
Começo com uma pergunta: o que você quer para o Brasil?
Se você vota por ideologia ou por simpatia por determinado candidato, está fazendo errado; não é capaz de responder a esta pergunta com a sensatez que ela invoca. Escolher um candidato por qualquer das duas opções e ignorar o que pode acontecer com o país na mão de cada um deles não tem lógica; é uma decisão emocional que só produz eleitoralmente o que conseguimos produzir nas últimas décadas: mais do mesmo e muito menos do que nós, brasileiros, precisamos e merecemos.
A escolha desta eleição, inevitavelmente, será entre Lula e Flávio Bolsonaro. Não há como fugir disso. E talvez esteja aí a chance de darmos fim à polarização como ela é. Vai continuar existindo, mas de outra maneira e, creio eu, com menos extremismo. E a análise sensata a ser feita é se você está satisfeito com o que foi produzido por Lula e seu partido nos seus mandatos e no mandato e meio de Dilma.
Sua decisão parte daí. É escolher se quer que o Brasil continue sendo comandado por este grupo que, desde 1989, prometeu e se elegeu com promessas que nunca cumpriu — e não vai cumprir para poder renovar a promessa — ou vislumbrar a possibilidade de uma mudança que, nesta eleição, definirá o país e o povo que seremos nas próximas décadas.
Imagine que você compra um carro, um eletrodoméstico, uma máquina, ele dá problema, e você arruma, ele dá outro problema, aí você resolve dar uma chance para a marca, vai à loja, compra outro produto de um modelo que promete ser mais avançado, acontece a mesma coisa e você repete o processo por 4, 5, 6 vezes, sempre tendo o mesmo resultado. Aí você vê uma marca nova sendo ofertada pelo mesmo preço. Já chegou a ter uma dessa marca antes, que a concorrência tirou do mercado à força. O que você faz? Corre o sétimo risco ou arrisca na marca nova, no mínimo, para ver no que vai dar?
Outro exemplo é repetir várias vezes a estadia em um hotel, um almoço em um restaurante ruim ou companhia aérea que te cobra caro. Oferece um péssimo serviço, sem o conforto prometido, comida ruim, cara e insatisfatória, serviço de bordo ruim em avião ruim e envelhecido. Surge então um hotel novo, um restaurante novo ou uma companhia aérea nova, pelo mesmo custo, mas com novas possibilidades que prometem atender seus anseios que a concorrência sempre prometeu e nunca cumpriu. Você renova a escolha ou vai optar novamente pelos defeitos que já conhece?
Talvez Flávio Bolsonaro não seja a escolha que muita gente gostaria de fazer. Mas não votar em Lula é uma escolha que muita gente está disposta a fazer — e precisa — por tudo que ele prometeu e nunca fez. E o que fez foi absurdamente pouco em relação ao que poderia ter feito
Não se acaba com a pobreza só com dinheiro. E, por mais óbvio que pareça, não é. Tirar as pessoas da pobreza é o que gera dinheiro para tExistem histórias nunca provadas sobre Flávio Bolsonaro, e existe a história que Flávio Bolsonaro está escrevendo em uma página nova, em branco, na sua carreira política.odos e faz girar a economia. Assistencialismo não acaba com a pobreza, não gera riqueza, muito menos dignidade. O jeito que Lula faz só mantém a pobreza. Sustenta um sistema que garante o voto, não a elevação social.
O Brasil não precisa só de geração de empregos para sair da pobreza. Precisa de um sistema tributário que permita que as pessoas sejam melhor remuneradas pelo que fazem, o que seria resolvido com mais simplicidade se acabassem com a CLT e possibilitassem que as pessoas negociassem livremente suas remunerações, sua carga horária, sua jornada de trabalho e tivessem a obrigação de fazer uma previdência privada numa empresa da sua escolha.
Outra diferença significativa é que, no governo Bolsonaro, apesar das infinitas tentativas de colar nele escândalos de corrupção que nunca aconteceram, nunca provaram absolutamente nada. E, curiosamente, está preso por um crime que não cometeu porque nunca aconteceu.
Em Lula, o escândalo se cola sozinho, sem precisar da imprensa para alardear e do Judiciário para atrapalhar. Ele está solto, livre de pagar pelos crimes que cometeu, e precisou de um crime para sair da cadeia. Só se sustenta com o apoio irrestrito dos criminosos que o soltaram, além dos parceiros de crime de sempre — e que continuam a cometer crimes.
Existem histórias nunca provadas sobre Flávio Bolsonaro, e existe a história que Flávio Bolsonaro está escrevendo em uma página nova, em branco, na sua carreira política.
Existem histórias provadas sobre Lula e existe o histórico de Lula de 3 mandatos, abarrotados de escândalos de corrupção, enriquecimento ilícito, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, condenação criminal, 580 dias de cadeia e uma capacidade inimitável de mentir sem ficar vermelho.
Portanto, falo com tranquilidade que o pior dos Bolsonaros é melhor para o Brasil do que Lula 1, 2 e 3 juntos. Com 18 anos de governo, entre Lula e Dilma, não se trata nem de ser apenas melhor do que um governo do PT.
É praticamente impossível conseguir ser pior do que um governo do PT.