior quando vem com um brinde de baixíssima qualidade. Não há Sidônio Palmeira que consiga reverter isso.

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André LimaHá 1 ano curitibaExcepcional
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Hermínio Naddeo
Hermínio Naddeo
Escritor/Jornalista, mestrado em palpitologia, doutorado em opinologia, pós-doutorado em falastronismo.

Administrador, publicitário, jornalista, com quase duas décadas de atuação na cobertura política e análise de conjuntura nacional. Especializado em leitura estratégica de cenários, mantém uma linha editorial independente e de viés conservador, com foco em liberdade, soberania e responsabilidade institucional. É colunista do site No Ponto do Fato, onde assina artigos que aliam crítica firme, ironia pontual e compromisso com a verdade. Registro profissional MT 22619/MG.
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