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FALTA CORAGEM PARA ENCARAR DONALD TRUMP

O efeito pedagógico Volodymyr Zelensky

Hermínio Naddeo
Por: Hermínio Naddeo Fonte: Opinião
29/07/2025 às 13h25 Atualizada em 29/07/2025 às 13h50
FALTA CORAGEM PARA ENCARAR DONALD TRUMP

Quem assistiu ao vivo ou a um dos diversos vídeos que mostraram o diálogo de Donald Trump com Volodymir Zelensky no Salão Oval da Casa Branca, sabe o que estou dizendo. Para quem não assistiu, resumo em uma única frase: Trump esculachou Zelensky ao vivo e o mundo inteiro pode assistir.

O presidente da Ucrânia sentou-se na frente do presidente dos Estados Unidos, cheio de marra. Saiu da Casa Branca com o rabo entre as pernas. Poucas semanas depois, perdoem o termo, “abriu as pernas” e negociou ciente do tamanho que tem diante do homem mais poderoso do planeta. Acima de tudo, o encontro foi pedagógico.

Se autocratas e ditadores tratam Lula como um dos seus, o recebendo com honras de chefe de estado, Donald Trump não fará isso. Certamente o receberá com o respeito que qualquer chefe de uma nação merece, mas nada além do protocolo. Lula e Trump não são da mesma turma, não rezam na mesma cartilha e não compartilham de mesma ideologia e nem das mesmas amizades.

Xingar de nazista, fascista, imperador, oferecer jabuticaba, tudo isso é muito fácil há milhares de quilômetros de distância, protegido pela internet. Cara a cara, a conversa é completamente diferente. Zelensky saiu da conversa com o rabo entre as pernas. Se tiver coragem de encarar Trump, Lula já entraria na conversa com o rabo entre as pernas.

Não é por acaso que Lula até hoje não conversou com Donald Trump. Nem por falta de assunto para tratar com o presidente do segundo maior parceiro comercial do Brasil. Lula sabe que será exposto quando for obrigado a negociar. O que ele faz é apenas adiar este momento, se fosse possível, até para depois das eleições de 2026. Antes disso, “a casa cai”.

A missão dos enviados de Lula para tentar conversar com o governo americano não é para negociar tarifas, mas para tentar quebrar o gelo e diminuir o esculacho, quem sabe até evitar que uma possível audiência não seja pública, para que o vexame fique entre as paredes curvas do Salão Oval e ele possa sair de lá “cantando” vitória. Só que Trump não perderá a oportunidade de colocá-lo em seu lugar – de preferência transmitido ao vivo.

Para haver uma negociação, ela terá que ser feita de presidente para presidente. E quem procura o diálogo é quem está em desvantagem, não o contrário. Posso estar errado, mas duvido que em algum momento Trump vai pegar um telefone e ligar para Lula. Na atual conjuntura, não acredito nem que ele atenderia se Lula ligasse.

Aqui dentro, falando para sua claque amestrada, Lula parece um gigante defensor da soberania nacional. Fora do Brasil, todo mundo sabe que é só mesmo um corrupto que voltou ao poder pelas mãos de um judiciário comprometido, mesmo seus amigos ditadores e autocratas sabem disso – e exploram essa condição, fazendo dele um vassalo de seus interesses. 

O único líder europeu que o recebe com pompas e circunstâncias é Emmanuel Macron – e arrisco dizer que a pedido de Lula. Fora ele, só mesmo os amigos do Foro de São Paulo, cuja representatividade na geopolítica mundial é zero, se não for menos do que isso.

Um verdadeiro líder não vive de bravatas, não se satisfaz com comícios em ambientes controlados, não governa com um microfone em uma mão e uma garrafinha de “aguinha mágica” na outra, não dá vexame quando é convidado para sentar-se à mesa dos adultos, não precisa do judiciário para governar um país.

O Brasil tem um presidente, mas não tem um líder. Defender a soberania nacional é muito mais do que ladrar diante de um cachorro grande protegido por um portão. Líderes não enviam mensageiros para falar no seu lugar quando a economia do seu país está a ponto de sofrer o maior revés de sua história.

A verdadeira liderança dá o exemplo, vai e faz. Lula não vai, porque não sabe fazer.

 

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PEDRO JOSE FONSECAHá 6 meses Rio de JaneiroEXCELENTE MATÉRIA AMIGO. PARABÉNS
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Hermínio Naddeo
Hermínio Naddeo
Escritor/Jornalista, mestrado em palpitologia, doutorado em opinologia, pós-doutorado em falastronismo.

Administrador, publicitário, jornalista, com quase duas décadas de atuação na cobertura política e análise de conjuntura nacional. Especializado em leitura estratégica de cenários, mantém uma linha editorial independente e de viés conservador, com foco em liberdade, soberania e responsabilidade institucional. É colunista do site No Ponto do Fato, onde assina artigos que aliam crítica firme, ironia pontual e compromisso com a verdade. Registro profissional MT 22619/MG.
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