
A Justiça suspendeu uma lei em Caraguatatuba (SP) que permitia empresas patrocinarem uniformes escolares em troca de logotipos nas peças. A decisão atende a uma ação do PSOL, que alega que a medida promove a “comercialização” da educação pública. A lei, aprovada pela câmara municipal, visava reduzir custos para o município, que gasta milhões anualmente com uniformes. Empresas locais se comprometeram a fornecer materiais de qualidade, mas o PSOL argumenta que a prática fere a neutralidade educacional.
A suspensão frustra uma iniciativa que poderia servir de modelo para outras cidades, aliviando orçamentos públicos. Esse caso reflete a resistência de setores progressistas a parcerias público-privadas, mesmo quando beneficiam a população. A decisão é um exemplo da ideologia atrapalhando soluções práticas, enquanto pais e professores lamentam a perda de uma alternativa viável. A prefeitura de Caraguatatuba planeja recorrer, mas o precedente preocupa outros municípios.