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A origem do mal

Onde estamos e para onde estão nos levando

Sérgio Júnior
Por: Sérgio Júnior
11/04/2026 às 10h18 Atualizada em 11/04/2026 às 10h43
A origem do mal

A Origem do Mal : Onde estamos e para onde estamos indo

Eu, particularmente, tenho a perfeita noção que o momento atual do mundo é regido por uma engenharia política e cultural que visa destruir (implodir) a cultura ocidental e sua inegável influência no mundo. A questão é que muitas vezes, esse pensamento pode soar apenas uma teoria da conspiração ou uma resistência infantil ao contraditório. Sobretudo em se tratando de minha formação teológica que pode dar argumentos ao interlocutor de que eu estou fazendo uma apologética defesa da fé cristã.

 

Hoje, recebi com grande alegria, um post de um amigo acadêmico que suscitou o meu pronto interesse. Era uma compilação que ele dividiu em 20 pontos. Usando esses pontos, elaborei esse artigo e, os entrego na esperança de que leiam até o fim. Aqui elaboro como somos intelectualmente conduzidos para um fim desastroso, mas, em virtude de ser algo transmitido com um vernis de solidariedade, empatia e pensamento positivo, nós não percebemos. Segue o artigo:
 
FOUCAULT
Michel Foucault (1926-1984) é considerado um dos grandes ícones da filosofia da diferença, campo conceitual pelo qual a extrema-esquerda utiliza desde os anos 1960 como horizonte metodológico rumo à efetivação do gramsciismo. Resolveram aplicar o reverso de sua teoria para demonstrar que se trata de um discurso perfeitamente aplicável para descortinar tudo aquilo que a esquerda é, materializa e acusa os seus adversários políticos de fazer.
Em linhas gerais, aquilo que Michel Foucault (2010) chama de “sujeição de saberes”, ao analisar o nascedouro das instituições ocidentais em sua forma organizativa, engendra uma gama de normativas que extrapolam a produção técnica de bens materiais e torna possíveis as ações reguladoras da sociedade, prescrevendo o desenho político e ideológico que orienta a base das relações simbólicas e cotidianas.
Para os defensores destes conceitos, no mundo ocidentalizado a tendência é que haja a massificação de códigos prescritos pelos dispositivos de poder (educação, informação, arte e legislação). Esses códigos levam à incorporação de elementos díspares do modo de organização social da maioria dos indivíduos, pressupondo uma eterna violência institucional contra os menos afortunados.
Segundo esta tese, a estrutura das sociedades erguidas desde a modernidade pelo Ocidente desenha o ethos que determina o modelo de sociabilidade construído verticalmente, com o intuito de uniformizar e universalizar padrões de conduta e estética a serem adotados pelos indivíduos em suas relações cotidianas. Desse modo, as instituições seriam os vetores indispensáveis para o refinamento das informações, moldando o caráter específico de cada conteúdo que cumpre a função organizativa e dá centralidade às normativas que comporão os modelos de socialização. De acordo com a teoria, os porta-vozes da “opressão ocidental” são os homens brancos, “heterossexuais” e masculinos, engendrando três agendas políticas específicas para as “minorias silenciadas”, respectivamente o combate ao racismo, à homofobia e ao machismo.
Foucault (2010) desenvolveu a ideia de “sujeição de saberes” como uma disciplina que se cria com o aparelhamento institucional por supostos “conservadores reacionários”, massificando conhecimentos tornados necessários e incontestáveis para o pleno acesso a esses lugares. A narrativa concebe que estes saberes circulam nos diferentes lugares sociais, mas se matizam e se normatizam especialmente no interior das instituições.
Embora se saiba que Foucault tenha acusado os “direitistas” de serem os principais elaboradores do suposto ethos centralizado que se entranhou nas instituições ocidentais, ele também usa uma estratégia ocultista para se esquivar das possíveis críticas de que o mesmo tenha sido feito pelos comunistas em países controlados por eles.
Astutamente, o autor deixa claro que o poder não emana de uma figura específica, mas se estabelece a partir de um conjunto de normas e “normalizações” que se dão nas relações cotidianas e nas “esferas menores”, ou “inferiores”, onde a força das estruturas ocidentais não atua diretamente.
A artimanha de Foucault foi muito conveniente para que a nova esquerda pudesse acusar o Estado de diversos crimes sem que haja comprovação prática de nenhum deles, apenas por inferências validadas pelo pedigree de quem discursa, e não pelas evidências. Foi pela construção de uma argumentação com altas habilidades verbais que a filosofia “foucaultiana” se estabeleceu canônica entre a militância esquerdista, sobretudo porque ela se funde ao nonsense “deleuziano”. Em ambas, a materialidade de fatos históricos e ações concretas desferidas por sujeitos reais são meros detalhes incômodos.
Na obra Vigiar e Punir, publicada em 1975, Michel Foucault desenvolve a interessante ideia de que os modelos de punição e disciplina se reorientam a partir do século XVIII, deixando de se concentrar essencialmente nos castigos corporais e passando a empreender esforços para cravar a “docilização” dos sujeitos através de uma nova “disciplinaridade”.
Essa disciplinaridade surge justamente com a renovação das instituições e os modelos de sociedade prescritos a partir da modernidade. Foucault (2014) cria a sua teoria baseada nas instituições onde a disciplina é o motor da organização necessária para a obtenção de bons resultados. Ele aponta a escola, o presídio, o sanatório e até, pasme, a família como espaços de docilização dos corpos através de modos de violência que extrapolam o castigo corporal, mas que se estabelecem pela imposição de códigos de sobrevivência, sob a tensão de se fazer aceito, ou tolerado, pelas autoridades que determinam as atitudes através de suas utilidades.
O que o filósofo propôs foi a subversão de um suposto poder tirânico e axiomático, através da reorganização do próprio corpo, rejeitando o que chamou de disciplinarização ou normatização pelos dispositivos panópticos de poder. Isso deveria ser feito utilizando a própria estrutura de poder por meio da rebeldia dos agentes políticos nelas contida.
Com efeito, o gramsciismo ganhou fôlego a partir dos métodos “foucaultianos” de reorganização da disputa de poder institucional, e dele decorre todo o tipo de distorção em torno da arte, da comunicação, dos sistemas jurídicos e da própria filosofia.
Perceba que Foucault desenvolveu um método de crítica às instituições ocidentais muito conveniente para os grupos políticos que historicamente desejaram dominar o Estado. Deu-lhes um revestimento filosófico que, apesar de diluir a culpa em um modelo abstrato, materializa contundentes ações que possuem profundas implicações na vida de milhares de pessoas — tanto quando mudam seus hábitos e desenvolvem paranoias, quanto quando são afetadas pela perda na qualidade de vida através da má aplicação dos recursos públicos em benefício das reformas que supostamente resgatarão o povo das trevas.
 
