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Opinião JAIR BOLSONARO

BOLSONARO - CULPADO POR EXISTIR

Eles não têm como ignorar sua existência e o efeito que ela causou, e causa

05/07/2024 às 17h36 Atualizada em 05/07/2024 às 17h53
Por: Hermínio Naddeo Fonte: Opinião
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Agência Brasileira de Notícias
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A bomba atômica foi usada apenas duas vezes com a finalidade para a qual foi criada. Dizimou Hiroshima e Nagasaki, demonstrando na prática sua letalidade. De lá para cá, foram testes e mais testes, aprimorando cada vez mais sua capacidade destrutiva, fazendo da sua existência o real problema, e do medo uma ameaça maior do que o seu uso.

Para a esquerda brasileira Jair Bolsonaro é uma bomba atômica. Na sequência da Lava Jato, bastou um único mandato de 4 anos, com uma pandemia durante 2 anos, para dizimar tudo o que a esquerda levou mais de 50 anos para construir, especialmente a imagem de quem esteve conduzindo e consolidando o que foi construído. Tal qual a bomba atômica, o efeito deletério causado por Bolsonaro, tornou o campo político um território improdutivo para a esquerda, no qual a plantação de narrativas e a produção de factoides ficou impossível. Uma enorme porção da população brasileira foi contaminada pelo maior adversário da esquerda, a verdade.

Se Bolsonaro tem, de fato, culpa de alguma coisa, ele é culpado por ter chegado à presidência da república. Mas, sua maior culpa, é a de continuar existindo, e já está mais do que comprovado que a esquerda, o globalismo e o banditismo, reinantes no Brasil, não sabem o que fazer com isso. Eles não têm como ignorar sua existência e o efeito que ela causou, e causa, no país, e não têm a menor ideia de como eliminá-lo do cenário. Cassaram seus direitos políticos, o caçam diuturnamente, mas não conseguem cassar - nem caçar - sua representatividade diante do legado que, em tão pouco tempo, ele deixou.

Existe, porém, algo muito mais significativo que precisa ser pensado e apreciado. Fora do governo há um ano e meio, a existência de Bolsonaro já não revela mais nada sobre ele especificamente, mas é um comparativo permanente que revela o quão podre é Dilmo, tudo e todos que o cercam. Bolsonaro não precisa fazer nada, falar nada, nem mesmo aparecer. O medo da sua existência faz com que Dilmo cuide de mantê-lo em evidência a cada vez que abre a boca, porque, contraditoriamente, precisa de Bolsonaro para tentar justificar sua própria existência.

O mais novo indiciamento de Bolsonaro cumpre rigorosamente com o que eu disse no artigo “A força do Bolsonarismo”, a necessidade de transformar o ex-presidente em bandido para igualá-lo a Dilmo, já que é impossível criar uma imagem de honesto para Dilmo, o que, sabida e comprovadamente, ele não é.

Assim sendo, a única alternativa que essa gente consegue enxergar, felizmente, burra, por sinal, é forçar a ideia de que Bolsonaro é tão bandido quanto Dilmo. E quanto mais insistem nesta tática, mais revelam sobre eles mesmos; e, para o país, o melhor que fazem é continuar batendo nesta tecla, pois só quem sai fortalecido nisso é o próprio Bolsonaro. Lembra daquele ditado que diz que quando Paulo fala de Pedro diz mais sobre Paulo do que sobre Pedro? É isso.

Li um artigo muito interessante na Gazeta do Povo, cujo título é “Pessoas que querem criminalizar desinformação acreditam que os outros são mais crédulos”. Em resumo (recomendo a leitura), a tese, baseada em pesquisas, determina que as pessoas se acham mais espertas que as outras quando interpretam uma informação, acreditando que as outras não terão a mesma capacidade de interpretar corretamente o conteúdo que estão lendo ou recebendo via redes sociais. E esta é exatamente a interpretação que a esquerda tem em relação ao povo brasileiro. Eles entendem que, falando que Bolsonaro é bandido, as pessoas acreditarão, subjugando a real capacidade que elas têm de interpretar corretamente os fatos.

