
A criatura que empreende o salto evolutivo de consciência, discernimento e lucidez:
Já não vê ou ouve notícias, nem participa ou dá ressonância a tragédias propaladas na mídia. Não permite, portanto, e repudia até, que algo externo a programe ou paute sua vida.
Para ela qualquer tipo de competição com outrem já não faz o mínimo sentido. Em vez de competir prefere partilhar, divertir-se e desfrutar. Passou, pois, a transmutar inveja, ciúme, paranóia, suposições, orgulho, raiva, ego(ismo) em admiração, confiança, convivência, bom senso, comunicação saudável, transmissão de conhecimento, boa-venturança, humildade, perdão..., AMOR!
Intuiu e descortinou que a quinta dimensão existe, que não é um lugar materializado, mas frequencial; Um estado vibratório em escalada ascensional até à matricial Fonte...
Já não tem medo do desconhecido. Sabe que o mundo extrafísico, oculto, é a parte estrutural da imanência e que deve ser encarado como algo natural e essencial, jamais perturbador ou denegado.
Ela sabe que o inferno e o diabo, tal como são falados, retratados e mimeticamente retratados são um dos polos binários duma ancestral batalha espiritual espelhada nesta tridimensional concretude mediante uma colossal egrégora humana que fomenta malvadez, orgulho, egoísmo, ganância, medos, dor e ilusões.
Quer estar em solitude, mas, ao mesmo tempo, quando está com outras pessoas, deseja estar com elas de forma plena, intensa e genuína. Sente que possui um propósito maior na vida, busca encontrá-lo e compartilhá-lo.
Percebeu que “vencer na vida” não significa morrer rico, muito menos “corromper consciência (a sua e / ou a de outrem) passar por cima, pisotear, subjugar ou derrotar” os outros para provar que é melhor e mais capaz. Passou a entender que “vencer na vida” significa superar qualquer obstáculo, revez, limitação e medo, e chegar ao fim da vida com um coração que pulsa de gratidão por cada lição, epifania e experiência vivida.
Passa a sentir que a nostalgia não é um mau sentimento de perda, mas antes a sensação de que um dia encontrará todos os entes queridos que amou, que o amaram e que, aqui e ali, passaram pela sua vida.
Quer ajudar mais almas – as de luz compartilhada – e sente-se pronto (qual imperativo categórico), porque esse é um dos propósitos que conseguiu almejar nesta jornada terrena.
Está, pois que alcançado o estado crístico de graça, a todo o tempo, a transmutar o julgamento através da observação e contemplação.
Vive, unicamente, no aqui e agora, pois sabe que o momento presente, este instante, é tudo o que tem, importa e existe.
Eco