Uma ótima definição dos anseios de Michel Foucault está muito bem delimitada no livro Tolos, Fraudes e Militantes: Pensadores da Nova Esquerda, de Roger Scruton. Ali, o autor demonstra os interesses por trás do ocultismo contido na obra do filósofo. Ao contrário da esquiva que muitos foucaultianos empreendem em relação ao marxismo, tentando se distinguir, Scruton revela que a “filosofia da diferença” (Foucault, Deleuze, Derrida e outros) não passa de uma variação do marxismo. De maneira simples, incisiva e pontual, Roger Scruton demonstra que não há diferença no produto final quanto aos intentos do marxismo.
 
Mesmo que sofra variações ao longo do tempo, o objetivo da extrema-esquerda marxista é a posse do poder por meio das instituições, e por dentro delas manipular a sociedade do modo que lhes convém. O método é sempre o mesmo: acusatório em relação às estruturas no que diz respeito a um suposto modelo de vida de semiescravidão operado por empresários e chancelado pelo Estado, que deve ser regulado pelos socialistas/comunistas a fim de equilibrar o contrato social.
 
Scruton resume com precisão a visão foucaultiana: “Para Foucault, cada episteme serviu a algum poder em ascensão e teve como principal função a criação de uma ‘verdade’ que servisse aos seus interesses. Daí não haver verdades recebidas que não sejam também verdades convenientes. A teoria da episteme é uma reprise da teoria da ideologia marxista. Ela se oferece para categorizar cada forma de pensamento e cada sistema de conceitos, imagens e narrativas em termos de sua função de incorporar e manter a estrutura de poder que cada ordem social depende.
 
O poder em questão não é necessariamente o de classe governante, embora aqueles no topo sejam seus inevitáveis beneficiários. O poder é o que mantém as coisas unidas, definindo posições dominantes, subordinadas e, de modo geral, mantendo as hierarquias que distribuem privilégios de maneira desigual através do espectro social” (SCRUTON, 2018, p. 144).
 
Seguindo a linha foucaultiana de “sujeição de saberes”, Gilles Deleuze (junto com Félix Guattari) oferece à esquerda identitária a ferramenta perfeita: os personagens conceituais. Esses são figuras inventadas que preenchem lacunas históricas com narrativas convenientes, transformando a história em ficção política. A esquerda usa isso para oficializar agendas étnico-raciais — exemplo clássico é a reinterpretação de Zumbi dos Palmares como ícone “antiocidental” absoluto, ignorando contextos reais.
 
Na sociedade atual, isso alimenta a esquerda identitária: o passado vira dívida eterna, o presente vira palco de reparação seletiva. Fatos concretos? Detalhes. O que importa é o “personagem” que justifica o poder institucional de hoje.
 
