
Hoje serei conciso e poupar-vos-ei – prometo!
Direto ao ponto e ao nervo:
Vós não tendes, somente, cinco sentidos.
Na verdade, tendes quinze!
A maioria dos bípedes mortais conhece ou ouviu falar, apenas, dos cinco sentidos físicos: visão, audição, olfato, paladar e tato.
Desconhece que, na realidade, possui, também, cinco sentidos mentais:
— Imaginação (que poder, ilustríssimos, que poder! – um divisor de águas);
— Memória (tão escamoteada e vilipendiada na contemporaneidade, e em todos os resets & loopings civilizacionais);
— Intuição (pujante e preponderante – um divisor de águas²);
— Razão; e
— Força de vontade (a precípua das grandezas – um divisor de águas³).
E, além destes, mais cinco sentidos espirituais comandados pela Consciência – o carro-chefe:
— Clarividência (quando podeis ver ou saber coisas que outras pessoas não conseguem);
— Clariaudiência (quando escutais coisas que outros(as) não escutam);
— Clarisenciência (quando conseguis perceber ou sentir coisas que outras pessoas não conseguem);
— Clariconhecimento (quando, simplesmente, sabeis algo sem que alguém vos tenha dito ou sem que o tenhais visto - o tal portentoso sentido que responde à sempre indigesta pergunta: “E as fontes?”);
— Clariessência (quando podeis cheirar coisas que outros(as) não almejam).
Juntos, os quinze, formam o espectro completo e pleno daquilo que a percepção humana pode e é capaz de alcançar.
Se vós já sentistes que há mais coisas neste mundo além daquilo que é meramente enxergável é porque desenvolvestes, por vós próprios ou estimulados-para, valências além daquelas para as quais fostes ensinados / doutrinados a usar.
Tal despertar e ativação de todos estes sentidos desbloqueará, pois, uma realidade inteiramente nova.
Façai, um dia destes, o seguinte e singelo experimento: antes de dormirdes fechai os olhos e imaginai que segurais um limão.
Cheirai-o, provai-o e sente-lo.
Conseguindo-o estareis a fazer uso de alguns dos tais sentidos mentais e espirituais supra-aludidos ativando-vos e projetando-vos para além do físico e do manifesto…
Tão só mais uma minimalista e despretensiosa contribuição (uma entre tantas outras que por aqui tenho ecoado) para extrairdes a elementar e preciosa ilação:
A de que podereis aceder a todas as revelações, às verdades mais recônditas, desconstruir e extirpar as mais elaboradas narrativas, nefastas ideologias e cavernosos dogmas, viajar no tempo (diluindo passado, presente ou futuro) e, por fim, manifestar a vida que desejais.
P. S.: Posto isto, ainda tereis a audácia e a desfaçatez de confrontar este ecoante andarilho, por tudo o que ele já escreveu e escreve, com a enfadonha interpelação:
— “Quais as fontes”?
Eco