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O BRASIL ESCOLHEU O ADVERSÁRIO ERRADO PARA LUTAR

Encarar os Estados Unidos de frente é uma das coisas mais burras que um país pode fazer

Hermínio Naddeo
Por: Hermínio Naddeo Fonte: Opinião
22/07/2025 às 13h26 Atualizada em 22/07/2025 às 13h45
O BRASIL ESCOLHEU O ADVERSÁRIO ERRADO PARA LUTAR
Foto montagem

Nem todo lutador de Box entra no ringue achando que vai ganhar, principalmente se o oponente tiver um cartel vitorioso de lutas recentes, por nocaute, quando simplesmente desmonta o adversário, nocaute técnico, quando o juiz interrompe a luta para evitar um massacre, ou por pontos, quando se esgotam todos os rounds possíveis e os juízes apontam o vencedor.

De 233 títulos mundiais de pesos pesados disputados ou defendidos por boxeadores norte-americanos, 160 deles foram obtidos por nocaute e 73 ficaram na decisão dos juízes. A maioria dos desafiantes sabia que não ia ganhar a luta. Topou apanhar em troca da “bolsa” (prêmio) que ganharia para perder. Sujeitaram-se a apanhar em troca de bom dinheiro e do prestígio de lutar contra um campeão, o que, de certa forma, os fez saírem vencedores de alguma forma.

Mas o que faz alguém decidir subir num ringue para encarar uma luta que sabe que vai perder, na qual não vai ganhar dinheiro, nem prestígio, e cujo risco de nocaute ou nocaute técnico é quase certo?

Encarar os Estados Unidos de frente é uma das coisas mais burras que um país pode fazer. E não estou falando apenas de republiquetas como o Brasil. As duas maiores potências mundiais, depois dos Estados Unidos, Rússia e China, não encaram. A Europa, que coletivamente é outra potência, não encara. E quem, ao longo da história, cometeu a burrice de encarar, sempre se deu muito mal.

Um bom exemplo é o Japão, que foi nocauteado com duas bombas atômicas no seu quintal. Mais recentemente, temos o caso do Irã, que nem viu de onde o ataque veio. E até bravateiros como Kim Jong Um, que tem bomba atômica, nunca teve coragem de sair da retórica, e fica o tempo todo como cachorro que late atrás do portão.

Não é crível que Alexandre de Moraes e Lula chamaram Donald Trump para a briga pensando na hipótese de ganhar. Uma briga na qual não há chance de ganhar dinheiro, só de perder. Não há prestígio em jogo; o Brasil, nas mãos dessas pessoas, já não tem nenhum, e só pode ganhar mais desprestígio. Tiveram a chance de recuar antes de soar o gongo. Agora é tarde.

O arsenal de golpes já começou a ser desferido de maneira certeira e avassaladora. Os “ganchos” já começaram a acertar o fígado, os “cruzados” já estão acertando os rins, e nosso país está se encaminhando para as cordas, com o perdão pelo trocadilho pronto para começar a levar diretos de direita no meio das fuças.

O mundo não está preocupado com Lula, com Alexandre de Moraes e nem mesmo com o Brasil. Os únicos “amigos” que poderiam ajudá-lo em alguma coisa estão preocupados com suas próprias lutas, e tiveram a inteligência de fugir de uma briga com os Estados Unidos. Estão todos negociando. E o Brasil está sozinho, feito Dom Quixote, brigando com moinhos de vento.

China e Rússia não farão nada pelo Brasil, não há BRICs que nos ajude – muito menos aliança com nanicos esquerdopatas que só estão interessados em posar para fotos e fazer discursos utópicos a fim de tentar recuperar suas popularidades internas que despencam em seus respectivos países.

Xi Jinping, Vladimir Putin e outros líderes mundiais estão apenas esperando nosso nocaute, que, sabem, será benéfico para o comércio que fazem com o Brasil, quando seremos obrigados a negociar com eles tarifas desvantajosas para nossa balança comercial, a fim de dar destino à produção que, até então, era destinada aos norte-americanos. E se nem isso acontecer, Lula e Alexandre de Moraes estarão, eles, nocauteando o Brasil, trazendo o caos – o que, talvez, seja o real propósito.

Só existem três possibilidades depois do caos:

  • A ordem: surge quando há liderança, valores claros e uma reconstrução com base no que se perdeu. É o momento em que instituições se reorganizam, a sociedade busca estabilidade e regras voltam a fazer sentido. É quando o caos ensina limites.

  • A tirania: quando o medo que o caos gerou se transforma em oportunidade para quem deseja controlar. Nesse cenário, a promessa de "salvação" justifica o autoritarismo. A história está cheia de exemplos.

  • Mais caos: se nada foi aprendido, se os mesmos erros são repetidos com novos rostos e discursos, o ciclo recomeça — às vezes pior.

Mas, em resumo, o que vem depois do caos não é automático. É construído. E quem não age, é levado — por quem constrói no lugar dele.

O povo brasileiro não pode mais confiar nas pessoas que estão levando nosso país para a lona. Colocaram-nos em uma briga para perder, como povo, como nação. Se eu tiver que fazer uma aposta sobre o que eles apostam para depois do caos, nas mãos dessas pessoas, só consigo enxergar a tirania.

Ou agimos nós para construir algo diferente, ou seremos levados por quem está construindo no nosso lugar.

 

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AndreHá 6 meses cwbexcelente, muito bem escrito.
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Hermínio Naddeo
Hermínio Naddeo
Escritor/Jornalista, mestrado em palpitologia, doutorado em opinologia, pós-doutorado em falastronismo.

Administrador, publicitário, jornalista, com quase duas décadas de atuação na cobertura política e análise de conjuntura nacional. Especializado em leitura estratégica de cenários, mantém uma linha editorial independente e de viés conservador, com foco em liberdade, soberania e responsabilidade institucional. É colunista do site No Ponto do Fato, onde assina artigos que aliam crítica firme, ironia pontual e compromisso com a verdade. Registro profissional MT 22619/MG.
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