A Revolução Iraniana de 1979 representa o caso mais emblemático e trágico dessa matriz filosófica em ação. Foucault não foi apenas um observador distante: ele viajou ao Irã em 1978, escreveu mais de uma dúzia de artigos e reportagens entusiasmados, celebrando a revolta como uma forma superior de “espiritualidade política”. Para ele, os milhões de iranianos que arriscavam a vida nas ruas contra o xá Muhammad Reza Pahlavi encarnavam uma experiência-limite criativa, uma resistência ao racionalismo iluminista ocidental e às tecnologias disciplinares da modernidade.
 
Foucault via no Irã a possibilidade de uma nova ordem política nascida da piedade individual e da rejeição ao materialismo ocidental — ignorando ou minimizando os sinais de que a revolução seria capturada pelo clericalismo xiita radical de Ruhollah Khomeini. Deleuze complementou essa visão com seu arcabouço conceitual: a filosofia da diferença, do rizoma (redes nômades e anti-hierárquicas) e das multiplicidades serviu como ponte intelectual para intelectuais iranianos misturarem pós-estruturalismo francês com xiismo revolucionário.
 
Enquanto Foucault romantizava a “espiritualidade política”, Deleuze fornecia as ferramentas para rejeitar o “Ocidente linear” e abraçar o caos criativo da revolta como força libertadora rizomática. No entanto, o pilar filosófico mais profundo e direto da Revolução Iraniana foi Martin Heidegger. Seu conceito de Geschichtlichkeit (historicidade autêntica) e a crítica feroz à modernidade tecnológica — o “esquecimento do Ser” diante da máquina e da técnica — foram reinterpretados por pensadores iranianos como Ahmad Fardid (conhecido como “o Heidegger iraniano”) e Ali Shariati. Fardid popularizou o termo gharbzadegi (“intoxicação ocidental” ou “ocidentose”), diagnosticando a modernização imposta pelo xá como uma doença que afastava o Irã de sua essência islâmica autêntica.
 
Shariati, por sua vez, fundiu Heidegger com o shiismo, reinterpretando o “Ser-para-a-morte” como martírio revolucionário e chamando à integração da tradição autêntica contra a modernidade vazia. Heidegger — que flertou com o nazismo em nome da “autenticidade alemã” — forneceu o verniz filosófico perfeito: o xá era o fantoche do Ocidente materialista; Khomeini representava o retorno à essência islâmica autêntica contra o “esquecimento do Ser”.
 
O que começou como revolta popular contra a ditadura do xá e sua SAVAK (polícia secreta conhecida por tortura e vigilância) transformou-se rapidamente em teocracia totalitária. Promessas de liberdade deram lugar a execuções sumárias, opressão brutal de mulheres (obrigatoriedade do hijab, lapidação), perseguição a homossexuais, minorias religiosas e dissidentes políticos.
 
O regime que Foucault e seus pares romantizaram como “espiritualidade política” tornou-se um dos maiores violadores de direitos humanos do planeta. Essa tríade Heidegger-Deleuze-Foucault criou o DNA da esquerda identitária contemporânea. Heidegger oferece a crítica ontológica ao Ocidente “inautêntico”; Deleuze, a ferramenta prática de diferença, rizoma e multiplicidades; Foucault, o método para descrever o poder como difuso e resistível por dentro das instituições.
 
Juntos: A “diferença” (Deleuze) vira bandeira de toda minoria como “oprimida pelo Ocidente branco-heterossexual-masculino”.
A “autenticidade” (Heidegger) justifica alianças táticas com regimes islâmicos ou autoritários que “resistem” ao universalismo ocidental.
Na sociedade atual, isso gera o caos: o cancelamento como forma de “docilização reversa”, identidades fragmentadas como moeda política, e apoio seletivo a causas que contradizem os próprios direitos humanos defendidos em discurso (Irã, Hamas, alianças woke-islâmicas).
 
No Irã de 1979, essa matriz ajudou a transformar uma revolta em ditadura teocrática. No Ocidente de 2026, manifesta-se como cultura do cancelamento obrigatório, fronteiras abertas de forma seletiva, silêncio cúmplice sobre formas reais de escravidão e opressão (incluindo a árabe-muçulmana histórica e contemporânea), e a transformação da “diferença” em instrumento de dominação. O resultado prático dessa dupla filosófica (Heidegger + Deleuze, mediada por Foucault) é uma esquerda identitária que acusa o Ocidente de todos os males enquanto romantiza regimes que praticam exatamente o que condena — opressão sistemática a mulheres, gays e minorias. Heidegger e Deleuze forneceram o “pedigree intelectual” para ignorar fatos e priorizar narrativas. Conclusão: A Matriz Foucauldiana-Deleuziana no Brasil de 2026 – O Gramsciismo Tropical em Ação
 
