
Família — segundo o dicionário Michaelis — é: “Conjunto de pessoas que vivem sob o mesmo teto, geralmente ligadas por laços de sangue, afetivos ou legais.”
A Constituição Federal de 1988, no art. 226, afirma que “A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.” Note que a Constituição reconhece que a família é base da sociedade e, por este motivo, por sustentar a sociedade, ela merece proteção inclusive como um direito. E se há um direito à proteção da família, isso implica também um dever: o dever de perpetuá-la.
E aqui está a minha provocação: “O que devemos fazer, como indivíduos e como sociedade, para perpetuar o direito à existência das famílias?”
Primeiro precisamos entender qual é o seu papel. A família é o primeiro ambiente de construção da identidade e das virtudes. É onde aprendemos a viver em comunidade, respeitar limites, lidar com erros e frustrações. É onde descobrimos que somos únicos, mas não somos sozinhos.
Ao contrário do que mostra o mundo contemporâneo (que vende a ilusão de que você pode ser "o que quiser”), a família nos ensina que cada um tem um papel. Essa clareza de função traz sentido para todas as áreas da vida humana em todas as fases.
Fora da família, a ausência de identidade vira um problema. Para qualquer novo ambiente, diferente da casa dos pais, ninguém está ali para te ajudar (não queria ser eu a te dizer isso, mas alguém precisa dizer).
Na família, você erra, mas segue compartilhando a mesa, a casa, os afetos e os desafetos. Já fora dela, o erro custa caro: na escola, pode ser uma exclusão, no trabalho, uma demissão e na sociedade, pode ser um cancelamento.
Sem a estrutura familiar forte, vamos vendendo a alma para nos adaptar, buscando aprovação em ambientes que não sustentam nossos fracassos e, por isso, não moldam nosso caráter. Ou se moldam, moldam de forma ruim, com sentimentos ruins, o que chamaríamos de "moldado na força do ódio" e sabemos que isso não dá certo, tem um preço, custa caro individualmente e socialmente.
Só uma família sólida é capaz de formar adultos íntegros.
POR QUE QUEREM ACABAR COM NOSSAS FAMÍLIAS?
No Brasil, a taxa de fecundidade está em 1,57 filhos por mulher — abaixo do nível de reposição populacional, que é de 2,1 filhos por mulher.
Segundo o IBGE, em 2000:
· Católicos: 2,44 filhos por mulher
· Evangélicos: 2,46 filhos por mulher
Apesar de não haver dados específicos para muçulmanos no Brasil, globalmente eles mantêm taxas médias mais altas de natalidade — 3,1 filhos por mulher, enquanto os cristãos registram 2,7 (escala mundial).
Isso significa que, em escala global, a população muçulmana cresce em ritmo acelerado, enquanto a cristã só se mantém.
Mas por que isso importa?
Porque existe, sim, um projeto ideológico e civilizacional que deseja destruir as famílias cristãs — e o Brasil é alvo central.
A Europa já caiu (1,4). A América do Norte (1,6), também. Resta a América Latina, que em termos socioeconômicos é muito pouco relevante sem incluírem o Brasil, ou seja, resta o Cristão brasileiro.
Somos a última grande nação cristã do Ocidente que ainda forma famílias, cultiva valores, acredita na verdade.
É aqui que a cultura de Cristo ainda resiste. E é por isso que querem nos destruir.
Querem atacar nossas famílias porque elas sustentam a verdade, a fé, a liberdade e o amor — os quatro pilares de uma sociedade virtuosa.
Famílias fortes formam filhos livres. Famílias fracas formam súditos para o Estado — e soldados para a tirania.
Para a reconstrução da civilização é necessário a reconstrução da família. E a defesa da nossa liberdade começa dentro de casa.