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O QUE É QUE ESSE HOMEM TEM QUE INCOMODA TANTA GENTE?

Da caserna ao tribunal

Sérgio Júnior
Por: Sérgio Júnior
25/03/2025 às 20h06 Atualizada em 25/03/2025 às 20h30
O QUE É QUE ESSE HOMEM TEM QUE INCOMODA TANTA GENTE?

O QUE É QUE ESSE HOMEM TEM QUE INCOMODA TANTA GENTE ?

Jair Messias Bolsonaro é um nome que ainda ressoa como uma placa tectônica "desnivelada" que provocou grandes terremotos nos alicerces de um Brasil que, por décadas, se acostumou ao jugo da corrupção. Ele é um enigma que desafia os poderosos, mas que o povo decifra facilmente: sinceridade. 

Mas, antes de chegar à Presidência, ele já era uma voz incômoda: durante 28 anos, falou quase sozinho no Congresso Nacional, apontando o dedo para os conchavos que ninguém queria enxergar. 

E mesmo antes disso, como capitão do Exército, sua postura de protesto contra as injustiças já irritava os que preferiam o silêncio. Mas foi ao assumir o comando do país, entre 2019 e 2022, que Bolsonaro revelou a extensão de seu poder — um poder que não apenas incomodou, mas destruiu as estruturas da corrupção sistemática que sangrava o Brasil. E então, eu pergunto: o que é que esse homem tem que incomoda tanta gente?

Nos quatro anos de seu governo, Bolsonaro enfrentou tempestades que teriam derrubado qualquer um. Veio a pandemia de Covid-19, que paralisou o mundo e consumiu dois anos de seu mandato com pressões inimagináveis. Veio a crise hídrica, que testou os limites da infraestrutura nacional. E, como se não bastasse, os efeitos da guerra entre Rússia e Ucrânia abalaram a economia global, jogando mais peso sobre seus ombros. Mesmo assim, ele não se curvou. Pelo contrário: sufocou o sistema. Desmantelou as engrenagens do crime institucionalizado — o mensalão, o petrolão, os esquemas que enriqueceram os cafetões dos Três Poderes às custas do povo. Deu prejuízos milionários aos que se julgavam intocáveis, cortando o fluxo de propinas e expondo a harmonia podre que sustentava a elite corrupta. Esse foi o seu crime imperdoável: mexer no bolso e no poder de quem mandava no Brasil nas sombras.

E o sistema reagiu. Em 2022, conseguiram tirá-lo do Planalto, mas isso não foi suficiente. Não se contentaram em afastá-lo; querem vingança. 

Querem apagá-lo, esmagá-lo, garantir que ele nunca mais volte a ameaçar seus privilégios. 

Hoje, 25 de março de 2025, no julgamento do STF, Bolsonaro apareceu em pessoa, enfrentando as denúncias da PGR com a mesma coragem de sempre. Seu advogado disse, e com razão, que ele é o homem mais investigado da história do Brasil. 

Centenas de inquéritos, milhares de horas de escrutínio, e o que encontraram? Nada. Nenhuma prova, nenhum vestígio de corrupção. Ainda assim, o cerco continua. Por quê? Porque o que Jair Bolsonaro tem não é só dele — ele multiplicou isso pelo país inteiro.

Durante seu governo, ele plantou sementes que hoje florescem em pequena e larga escala. Acordou um povo que dormia em berço esplêndido, deu voz aos esquecidos, esperança aos descrentes e coragem aos que temiam lutar. 

A mídia, que tentou ridicularizá-lo — como esquecer o CQC com sua fita editada? —, viu-se forçada a reconhecer seu impacto. A classe política, acostumada a negociatas, tremeu diante de um líder que não se vendia. Os criminosos de colarinho branco sentiram o chão ruir. E agora, até o setor judiciário, que demonstra muitos sinais de parcialidade e corrupção, parece empenhado em apagar a chama de liberdade que ele acendeu. Mas o que é que esse homem tem que incomoda tanta gente?

Talvez a resposta esteja na essência do que ele representa. Bolsonaro não é apenas um homem; é um elã, uma força que transcende o indivíduo. Ele mostrou que é possível desafiar o sistema, que a corrupção não é invencível, que um líder pode governar para o povo e não para os poderosos. E essas sementes que ele plantou — de resistência, de patriotismo, de inconformismo — já criaram raízes profundas. Em cada cidade, em cada bairro, há brasileiros que carregam o que Bolsonaro tem: a determinação de não se calar, de não se curvar, de lutar por um Brasil livre da podridão. 

Então, eu pergunto mais uma vez: o que é que esse homem tem que incomoda tanta gente? É a coragem de ser uma pedra no sapato dos corruptos, um espelho que reflete suas falhas, uma chama que não conseguem apagar. O sistema pode persegui-lo, julgá-lo, tentar destruí-lo, mas o que Jair Bolsonaro tem já está espalhado, multiplicado, vivo no coração de milhões. E isso, para os que vivem das trevas do poder, é o maior dos pesadelos.

O que é extraordinário é que, independentemente do que façam com ele, essa luz não se apaga — ela brilha mais forte em cada um de nós. Bolsonaro segue sendo esse farol, esse grito, esse símbolo de um Brasil que não se rende, porque o que ele tem não é só dele: é nosso. Ele nos ensinou a ousadia de sermos livres, a força de sermos corajosos num mundo que exige subserviência dos fracos. Agora, cabe a nós, povo brasileiro, regar essas sementes que ele plantou. Ergam-se, falem alto, sejam a chama que ilumina o caminho. Porque o que Jair Bolsonaro tem já está em cada um de nós — e juntos, com essa coragem, podemos construir o Brasil que sonhamos, um Brasil de verdade, de liberdade e de esperança. 

 

Sérgio Júnior 

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Sérgio Junior
Sérgio Junior
Sérgio Júnior é um escritor e pensador brasileiro, graduado em artes da teologia, membro n°23 da Academia Internacional de Literatura Brasileira de NY (AILB).
Um romancista ficcional, analista de cenários sociais, poeta e filósofo.
Em 2021 e 2022, disputou os prêmios de destaque literário pela Focus Brasil na AILB, idealizado por Nereide Lima e na premiação "Melhor do Brasil na Europa ", pela revista "High Profile Magazine" na Inglaterra, por causa do sucesso do livro "Eu no seu funeral" lançado pela CRV editora no Paraná.

Recentemente, Sérgio Júnior tem sido notícia em vários portais na internet , por seu livro " O SEGREDO DOS NEGROS VENCEDORES " lançado em 2023.

Site do autor na Amazon.

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