
Luiz Inácio Lula da Silva já foi o “queridinho” global, aquele que Barack Obama chamou de “o político mais popular da Terra”. Hoje, em 2025, o brilho sumiu.
A aprovação do presidente afundou ao pior nível dos seus três mandatos, segundo a PBS News, e não é difícil entender por quê. Uma inflação de alimentos que corrói o bolso, uma confusão com o PIX que o governo transformou em teatro e um povo que, entre a geladeira vazia e a desconfiança, parece ter enxergado o jogo.
Inflação de 8%: O Prato que Virou Luxo
O IBGE não deixa mentir - a inflação de alimentos em 2024 bateu 7,69%, bem acima da média geral de 4,83%, estourando o teto da meta do Conselho Monetário Nacional. Carne, arroz e feijão — o básico do brasileiro — viraram sonho distante, especialmente no Nordeste, onde Lula sempre teve apoio.
Economistas da FGV – Fundação Getúlio Vargas - alertam que isso pesa direto no dia a dia, mas o governo prefere se gabar do PIB a 3,4% e do desemprego a 6,2%. Só que emprego não enche prato quando o salário evapora na feira.
A Bloomberg mostrou que 75% dos brasileiros sentem o dinheiro sumir, e 57% culpam o Planalto. Um presente indigesto para quem prometeu fartura.
PIX: A Verdade que o Governo Quis Esconder
E aí entra o PIX, o herói das transações rápidas que o governo resolveu usar como isca.
Em janeiro de 2025, a Receita Federal lançou a Instrução Normativa 2.219/2024, exigindo que bancos informassem movimentações acima de R$ 5 mil por mês. Não era para caçar sonegadores graúdos, como o discurso oficial tentou vender, mas para apertar quem circula esse valor na conta sem declarar lucro real equivalente — pense no MEI que fatura R$ 6 mil ou no informal que vive de bicos. A ideia? Cobrar Imposto de Renda de quem, na prática, mal tem renda tributável para justificar tanto movimento. Nikolas Ferreira, da oposição, jogou luz no caso num vídeo viral no Instagram: “Se você fatura R$ 6 mil e não declara tudo, o Leão vem atrás.”
Não era “taxa no PIX”, mas um jeito de fisgar os pequenos na malha fina. O governo, porém, viu aí uma chance de se fazer de vítima. Fernando Haddad subiu no palanque pra desmentir uma “taxa” que ninguém tinha dito exixtir, gritando “fake news” pra todo lado.
A Receita recuou da norma rapidinho, em 15 de janeiro, segundo a BBC Brasil, mas não antes de o estrago na imagem de Lula se instalar. O que Haddad não contou é que a medida nunca foi sobre crimes financeiros de elite, mas sobre espremer imposto dos mais pobres que, entre PIX e cartão, tentam sobreviver sem cair na burocracia fiscal.
Um economista da USP disse à PBS News que esse foi o primeiro golpe sério na popularidade de Lula — e com motivo. O Planalto quis ludibriar a sociedade carente, vendendo o recuo como vitória contra a oposição, mas o cheiro de oportunismo ficou no ar.
Num Palanque que Desmorona, Lula ainda tenta emplacar promessas.
Lançou um plano pra isentar de IR quem ganha até R$ 5 mil, com Haddad jurando que é “fiscalmente neutro” (Reuters). O mercado não comprou, e o povo, menos ainda. O Datafolha, via Folha de S.Paulo, cravou a aprovação em 24% no começo do ano, pior marca da história dele, enquanto a Quaest mostra 38% de rejeição contra 29% de apoio.
Bolsonaro, mesmo inelegível, ronda empatado num segundo turno fictício, segundo a Quaest.
A G1 listou os “oito pontos” da queda: inflação, PIX, comunicação confusa e uma oposição que sabe onde apertar.
E Agora, Presidente?
Com a inflação de alimentos a 8% (IBGE), o PIX virando armadilha para os mais pobres e a aprovação no chão, Lula patina num 2025 que não promete alento.
O governo pode culpar o clima ou os “bolsonaristas do WhatsApp”, mas a verdade é que quis usar o PIX para engordar os cofres às custas de quem mal tem margem para respirar. O recuo foi só maquiagem para acalmar os ânimos, mas o brasileiro comum já sacou que entre promessas e realidade, o prato vazio fala mais alto.
Será que o mestre das viradas tem como virar esse jogo? Por ora, o palco está mais pra plateia vaiando.