No Brasil de 2026, essa engenharia filosófica não é mera importação europeia: ela é o motor da hegemonia cultural que a esquerda gramsciana implantou desde os anos 1970 nas universidades, na mídia, no Judiciário e nas políticas públicas. O que Foucault chamou de “sujeição de saberes” e “disciplinaridade” ganha aqui contornos tropicais e coloridos de “solidariedade” e “reparação”. As instituições – exatamente como ele descreveu em Vigiar e Punir – tornaram-se panópticos invertidos: não mais o Estado conservador vigiando o corpo, mas o Estado progressista vigiando o discurso, a memória e a identidade. As cotas raciais ampliadas e sancionadas pelo governo Lula, as ações afirmativas defendidas em atos com 20 mil pessoas no Sambódromo do Anhembi e a consagração judicial do “racismo estrutural” pelo STF não são apenas políticas sociais. São a materialização perfeita da “docilização” foucaultiana: corpos e mentes são moldados não por castigos corporais, mas por códigos de sobrevivência simbólica.
 
Diga a palavra errada sobre gênero na escola, questione a narrativa oficial sobre Zumbi dos Palmares ou sobre a “dívida colonial” e você será cancelado, deslegitimado ou rotulado como “reacionário”. O “personagem conceitual” deleuziano faz o resto: transforma a história brasileira em ficção política, ignora nossa miscigenação singular, nossa formação cristã e nossa capacidade de síntese cultural para criar uma eterna vítima coletiva que justifica o controle institucional.
 
A família, a escola e até a igreja são vistas como “dispositivos de poder” a serem subvertidos de dentro – exatamente como Foucault e Deleuze ensinaram. O gramsciismo, que no Brasil encontrou solo fértil após o fracasso da luta armada, usou a “filosofia da diferença” para conquistar a hegemonia cultural: hoje as universidades públicas, os editais de cultura, os currículos do MEC e as redes sociais funcionam como as “esferas menores” onde o poder se difunde e se normaliza.
 
A narrativa é sempre a mesma: o Ocidente (e o Brasil como sua extensão) é o opressor branco-heterossexual-masculino; a solução é a fragmentação identitária, a reparação seletiva e o silenciamento de quem discorda – tudo embalado em linguagem de empatia e inclusão. O resultado prático é idêntico ao Irã de 1979 que Foucault romantizou: uma revolta que prometia libertação entrega dominação. Aqui, a “espiritualidade política” virou “política identitária”.
 
A diferença é que, em vez de aiatolás, temos burocratas, ministros da Corte como militantes acadêmicos e influencers que trocam fatos por narrativas convenientes. O passado vira dívida eterna; o presente, palco de vitimização lucrativa; o futuro, um projeto de implosão da cultura ocidental-cristã que fundou o Brasil. Não se trata de teoria da conspiração. São os próprios 20 pontos do que, quando lidos com honestidade intelectual, revelam o mapa completo: Foucault, Deleuze, Heidegger e Gramsci forneceram o manual. A extrema-esquerda apenas o adaptou ao nosso contexto – com verniz de “pensamento positivo”, “diversidade” e “justiça social”.
 
Acordem.O Brasil não é o Irã. Ainda. Mas a mesma matriz filosófica que transformou uma revolta popular em teocracia totalitária está, neste exato momento, operando nas nossas instituições com a cumplicidade silenciosa de quem acha que “é só moda” ou “coisa de universidade”.
 
A cultura ocidental – com sua raiz judaico-cristã, sua razão iluminada e sua capacidade de autocrítica – é o que nos permite ainda respirar liberdade. Implodi-la não trará justiça: trará o mesmo caos que sempre surge quando o poder se disfarça de vítima.Leia até o fim. Reflita. E, sobretudo, não se cale. O futuro do Brasil depende de quem acordar primeiro.
Informações podem ser obtidas diretamente aqui:
abre.ai/oFVp
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Sérgio Junior
Sérgio Junior
Sérgio Júnior é um escritor e pensador brasileiro, graduado em artes da teologia, membro n°23 da Academia Internacional de Literatura Brasileira de NY (AILB).
Um romancista ficcional, analista de cenários sociais, poeta e filósofo.
Em 2021 e 2022, disputou os prêmios de destaque literário pela Focus Brasil na AILB, idealizado por Nereide Lima e na premiação "Melhor do Brasil na Europa ", pela revista "High Profile Magazine" na Inglaterra, por causa do sucesso do livro "Eu no seu funeral" lançado pela CRV editora no Paraná.

Recentemente, Sérgio Júnior tem sido notícia em vários portais na internet , por seu livro " O SEGREDO DOS NEGROS VENCEDORES " lançado em 2023.

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