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Neymar fora da copa

Um sintoma de Vira-latismo no Futebol Brasileiro

Sérgio Júnior
Por: Sérgio Júnior
17/03/2026 às 06h28
Neymar fora da copa

Neymar fora da copa: Vira-latismo no Futebol Nacional 

 

É absolutamente inconcebível que o Brasil, que sempre se orgulhou de ser o país do futebol e berço de talentos e conquistas ( unico penta campeão)que o mundo inteiro inveja, se renda ao estrangeirismo.

Nos últimos tempos, parece que perdemos toda a nossa história de vista. 

 

A escolha de um técnico estrangeiro, o italiano Carlo Ancelotti, para dirigir a Seleção Brasileira, representa o ápice de um estrangeirismo vergonhoso que já vem corroendo nossas raízes há anos.

Não se trata apenas de preferir um nome gringo em detrimento de tantos brasileiros competentes. 

 

O problema é o que isso simboliza. Parece que a CBF e a elite do futebol nacional acham que precisamos importar o futebol europeu para consertar o que é nossa arma mais eficiente: nossa originalidade. E o primeiro grande sintoma dessa subserviência cultural é a insistência em deixar @neymarjr (o melhor jogador brasileiro em atividade) de fora das convocações recentes, mesmo com o craque demostrando, esforço, sinais de recuperação e disponibilidade.

 

Neymar não é só um jogador. É o último grande herdeiro da linhagem de craques brasileiros com dribles ousados, história e personalidade. Ancelotti, com toda sua bagagem de títulos em clubes ricos, parece olhar para o camisa 10 com os mesmos critérios frios que usa para avaliar um reserva no Real Madrid: minutagem, “100% de condição”, risco de lesão. Critérios válidos para um clube, mas completamente equivocados para a Seleção do Brasil.

 

Aqui não é Champions League. Aqui é Copa do Mundo. Aqui o torcedor quer ver o Brasil jogar como Brasil, não como uma versão genérica e equilibrada que agrada aos olhos europeus. 

 

Excluir Neymar, o jogador mais decisivo da nossa geração, mesmo com os problemas físicos, em nome de uma suposta “renovação” ou “estabilidade” cheira a colonialismo futebolístico. 

Se o técnico é tão formidável, por quê a não dirigir a seleção Italiana?

É como se dissessem: “Vocês, brasileiros, não entendem mais do que é bom para vocês; deixa que o europeu decide”.

Enquanto isso, a nova geração é forçada a carregar um peso que não deveria ser só dela. Endrick, Vini Jr., Rodrygo… todos talentosos, mas por que precisam provar que merecem o lugar sem o maior ídolo vivo do país ao lado?

Por que o técnico não arrisca construir algo em torno do nosso maior nome, em vez de fingir que ele é dispensável?

 

Esse estrangeirismo dói porque é sintoma de uma camada da imprensa esportiva nacional que concorda com isso. Inclusive, destruindo a reputação de Neymar. Ancelotti pode até ganhar jogos, mas nunca vai entender o que significa vestir a amarelinha da seleção.Chega de subserviência. 

Chega de tratar Neymar como um problema a ser gerenciado em vez de um patrimônio a ser valorizado.

 

A Seleção Brasileira não precisa de um técnico que não reconhece a história do seu melhor jogador em exercício ou que espera o jogador estar “cem por cento”. 

Precisa de alguém que sinta no peito o que é ser Brasil — e que convoque o melhor brasileiro disponível, com todas as suas virtudes e defeitos.

 

Porque, no final das contas, sem Neymar (e sem a coragem de assumir nossa identidade), o que sobra é só mais um time bonito de calção, mas sem alma. E isso, sim, é o verdadeiro fracasso. 

Neymar, como ídolo é passível de críticas e de repreensão, mas privar o futebol nacional de tê-lo no seu quadro para a disputa de um campeonato da envergadura de uma copa do mundo, é tolice. Sobretudo em se tratando ser possivelmente, a última copa de Neymar. 

É necessário que falemos a verdade: sem Neymar, o Brasil não tem nem forças, nem respeito para disputar uma copa do mundo.

 

www.sergiojunior.com

 

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Sérgio Junior
Sérgio Junior
Sérgio Júnior é um escritor e pensador brasileiro, graduado em artes da teologia, membro n°23 da Academia Internacional de Literatura Brasileira de NY (AILB).
Um romancista ficcional, analista de cenários sociais, poeta e filósofo.
Em 2021 e 2022, disputou os prêmios de destaque literário pela Focus Brasil na AILB, idealizado por Nereide Lima e na premiação "Melhor do Brasil na Europa ", pela revista "High Profile Magazine" na Inglaterra, por causa do sucesso do livro "Eu no seu funeral" lançado pela CRV editora no Paraná.

Recentemente, Sérgio Júnior tem sido notícia em vários portais na internet , por seu livro " O SEGREDO DOS NEGROS VENCEDORES " lançado em 2023.

Site do autor na Amazon.

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