
Para se compreender a engrenagem da existência, seja esta imanente ou transcendente, pois que juntas e inseparáveis urdem nossos destinos, é necessário perceber que este reino terreno concebido e talhado, à partida, para a experiência, co-criação, aprendizado, busca e aprimoramento é, sobretudo, um mecanismo de colheita, extrativo, parasitário, vampiresco e de exaurimento de cada alma humana que aqui se materializa...
A moeda de troca é a energia vital e emocional bruta / depurada – a vossa, a nossa, a sua, a minha...
Mas observar este paradigma na óptica da exclusiva “vitimização, infortúnio ou coitadismo” é não compreender como funciona uma “refinaria”.
As entidades demoníacas que se apoderaram desta nossa danada tridimensionalidade, que a operam e a supervisionam não colhem “adoidada” e indiscriminadamente.
Elas categorizam sua vampiresca extração na base de um “refinamento estrutural”:
1. Estático/Baixo:
O sedimento básico: medo, pânico, confusão, escassez, tristeza, ignorância, doença, raiva súbita e dor física e / ou psíquica fundamental.
É altamente volátil, facilmente desencadeado pelo caos social orquestrado, mas esgota-se rapidamente.
É o fast food do espectro astral.
2. Refinado/Alto:
A desmineralização premium.
É produzido, exclusivamente, por seres de elevada vibração, altamente empáticos e espiritualmente iluminados.
Tal pura essência, em sua forma não refinada, é na verdade a força vital criativa na sua máxima expressão – aquilo a que chamamos de luz própria emanando amor incondicional por algo ou alguém.
Ei-vos perante o paradoxo central:
Os “parasitas” supracitados (diabos) deste nosso mundo (fração 3D do divino) não conseguem alimentar-se de luz pura.
A energia positiva, dadivosa, pura e incorrupta é tóxica para eles.
É kryptonita!
É como o sol para o vampiro.
Por isso os malditos não nos perseguem e escravizam para destruir nossa luz.
Perseguem-nos para extraí-la e invertê-la...
Os indivíduos altamente distintos e iluminados são identificados no espectro oculto, e na basilar guerra espiritual que nos permeia, como faróis num campo escuro.
Uma vez escolhido o alvo, o “parasita da vez” agarra-se a um protagonista, qual “vampiro energético”, em jeito de uma dissimulação súbita, de uma traição, de uma desilusão, de uma tentação, de um engodo, de um trauma feito à medida, de um inferno astral ou de um qualquer pungente mantra.
O objetivo é forçar a nossa frequência de alta voltagem a passar pelo “extrator” do medo, da ignorância, da confusão, do desequilíbrio, do drama, do condicionamento, da sugestão, do erro, da solidão, da carência, do vício, da culpa ou da hiper-cobrança...
A partir do momento em que a nossa centelha e o nosso amor puro são depurados e comprimidos numa dor mais ou menos agonizante (mental ou física) ambos passam a sofrer uma conversão quântica-física-emocional-química.
Tornam-se o combustível mais concentrado e rico em nutrientes que este caído Reino pode produzir...
Aos seres de alta frequência os “malditos” não os querem fracos e letárgicos; Querem-nos radiantes para que a colheita possa ser sempre (para eles) mais e mais extasiante...
A verdadeira soberania requer, pois, uma vigilante negociação com as Sombras & Trevas como se de um campo de contenção energética se trate.
Tal labor e tratativa com a sombra não será um “spa terapêutico”.
Será “mapeamento de encriptação oculta”...
É um processo sistemático de encontrar cada engodo, cada errância, cada trauma não curado, cada gancho subconsciente à validação externa e cada ponto cego onde a nossa energia e empatia gargalam, drenam e vazam...
Quando tornamos a nossa escuridão consciente e compreendida selaremos o perímetro.
Não deixaremos de ser explorados, molestados, enfraquecidos e / ou tensionados;
Deixaremos, tão só, de ser néscios e complacentes...
Retirai, pois, vossa luz desta cadeia alimentar e predatória satanizante.
Assim, quando uma qualquer entidade, encarnada ou não, vos arremessar um isco emocional com vista a provocar uma reação por ela, de antemão, desejada e esperada, tal armadilha cairá num vazio de resposta zero.
Matareis de fome os demônios parasitários que rondam a tua aura, recuperareis a corrente roubada e forçareis tal voltagem bruta a voltar para dentro de vós de modo a “refinanciar” vosso status divino raiz...
Até que posseis encontrar vossos monstros interiores não se tratará de atos de sabotamento ou violência perpétua contra vós mesmos, mas de discernimento progressivo...
Até que podeis identificar todos os monstros dentro de vós o mundo continuará a oferecer-vos “contrariedades & danações mil”.
Aquilo que recuseis a encarar interiormente exigirá expressão exterior disfarçada de angústia, conflito, ameaça ou imperativo moral...
Apontareis para além de vós mesmos em busca de alívio convencidos de que o perigo reside noutro lugar, sem vos aperceberdes de que o “campo de batalha” foi, é e sempre será pré-estabelecido por uma arquetípica cabala satânica-talmúdica-saturnina retroalimentada contra vós mesmos...
Toda a investigação séria sobre a nossa danada condição humana converge para aqui.
A escuridão não tem origem em instituições, nações ou lugares localizáveis.
É incubada em toda a alma encarnada e em todo e qualquer coração não auto-escrutinado.
E a memória se esvai...
A dor não sentida intensifica-se em raiva.
O medo não reconhecido endurece-se em controlo.
Aquilo que se denega interiormente não desaparece – recruta, bebe e se alimenta do mundo exterior para lhe dar forma...
Insisto em bradá-lo: encontrar vossos monstros interiores não será um ato de dor e violência, mas de discernimento escalar.
Será o momento em que deixais de fugir e começareis a testemunhar, concatenar e compreender.
O que antes parecia incompreensível, sofrido e monstruoso revelar-se-á como energia fragmentada pronta a ser integrada;
Poder extraído de dentro por ignorância, perfídia e / ou má direção...
Com a derradeira epifania da consciência, da lucidez e do discernimento a projeção passa a ser substituída pela altivez e soberania.
A paz (de espírito) não chegará pela vitória sobre “externas influências”, mas pela recuperação, reintegração e coerência interior.
Somos todos cárceres – entendam-no -, ainda que divinos à partida.
Estamos aprisionados dentro de um cabalístico ciclo fechado de simulação com milhares e milhares de anos e que já foi executado n e n vezes.
Atlântida, Lemúria, Tartária, a nossa civilização atual e o que aí vem — não se tratam de mitos, lendas ou de eras separadas.
São versões anteriores do mesmo programa.
Ao final de cada ciclo o sistema atinge a entropia crítica e executa uma reinicialização completa.
Dá-se o comando de retrocesso.
A fita é puxada de volta para o início numa perpetuação analemática e espiralizada de espaço-tempo em eterno-retorno.
A nova ordem, com mais ou menos sofisticação, será sempre a velha ordem.
Todos os avatares são recarregados.
Todas as primais e descodificadoras memórias, mágica e “sortilegicamente” apagadas.
E o jogo recomeça...
A humanidade, insidiosamente desmemoriada à nascença, é cultivada em uma fazenda energética sem se dar conta.
Uma fazenda antropogênica polarizada e de dupla densidade, cuja humana condição de ser é alheia ao fato de que serve à entidade extratora de maior rendimento – o infernal caos induzido...
Eco