Contudo, os resultados produzidos por esta gestão Dilmo, somados à desgraça de 3 mandatos e meio de PT - que terminou com a maior recessão da nossa história e no impeachment de Dilma em 2016 - impedem que as narrativas esquerdistas ganhem corpo, mesmo com toda a ajuda que a imprensa e o STF possam dar. E não podemos esquecer de tudo o que foi exposto pela Lava Jato, detalhe por detalhe, cujos métodos estão sendo perceptivelmente repetidos, como é o caso da desnecessária licitação para importação de arroz, que só foi abortada porque os indícios de corrupção eram inegáveis e impossíveis de esconder. E não é o único caso.

As sequentes acusações a Bolsonaro, mesmo quando ainda era presidente, sempre foram cortinas de fumaça que desviavam a atenção geral do que verdadeiramente estava sendo feito. E foi assim que Dilmo foi liberado da cadeia e eleito presidente mais uma vez. O atual indiciamento não tem absolutamente nada diferente disso. Estamos vivendo um caos econômico que já levou a gasolina a quase R$ 6,00 o litro e o dólar a bater os R$ 5,70, cortes de investimentos nos programas assistencialistas que o próprio PT sempre usou para ganhar votos, fuga recorde de capital estrangeiro, quedas e perdas gigantescas na Bolsa de Valores, aumento da inflação, e a coisa só não ficou pior ainda pela atuação sensata do Banco Central, que ainda é comandado de forma autônoma como prevê a Constituição Federal.

Entretanto, o auge da derrocada econômica brasileira ainda não chegou ao fim, e a previsão é que isso aconteça ainda este ano. Se não acontecer em 2024, com a indicação de um novo presidente para o Banco Central para 2025, que será indicado por Dilmo, certamente acontecerá. Enquanto isso, para que todos os desmandos e descontroles não fiquem em evidência, Bolsonaro continuará sendo usado pelo sistema para desviar o foco das pessoas, mesmo sabendo que isso não funciona mais e que nem mesmo a imprensa amiga, como disse Daniela Lima da Globonews, consiga continuar escondendo. Não há Miriam Leitão ou contorcionismo retórico que seja capaz de nos mostrar que há um lado bom nisso tudo.

Haverá quem diga que estou dando a Bolsonaro mais importância do que ele realmente tem. E se disser estará errado. Quem fortalece o espectro de mito que o envolve é a própria esquerda, e principalmente o próprio Dilmo, que fala diversas vezes o nome de Bolsonaro cada vez que tem um microfone na mão. A realidade os torna incapazes de denegrir a imagem do ex-presidente, e a persistência em citá-lo revela o tamanho do medo que sentem dele e do que ele representa quando é comparado com Dilmo. Não tem baleia, cartão de vacinação, queimada na Amazônia, gasto com cartão corporativo ou qualquer outra acusação leviana que não possa ser comparada com os crimes reais que fizeram Dilmo, com provas e delações, ser condenado por unanimidade em três instâncias da justiça.

O atual mandato de Dilmo, seja lá qual foi, de fato, a maneira como ele o obteve, já iniciou fadado ao fracasso. Se cercou de fracassados, se escora num sistema de justiça fracassado, num método fracassado de corromper o sistema legislativo, e tem tudo para levar o Brasil a um fracasso retumbante que talvez venha a ser o preço a ser pago para que possamos evoluir como sociedade e fazer – e exigir – mudanças que coloquem o Brasil no caminho para atingir seu potencial no cenário mundial, mas, principalmente, como nação.

Ao contrário dos países que têm bomba atômica, cujos mandatários podem explodir o mundo apertando um único botão, quem pode explodir “nossa bomba atômica” é o povo. E é isso que Dilmo e o STF mais temem, e que, nesse ritmo, pode não estar longe de acontecer.

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Iara Há 2 semanas QuiprocóExcelente amigo querido!
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Hermínio Naddeo
Hermínio Naddeo
Sobre Escritor/Jornalista, mestrado em palpitologia, doutorado em opinologia, pós-doutorado em falastronismo - Registro MT 22619/MG
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