
As quatro operações aritméticas nucleares pautam, impactam e condicionam a nossa existência em algo muito, mas muito mais abrangente que a vastíssima esfera matematizante, por si só, expressa, determina e alcança. E exponenciam-se, além deste seu inerente âmbito, quando as agregamos nos binômios em epígrafe e quando o que está em causa é, nada mais nada menos, a complexa dinâmica mental e comportamental do Ser (o ente humano) quer em sua individualidade, quer em grupo. Pura e simplesmente matizam e condicionam todas as dimensões de sua ação, sejam elas: psicológicas, antropológicas, sociológicas, culturais, políticas, educacionais, econômico-financeiras e/ou religiosas desaguando, claro está, no delta da oceânica história, geopolítica e das relações de poder, hegemonia e dominação.
Quanta “divisão” há numa mente individual já de si pejada de partições e segmentações; Já de si um fractal de consciência duma Totalidade Omnisciente?...
Quanta “divisão” há nas faculdades cognitivas em si, entre estas, o pensamento, a linguagem e o real; Entre razão e emoção; Entre o sensorial e a visão de conjunto; Entre o impulso/instinto/desejo e a moral/ética; Entre memória seletivo-afetiva e não afetiva; Entre a percepção de si e do outro; Entre a rara disforia de gênero, massivo condicionamento (midiático), copiosa sugestão (grupal e ambiental), intensa doutrinação e sexo biológico; Entre dúvida, medo, necessidade, sobrevivência, coragem e/ou estima?...
Em todos estes “fracionamentos”, no que ao resultado final concerne, há, claro está, “ganhos e perdas”, mas numa lépida mirada sobre o grau de sanidade, felicidade e bem-estar do indivíduo nas sociedades atuais poderemos falar em “soma” ou “subtração”?
A sanidade está em “alta” ou em “baixa”?
Está-se “mais” ou “menos” feliz?
A beatitude e o contentamento estão “aumentando” ou “escasseando”?...
E nas relações/interações entre homem e mulher? Entre etnias, raças, classes sociais? Entre trabalhadores e empresariado? Entre o paupérrimo e o abastado? Entre torcidas de futebol (só para citar o exemplo mais paradigmático que extravasa as pulsões mais tribais, competitivas, beligerantes e de conquista no que ao entretenimento diz respeito)? Entre diferentes religiões e credos? Entre ideologias? Entre a ideia, o ideal e a realidade? Entre educação formal e não formal ou autodidata? Entre regiões e/ou países?
O que tanta “divisão” tem produzido? Uma “somatória” completude ou um agregado “minguante, reducionista, diminuto e estilhaçado”?...
As respostas são ululantes obviedades esfregadas, a todo o tempo, em nossos rostos (estará mais para focinhos) e consciências, convergem em absoluto e possuem um duplo (divisão & subtração) “denominador comum”, mas e os porquês e as razões de tal convergente padrão? Será que os mais desavisados, distraídos e alienados - em esmagador número -, sabê-lo-ão?...
Os “investidores, patrocinadores, realizadores, produtores e roteiristas do enredo humano no qual todos nós, de uma forma ou outra, mas sempre vinculativa e forçada, atuamos, participamos e contracenamos” sabem-no na máxima amplitude e ínfimo pormenor, manipulam-no com requintes de malvadez e tudo têm feito, fazem e farão para que, atemporalmente, “a ordem dos fatores, produtos e dividendos não se altere”...
Agora imaginem, só imaginem, se a “conta e a equação” existencial, nos diversos domínios e espectros supra-aludidos, fosse conduzida sob a batuta de uma unida, afinada e sincronizada orquestra de “soma-soma” e, mais, se se “multiplicasse” em atuação, apresentação e paradigma, e assim, qual mote, permanecesse, perpetuamente, atuante?...
Concretizemos e “dêmos aos bois os seus reais nomes”: Como seria uma sociedade unida e harmoniosa cuja “soma das partes (contrariando todos os fundamentos gestálticos) fosse igual ou maior que o conjunto e, inapelavelmente, o determinasse”?...
O que acham?...
Seria “mais” ou “menos” forte, coesa, benfazeja, funcional, sanígena, indelével e difícil de intrujar?
A axiomática resposta, cabal insight e todas as suas implicações ficam por vossa conta, “cálculo” e risco...
Eco