
Metade do Brasil não tem um centavo guardado. Metade do Brasil sabe que basta uma conta de hospital, um pneu furado ou um aviso de demissão para o mundo desabar. Mas o governo chama isso de “reconstrução”.
52% dos brasileiros não possuem reserva de emergência. 54% terminam o mês no vermelho. 75% não conseguiriam pagar uma despesa inesperada de dez mil reais. 67% não aguentariam três meses sem salário. 84% já atrasaram contas ou entraram no Serasa nos últimos doze meses.
Isso não é estatística. É confissão de fracasso assinada em letras garrafais por quem prometeu “Brasil fora do mapa da fome” e entregou Brasil de volta ao mapa da fome e da miséria financeira.
O mesmo governo que despejou duzentos bilhões em bondades eleitorais em 2024 agora assiste impassível enquanto a inflação devora o salário antes do dia 10. O mesmo governo que se vangloria de “emprego histórico” esconde que quatro em cada dez trabalhadores estão na informalidade, sem carteira, sem FGTS, sem amanhã. O mesmo governo que anuncia “crescimento” entrega à população uma inflação que 89% sentem no bolso e um desemprego que, para quem perde o emprego, é sempre 100%.
E a cereja do bolo: o governo que gasta bilhões para manter estatais quebradas acha desnecessário ensinar nas escolas o que é juros compostos. O governo que distribui emendas como quem joga confete acha que poupança é coisa de rico. O governo que se diz “do povo” conseguiu a façanha de deixar metade desse povo sem um real para o dia da tragédia.
E o mais cínico: eles sabem. Sabem e comemoram. Porque um povo sem reserva é um povo que aplaude migalha. Um povo endividado é um povo que não reclama. Um povo que vive um dia de cada vez é um povo que aceita qualquer promessa.
Mas em 2026 essas famílias vão lembrar. Vão lembrar de cada conta atrasada, de cada noite sem dormir, de cada sonho adiado por falta de cinco reais. E quando chegarem à urna com a memória viva do que passaram, vão cobrar na única moeda que o governo não controla: o voto.
Porque quem não tem nada a perder tem tudo para cobrar.
E, para encerrar, lembro do hino riograndense - "povo que não tem virtude, acaba por ser escravo" - sim, da ignorância, que vem sendo imposta pela esquerda, há muito tempo, com o objetivo que de os cidadãos percam suas referências históricas, percam sua capacidade de análise. Sem conhecimento, não há consciência cidadã, não há responsabilidade.
Um povo sem consciência, delega aos outros as decisões que afetam diretamente suas vidas, e sequer tomam conhecimento.
Lamentável realidade ...
No Ponto do Fato – Verdade que dói, verdade que liberta.