
“Não é sobre o nome do candidato, é sobre sobrevivência”
https://x.com/SergioJrOfGod1/status/2112313316169187667
O escritor baiano Sérgio Júnior, natural da periferia de Salvador (bairro de Periperi), voltou a chamar atenção ao defender o pragmatismo como critério central nas eleições presidenciais de 2026. Em vídeo publicado em suas redes sociais, ele afirma de forma direta: “Pragmático: não é sobre o nome do candidato, é sobre sobrevivência”. A declaração surpreende especialmente seus conterrâneos na Bahia — estado historicamente forte do PT —, onde o autor se posiciona de maneira prática em meio à disputa do segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Sérgio Júnior foi recentemente premiado no Best of Brazil Global Awards 2026, em cerimônia no Museu da Estátua da Liberdade, em Nova York. O reconhecimento veio pelo impacto social de sua literatura (mais de 30 obras publicadas no Brasil e no exterior) e pelo Projeto Moçambique, iniciativa de intercâmbio cultural e assistência. Membro da Academia Internacional de Letras Brasileiras (AILB), autor de títulos como *O Segredo dos Negros Vencedores*, *Ato e Potência: Bolsonaro – Um Homem Contra um Sistema* e *O Pacificador: 300 Dias para Unir uma Nação*, ele já havia escrito sobre a necessidade de pacificação e unidade em torno de Flávio Bolsonaro como figura capaz de reduzir tensões e oferecer governabilidade.
O argumento do vídeo ganha força no cenário atual. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro surpreendeu ao liderar com cerca de 47% dos votos válidos contra 45% de Lula. Pesquisas recentes do segundo turno mostram disputa apertada, com o senador frequentemente à frente ou em empate técnico nos votos válidos — por exemplo, PoderData/Aya (52% a 48%) e AtlasIntel/Bloomberg (51,1% a 48,9%). O mercado financeiro reagiu de forma positiva à performance de Flávio no primeiro turno, interpretando o resultado como sinal de possível mudança de ciclo.

O próprio Flávio tem adotado um discurso de pragmatismo. Em reuniões com aliados, prometeu “pragmatismo nas relações exteriores”, afirmando que o Brasil não escolherá lados ideológicos e priorizará interesses nacionais, buscando cooperação com democracias desenvolvidas sem isolamento. Ele se comprometeu a respeitar o resultado das urnas, defendeu o fim da reeleição (com efeito já para seu eventual mandato) e construiu alianças amplas com o Centrão e ex-rivais (como Ronaldo Caiado), visando governabilidade e a derrota do petismo. Aliados relatam que o apelo ao “voto útil” tem funcionado para consolidar esse bloco de mudança.
Na Bahia, o contraste é evidente: Lula venceu amplamente no primeiro turno no estado (cerca de 66% contra 28% de Flávio) e o PT reelegeu Jerônimo Rodrigues governador no primeiro turno. Um escritor local premiado internacionalmente, com origem na periferia soteropolitana e trajetória ligada a temas de empoderamento e fé, defender o pragmatismo — na prática, a opção de sobrevivência econômica, institucional e de segurança via alternativa ao atual governo — realmente destoa do ambiente local. O posicionamento de Sérgio Júnior ecoa a ideia de que, em um país polarizado e com desafios concretos (fiscalidade, segurança, crescimento), a escolha deve priorizar resultados e a preservação do projeto de mudança, acima de nomes ou lealdades cegas.
O vídeo, que termina com a imagem de Flávio Bolsonaro, reforça a mensagem de que a eleição de 25 de outubro é menos sobre personalidades e mais sobre a capacidade de o país seguir adiante. Em um contexto em que o Congresso saiu mais à direita e as pesquisas nacionais mostram Flávio competitivo, o apelo à sobrevivência pragmática encontra eco em eleitores que buscam governabilidade e ruptura com o ciclo petista.