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AS OABs, INCLUSIVE A DO RS, SÃO OS GRANDES MUDOS DA ATUAL TRAGÉDIA POLÍTICA NO BRASIL

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Polibio Braga
Por: Polibio Braga
24/11/2024 às 13h29
AS OABs, INCLUSIVE A DO RS, SÃO OS GRANDES MUDOS DA ATUAL TRAGÉDIA POLÍTICA NO BRASIL

O mais assombroso ocorrido durante todo o processo eleitoral que envolveu quase 100 mil advogados do RS, foi a ausência de qualquer debate de verdade sobre a crise institucional brasileira atual, marcada justamente pela usurpação dos Poderes da República por parte da mais Alta Corte do País, o STF, que a todo momento fere de morte os mais caros fundamentos da democracia, inclusive enxovalhando toda a atividade jurisdicional, o que inclui seus atores.

 

A oposição só conseguiu se organizar pela esquerda e ela é conivente com o atual estado de coisas.

A oposição de verdade, que poderia ampliar o escopo de defesa corporativa exercido como discurso único da direção que se reelegeu, não teve alternativa a não ser votar em Leonardo Lamachia, não votar ou votar em branco. 

Os advogados brasileiros representados pelas suas entidades, são os grandes ausentes na atual quadra de impasse institucional e político por que passa o Brasil.

São os grandes mudos, quando não os personagens mais coniventes com os agentes do mal que impõem o atual estágio da democracia fraturada brasileira.

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Políbio Braga
Políbio Braga
Políbio Braga faz jornalismo desde os 17 anos de idade. Com esta idade, também fez militância estudantil e foi presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas entre 1962 e 1963. Mais tarde, a partir dos 40 anos, também exerceu atividade no setor público e foi secretário da Indústria e Comércio e da Fazenda de Porto Alegre, além de secretário de Relações Internacionais e chefe da Casa Civil do governo do estado do Rio Grande do Sul. Foi preso duas vezes durante o regime militar brasileiro, em 1962 e 1972. Publicou um livro sobre esta experiência, chamado Ahú, diário de uma prisão política. Outros livros publicados: "Herança Maldita, os 16 anos do PT em Porto Alegre" e "Cabo de Guerra. Trabalhou nos jornais Diário Catarinense, Correio da Manhã, Última Hora, Gazeta Mercantil, Zero Hora, Correio do Povo e Jornal do Comércio, e nas revistas nas Veja e Exame. Também apresentou e participou de programas de televisão na RBS, Band, TV Pampa e TV Guaíba além de programas de rádio.
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