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O PODER DE EDUARDO BOLSONARO SOBRE DONALD TRUMP

Eduardo um político ultra-giga-mega-poli-foda

Hermínio Naddeo
Por: Hermínio Naddeo Fonte: Opinião
15/08/2025 às 13h13
O PODER DE EDUARDO BOLSONARO SOBRE DONALD TRUMP
Foto montagem

As insistentes declarações de Lula, Haddad, políticos da esquerda, e as incansáveis matérias na imprensa falando do que Eduardo Bolsonaro está fazendo nos EUA, ou, se preferir, sobre como Donald Trump é influenciado e toma decisões a partir do que ele fala, tanto fazem do filho do presidente o ser mais poderoso do planeta, quanto tentam colar em Donald Trump a imagem de um homem influenciável a ponto de sancionar brasileiros e tarifar o Brasil apenas para atender os desejos e pedidos dele.

Para quem faz a mínima ideia do poder que tem um presidente dos Estados Unidos, a narrativa dessa turma é no mínimo risível, sem, no entanto, descartar que ela consegue estimular aquele único neurônio com deficiência cognitiva dos que não sabem absolutamente nada de coisa nenhuma, exceto o dia do pagamento dos auxílios de “ignorância-contínua” pagos mensal e rigorosamente em dia pela Caixa Econômica Federal.

Se a manutenção de factoides é útil para manter a militância ativa, enquanto esconde desse povo a realidade do país, ela é absolutamente inútil e incapaz de interferir nos rumos dos acontecimentos. Aliás, diria que até pelo contrário. O que sai na imprensa aqui chega nos Estados Unidos. Se não diretamente nas mãos de Trump, seguramente nas mãos de seus assessores que filtram e entregam em suas mãos o que ele precisa saber.

Com o conhecimento dos fatos e o contraste com os factoides de que toma conhecimento, tudo deixa Trump ainda mais seguro para tomar as decisões que toma. Sem precisar do que dizem Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, cuja importância neste processo é tão importante quanto à do filho do presidente (aproveito e informo que estou centrando este artigo em Eduardo, apenas porque é nele que os políticos e a imprensa centram suas baterias).

Então, enquanto todo esse aparato político-midiático transforma Eduardo em um ultra-giga-mega-poli-foda em termos de poder político, o contraste no nosso quintal se faz com a cada dia mais exposta fraqueza política e moral dos líderes dos três poderes da república. Um presidente da República tirado da cadeia com condenações em três instâncias por corrupção e lavagem de dinheiro, com favores de ministros do STF cujas carreiras foram construídas e mantidas na base de favores e chantagens, e presidentes do legislativo com passados mais sujos do que pau de galinheiro.

PODRES TRÊS PODERES

É importante salientar e pensar no porquê a escolha de presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal sempre recaem sobre personagens envolvidos em corrupção, oriundos de estados com baixa representatividade eleitoral e participação no PIB, ou meramente pouco representativos na política de seus estados, e, geralmente, pertencentes a partidos políticos com longo histórico de fisiologismo e adesão a tudo o poder faz de ruim nesse país.

Davi Alcolumbre e Hugo Motta são lixos políticos, representantes de estados pequenos e de grupos políticos com envolvimento em praticamente todos os escândalos de corrupção já conhecidos, mesmo antes do fim do regime militar. São capachos, dependentes dos favores do STF, que mantêm seus processos nas gavetas com a constante ameaça de usá-los caso saiam da linha, praticantes de delitos inferiores aos de batedores de carteira quando se compara com o que Donald Trump decide em sua mesa no Salão Oval.

Os presidentes da Câmara e do Senado são reféns do sistema pelos “trocados” que desviam para sustentar seus luxos de emergentes, personagens sem grandeza política ou pessoal, e que jamais terão seus nomes lembrados pela história, com exceção de seus currículos corruptos e subservientes e uma porcaria de uma foto pendurada em algum corredor das casas legislativas. Já Eduardo Bolsonaro, este, sim, está colocando seu nome na história do Brasil e, se tudo se encaminhar para o futuro que nosso país precisa e merece, seu nome será marcado com louvor.

Se o poder do deputado fosse o que todo mundo diz, o Estado brasileiro estaria sancionado na totalidade, de tal maneira que nem a China e nem a Rússia o acolheriam ou protegeriam do desprezo que o mundo civilizado teria pela nossa nação. Respeito, já não há mais. O mundo inteiro já tem conhecimento de que somos um país que viola os direitos humanos, sua própria Constituição, e ainda invade a soberania de outro país, como fez Moraes com relação aos Estados Unidos.

Por fim, quando vejo matérias acusando a influência de Eduardo Bolsonaro sobre Donald Trump, até torço para que ela seja do tamanho ou até maior do que pregam, o que seria um grande voto de esperança de que as coisas por aqui possam retomar o rumo da constitucionalidade e da retomada da decência política e moral que tanto precisamos.

Estou no aguardo da notícia cuja imagem ilustra este artigo, pois, pelo poder dado a Eduardo Bolsonaro, só está faltando mesmo Trump entregar a ele as maletas e os códigos capazes de lançar mísseis nucleares e decretar a Terceira Guerra Mundial.

Dá-lhe Eduardo!

 

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Hermínio Naddeo
Hermínio Naddeo
Escritor/Jornalista, mestrado em palpitologia, doutorado em opinologia, pós-doutorado em falastronismo.

Administrador, publicitário, jornalista, com quase duas décadas de atuação na cobertura política e análise de conjuntura nacional. Especializado em leitura estratégica de cenários, mantém uma linha editorial independente e de viés conservador, com foco em liberdade, soberania e responsabilidade institucional. É colunista do site No Ponto do Fato, onde assina artigos que aliam crítica firme, ironia pontual e compromisso com a verdade. Registro profissional MT 22619/MG.
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