
É comum ouvir de quem está começando a organizar a vida financeira a seguinte objeção: "Vou esperar sobrar mais dinheiro para começar a investir". Esse é o erro mais caro que alguém pode cometer na jornada da construção de patrimônio. A matemática dos juros compostos não se importa com a magnitude do aporte inicial; ela se importa com o fator tempo. Quanto mais cedo você começa, mais o tempo trabalha a seu favor, transformando pequenas sementes de hoje na sombra que protegerá o seu "eu" do futuro.
Investir não é sobre enriquecer da noite para o dia, é sobre a disciplina de reinvestir o que você ganha. Quando você investe um pequeno valor hoje, os rendimentos desse valor geram novos rendimentos no mês seguinte. Com o passar dos anos, essa bola de neve cresce de forma exponencial.
Se você adia o início dos investimentos por cinco ou dez anos esperando um salário maior, você está jogando fora a parte mais produtiva do processo: o tempo de maturação. O montante que você deixa de investir agora não custa apenas o valor nominal; ele custa todo o poder de multiplicação que aquele dinheiro teria nas décadas seguintes.
A beleza de começar com pouco é que isso força a criação de um hábito. Quando você investe R$ 100,00 ou R$ 200,00 por mês, você está treinando seu cérebro para priorizar o futuro em detrimento do consumo presente.
Disciplina supera o montante: É muito mais provável que quem aprende a investir com pouco mantenha a constância ao ganhar muito, do que aquele que espera ter muito para começar.
Proteção contra a inflação: O dinheiro parado em conta corrente perde valor de compra todos os dias. Investir, mesmo que pouco, é a única forma de garantir que seu poder de compra não seja corroído pelo tempo.
Consciência financeira: O investidor ativo torna-se naturalmente mais cuidadoso com seus gastos, pois entende o custo de oportunidade de cada real desperdiçado.
Daqui a 20 ou 30 anos, você não vai se arrepender de ter economizado em pequenos luxos para investir. Você vai se arrepender de não ter começado mais cedo. O seu "eu" do futuro está contando com a responsabilidade que você assume hoje. Investir não é sobre privação; é sobre garantir que, no futuro, você tenha a liberdade de escolha que a maioria das pessoas não terá.
Por: Prof. Sílvio Levada
Administrador, contador e especialista em finanças. Criador do método “Como Sair das Dívidas e Conquistar Paz e Tranquilidade”, atua nos canais Prof. Sílvio Levada | Finanças & Afins, Notícias do Brasil e do Mundo, e Jornal Bunker Oficial