
Após mais de duas décadas de um dos casos criminais mais emblemáticos da Justiça paulista, o condenado pelo assassinato de Fernanda Orfali foi finalmente preso.
O preso é Sérgio Nahas, condenado pelo assassinato da esposa, a estilista Fernanda Orfali, morta com um tiro dentro do apartamento do casal, em Higienópolis, em 2002.
A prisão foi noticiada inicialmente por veículo regional baiano, que optou por divulgar apenas as iniciais do detido. No entanto, a convergência de idade, natureza do crime, origem do mandado e histórico processual não deixa margem razoável para dúvida quanto à identidade.
Em junho de 2025, após sucessivos recursos, o Supremo Tribunal Federal confirmou a condenação de Sérgio Nahas a 8 anos e 2 meses de prisão em regime fechado. Com o trânsito em julgado, o Tribunal de Justiça de São Paulo expediu mandado de prisão definitiva.
Desde então, o processo registrava sucessivas movimentações administrativas indicando a não localização do condenado, incluindo: expedição de mandado de prisão; comunicação a forças policiais; pedido de difusão para captura, inclusive com alertas migratórios.
Até então, não havia confirmação pública do cumprimento do mandado.
A prisão realizada na Bahia encerra esse hiato.
A prisão
De acordo com o registro policial:
Um caso que marcou o Judiciário brasileiro
O assassinato de Fernanda Orfali ocorreu em 14 de setembro de 2002 e atravessou mais de 20 anos de disputas judiciais, incluindo absolvições e anulações, novo julgamento pelo Tribunal do Júri, condenação e recursos em instâncias superiores.
A tese de suicídio sustentada pela defesa foi rejeitada pelo júri popular e pelas cortes superiores, que reconheceram a autoria do homicídio.
O que muda a partir de agora
Com a prisão a condenação deixa de ser apenas formal, inicia-se a fase de execução penal e o Estado cumpre, ainda que tardiamente, a determinação judicial.
Para a família de Fernanda Orfali, não se trata de vingança, mas de cumprimento da lei — um princípio básico de qualquer Estado que se pretenda civilizado.
Responsabilidade com os fatos
Este artigo se apoia em decisões judiciais definitivas, em atos formais do Estado e em notícia de prisão realizada por força policial, ainda que divulgada com iniciais.
Caso haja manifestação oficial da Justiça de São Paulo ou da Secretaria de Segurança Pública confirmando nominalmente a identidade do preso, o texto será atualizado, como manda o bom jornalismo.
Para saber mais sobre o caso, clique no link - https://www.youtube.com/watch?v=ZPluV-pZr9U