
Os jornais da cidade estão noticiando desde quinta-feira à noite, quando um líder religioso foi preso depois de orar com seus fiéis na montanha. As acusações são de tentativa de golpe de Estado, rebelião social e incitação à desobediência das leis estabelecidas. Ou seja, um atentado à democracia.
Segundo apurou nossa coluna, o homem era um grande orador e arrebatador de multidões. Sua maneira de ser e de falar criou identificação imediata com as pessoas oprimidas, o que trouxe pavor ao sistema de governo.Após prisão e julgamento relâmpago, as autoridades soltaram um ladrão conhecido, um tal de Barrabás. O líder foi açoitado, torturado, humilhado publicamente, cuspido e, ao final da sexta-feira, foi executado na cruz.
Desde então, uma mistura de tristeza popular com a desesperança que Sua morte trouxe contrasta com uma sensação de alívio quase palpável na elite do poder. Como se o filho do carpinteiro José representasse uma ameaça real ao sistema.
A verdade é que um senhor chamado Simão já havia dito aos seus pais (José e Maria) que Ele seria motivo de queda e de exaltação para muitos em Israel, um sinal de (polarização) contradição que dividiria famílias, cidades e corações. E parece que Simão estava absolutamente correto.

No sábado, a cidade amanheceu pesada. Não houve paz nas sinagogas. A Páscoa não era mais a mesma. O luto tomou conta dos que O seguiam. Os que O amavam choravam em silêncio, trancados em casa com medo. Os que O odiavam respiravam aliviados.Mas hoje, domingo, tudo mudou.

Desde as primeiras horas da manhã, circulam relatos que estao dando o que falar. Mulheres que foram ao túmulo para ungir o corpo (entre elas Maria Madalena) voltaram correndo, em estado de choque, afirmando que a pedra havia sido removida e que o sepulcro estava vazio.
“Ele não está aqui!”, diziam elas, entre lágrimas e risos nervosos.Algumas garantem ter visto um anjo. Outras juram que o próprio Jesus lhes apareceu vivo, chamando-as pelo nome.
Os discípulos, que até ontem estavam escondidos e aterrorizados, agora saem às ruas com uma coragem inexplicável, repetindo a mesma frase que soa como loucura para muitos:“Ele ressuscitou! Realmente ressuscitou!”

Autoridades do Templo e do governo já se movimentam para conter os boatos. Circula a versão oficial de que o corpo teria sido roubado pelos próprios seguidores durante a noite. Mas testemunhas garantem que o túmulo estava guardado por soldados romanos — e mesmo assim estava vazio.A cidade está dividida como nunca. Uns chamam de farsa, outros de milagre. Uns riem, outros caem de joelhos. O que era para ser o fim de uma ameaça virou, em poucas horas, o começo de algo que ninguém consegue controlar.
Mas o que está acontecendo neste domingo de manhã vai além de qualquer reportagem que já escrevemos.Mulheres simples, que carregavam perfumes caros para ungir um corpo morto, voltaram correndo pelas ruas de Jerusalém com os rostos molhados de lágrimas — não mais de tristeza, mas de uma alegria tão grande que mal conseguiam falar.
Maria Madalena, aquela que muitos ainda olhavam com desconfiança por causa do seu passado, foi a primeira a gritar, com a voz embargada:“Eu O vi! Ele está vivo! Ele me chamou pelo nome!”
Ela tremia tanto que precisou ser amparada. Entre soluços e risos, contava que o Mestre, o mesmo que tinha sido pregado na cruz dois dias antes, agora estava diante dela, vivo, respirando, com os mesmos olhos cheios de amor que ela conhecia tão bem.
“Não me segure”, Ele disse a ela, com aquela voz que sempre acalmava tempestades. “Mas vá e diga aos meus irmãos que Eu estou vivo!”
Os discípulos, que até ontem estavam trancados em uma sala com as portas fechadas por medo dos judeus e dos romanos, agora saem às ruas como se tivessem bebido vinho novo.
- Pedro, que negou Jesus três vezes na noite da prisão, chora copiosamente enquanto conta que O viu. “Eu O vi!”, repetia ele, com a voz rouca de tanto chorar. “O Senhor ressuscitou de verdade! Eu não merecia, mas Ele me perdoou!”
- João, o mais jovem, corre como criança, sem conseguir conter o sorriso no rosto. “A morte não conseguiu segurá-Lo! A cruz não foi o fim! Ele venceu! Ele venceu tudo!”

A esperança que havia morrido no coração de cada um deles no Calvário agora explode como um sol nascendo depois da noite mais escura. Viúvas que choravam a perda do seu Mestre agora dançam nas ruas. Homens que tinham abandonado tudo para segui-Lo e que se sentiam desanimados pela morte agora levantam as mãos ao céu e louvam com vozes que ecoam pelas vielas de Jerusalém.
“Ele não nos abandonou!”, gritam eles. “Nunca nos abandonou!”
Há lágrimas por todos os lados — lágrimas quentes, lágrimas de cura, lágrimas que lavam três dias de dor, medo e vergonha. Mães que perderam a esperança de um mundo melhor abraçam seus filhos e dizem:
“Filho, não chore mais. O Messias vive!”
É a maior notícia que a humanidade já recebeu:A morte foi derrotada.
O pecado foi perdoado.
O véu foi rasgado.
E o amor de Deus, que parecia ter sido crucificado, agora ressurge mais forte do que nunca.
Neste domingo, Jerusalém acordou diferente. O ar está mais leve. O sol parece mais brilhante. E no peito de quem acredita, nasce uma esperança que nenhuma cruz, nenhuma pedra, nenhum soldado romano pode sepultar.Ele está vivo.
Jesus de Nazaré, o Filho do Carpinteiro, o Cordeiro que foi morto, agora vive para sempre.
E se Ele vive, então há esperança para você também.
Para o seu casamento que parecia morto.
Para o seu sonho que foi enterrado.
Para o seu coração que achava que nunca mais bateria de alegria.
Porque se o túmulo está vazio, então nada é impossível.
Ele ressuscitou.
E por causa dEle, nós também ressuscitaremos.
Acompanhe nossa cobertura ao vivo. Esta não é mais apenas uma notícia.
Esta é a maior história de todos os tempos.E ela acaba de recomeçar.
Sérgio Júnior
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