
Adão = Átomo masculino (próton)
Eva (é Lilith, mas "tá valendo"!) = Átomo feminino (elétron)
A serpente = Energia
A árvore = coluna vertebral
O fruto = Consciência
A Árvore da Vida não é algo exterior a vós.
É a vossa coluna vertebral — o eixo central do vosso Ser; o pilar por onde flui a energia entre a “terra” (corpo) e o “céu” (mente).
Na vossa base espinal repousa a serpente — a energia Kundalini.
Adormecida, espiralizada, à espera…
Não para vos tentar, mas para vos fazer despertar…
Eva (Lilith, mas tudo bem!) representa o Divino Feminino — intuição, emoção, criação, conhecimento interior.
Adão representa o Divino Masculino — estrutura, consciência, direção, ação.
Não são dois seres separados; são duas forças dentro de vós.
Quando divididas, experimentareis conflito.
Quando unidas, experimentareis harmonia.
E nesta harmonia o paraíso não é encontrado — é recordado; imaginado, vivenciado!
O fruto, esse, nunca teve que ver com “desobediência”.
Ele representa o momento em que a consciência se torna senciente de si mesma. O momento em que passais da existência inconsciente para a intuitiva, clarividente e epifânica.
“Comer” da árvore é conhecer-vo-los — não apenas como um corpo,
mas como consciência experimentando a forma.
Como algo infinito e temporariamente expresso através do elemento físico.
A ideia de “conhecimento proibido” nada tem que ver com “castigo”.
Tem que ver com o “momento certo” — porque o despertar dissolve as ilusões e nem todos estão prontos para ver além delas…
A serpente não é a inimiga.
Ela é a força da transformação.
O que é mal interpretado como “engano” é, na verdade, “iniciação”.
A “queda” não foi um fracasso — foi uma “descida; uma despromoção”.
Um movimento em direção à densidade e à circunscrição da matéria para que a consciência pudesse experimentar limitação, forma, contraste e crescimento.
E o “regresso” não se trata de ir para outro lugar…
Trata-se de ascenderes, de novo, à consciência enquanto ainda estais aqui.
Quando a energia dentro de vós começa a elevar-se o ruído da mente suaviza-se, o coração expande-se e a ilusão da separação começa a dissolver-se.
Começais a sentir algo mais profundo — uma tranquila certeza de que não estais separados da vida; que sois uma expressão dela.
O vosso corpo é a árvore.
A vossa energia é a corrente que o atravessa.
Já vossa consciência é o fruto — o ponto em que a experiência se torna compreensão interior.
Tudo sempre esteve dentro de vós.
Não estais tornando-vos divinos.
Estais lembrando-vos de que o sois…
***
Desde sempre a humanidade tem sido condicionada a acreditar que a realidade é, predominantemente, material – a esmagadora maioria, tola e alienada, acha que o é única e exclusivamente.
Que o que se pode tocar é que é real.
Que o que se pode medir é que é verdade.
Que o que se pode possuir é que é poder.
E assim construiu a vida em torno de objetos, estatuto, aparência, acumulação e controlo.
Mas há pessoas que conseguem senti-lo e enxergá-lo…
Que onde a matéria parece primordial a energia “rouba a cena” e se torna impossível de ignorar e contornar.
Não “energia” como “moda ou tendência”.
Não como um slogan em vão.
Não porque é bonito falar nela.
Mas como uma experiência direta e vívida!
Certas e determinadas pessoas percebem que dois quartos podem parecer idênticos e ter sensações completamente diferentes experienciando tais espaços.
Duas pessoas podem dizer as mesmas palavras, mas transmitir energias completamente distintas através delas.
Duas oportunidades podem parecer iguais no papel, mas uma expande-te e a outra te esgota…
Isto porque a vida não responde apenas à forma visível.
Ela responde à frequência subjacente à forma.
E esta é a grande mudança a operar: começais a compreender que o que urde, move e dá substrato à realidade não é o físico.
É o vibracional, emocional, mental, relacional e espiritual.
O dinheiro tem energia.
As casas têm energia.
As palavras têm energia.
A comida tem energia.
A música tem energia.
A atenção tem energia.
Até o silêncio tem energia.
E ao aperceber-vos disto já não conseguis viver mecanicamente na matéria.
Notareis que algumas pessoas são materialmente ricas, mas energeticamente falhas e totalmente falidas.
Notareis que alguns espaços são maravilhosos e sumptuosamente concebidos, mas interiormente mortos.
Dar-te eis conta que alguns relacionamentos parecem perfeitos por fora, mas são pesados, falsos e desligados de qualquer sistema emocional…
A humanidade carece de ressonância.
Verdade.
Coerência.
Integridade.
Presença.
Vitalidade.
A real riqueza não é apenas aquilo que possuis.
É o que podeis e conseguireis emanar.
Conseguis entrar numa sala e trazer paz?
A vossa presença consegue regular em vez de perturbar?
Vossas palavras conseguem transmitir vida em vez de caos ou distorção?
O que fazeis e produzis consegue transmitir alma e não apenas estratégia, ganhos ou dividendos?
O vosso corpo consegue sustentar a luz sem sucumbir ao stress, ao ego ou ao desempenho?
O futuro pertencerá àqueles que compreendem o campo antes da forma.
Isto não significa que o mundo material desapareça.
Significa que o mundo material não é, de todo, a camada mais profunda.
A matéria é, somente, expressão.
A energia é a causa.
E isso muda tudo, não é verdade?
Muda a forma como escolhereis as amizades e as(os) parceiras(os).
Como construíreis negócios.
Como educareis os filhos.
Como curareis traumas.
Como criareis arte.
Como liderareis.
Como orareis.
Como comunicareis.
Como vivereis.
Porque quando a energia se torna primordial a força aplicada à fisicalidade deixará de ser a resposta.
Deixareis de tentar manipular os resultados apenas de fora para dentro.
Começareis a cuidar da arquitetura invisível que sustenta vossas vidas.
O vosso estado.
A vossa intenção.
A vossa pureza e pujança emocional.
O vosso alinhamento.
As vossas contradições internas.
Os vossos motivos ocultos.
A vossa capacidade de acolher a verdade.
Não estareis, assim, e apenas, a atualizar uma tecnologia.
Estareis a ser forçados a atualizar vossa percepção.
A expandir intuição e consciência.
As próximas eras e gerações não deverão ser governadas, apenas, por aqueles que saberão construir.
Deverão ser moldadas por aqueles que saberão sintonizar.
Sintonizar vosso sistema nervoso.
Sintonizar vosso coração.
Sintonizar vossa mente.
Sintonizar vossa intenção.
Sintonizar vossa consciência.
Sintonizar vossa alma atrelada e em coerência com o que é real.
Só assim e, derradeiramente, uma longa e vastíssima era de superficialidade, ignorância e sofrimento poder-se-á dissipar.
E uma nova e idílica era frequencial advirá para fazer escola e, sobretudo, boa-venturança.
Eco