
É absolutamente inconcebível que o Brasil, que sempre se orgulhou de ser o país do futebol e berço de talentos e conquistas ( unico penta campeão)que o mundo inteiro inveja, se renda ao estrangeirismo.
Nos últimos tempos, parece que perdemos toda a nossa história de vista.
A escolha de um técnico estrangeiro, o italiano Carlo Ancelotti, para dirigir a Seleção Brasileira, representa o ápice de um estrangeirismo vergonhoso que já vem corroendo nossas raízes há anos.
Não se trata apenas de preferir um nome gringo em detrimento de tantos brasileiros competentes.
O problema é o que isso simboliza. Parece que a CBF e a elite do futebol nacional acham que precisamos importar o futebol europeu para consertar o que é nossa arma mais eficiente: nossa originalidade. E o primeiro grande sintoma dessa subserviência cultural é a insistência em deixar @neymarjr (o melhor jogador brasileiro em atividade) de fora das convocações recentes, mesmo com o craque demostrando, esforço, sinais de recuperação e disponibilidade.
Neymar não é só um jogador. É o último grande herdeiro da linhagem de craques brasileiros com dribles ousados, história e personalidade. Ancelotti, com toda sua bagagem de títulos em clubes ricos, parece olhar para o camisa 10 com os mesmos critérios frios que usa para avaliar um reserva no Real Madrid: minutagem, “100% de condição”, risco de lesão. Critérios válidos para um clube, mas completamente equivocados para a Seleção do Brasil.
Aqui não é Champions League. Aqui é Copa do Mundo. Aqui o torcedor quer ver o Brasil jogar como Brasil, não como uma versão genérica e equilibrada que agrada aos olhos europeus.
Excluir Neymar, o jogador mais decisivo da nossa geração, mesmo com os problemas físicos, em nome de uma suposta “renovação” ou “estabilidade” cheira a colonialismo futebolístico.
Se o técnico é tão formidável, por quê a não dirigir a seleção Italiana?
É como se dissessem: “Vocês, brasileiros, não entendem mais do que é bom para vocês; deixa que o europeu decide”.
Enquanto isso, a nova geração é forçada a carregar um peso que não deveria ser só dela. Endrick, Vini Jr., Rodrygo… todos talentosos, mas por que precisam provar que merecem o lugar sem o maior ídolo vivo do país ao lado?
Por que o técnico não arrisca construir algo em torno do nosso maior nome, em vez de fingir que ele é dispensável?
Esse estrangeirismo dói porque é sintoma de uma camada da imprensa esportiva nacional que concorda com isso. Inclusive, destruindo a reputação de Neymar. Ancelotti pode até ganhar jogos, mas nunca vai entender o que significa vestir a amarelinha da seleção.Chega de subserviência.
Chega de tratar Neymar como um problema a ser gerenciado em vez de um patrimônio a ser valorizado.
A Seleção Brasileira não precisa de um técnico que não reconhece a história do seu melhor jogador em exercício ou que espera o jogador estar “cem por cento”.
Precisa de alguém que sinta no peito o que é ser Brasil — e que convoque o melhor brasileiro disponível, com todas as suas virtudes e defeitos.
Porque, no final das contas, sem Neymar (e sem a coragem de assumir nossa identidade), o que sobra é só mais um time bonito de calção, mas sem alma. E isso, sim, é o verdadeiro fracasso.
Neymar, como ídolo é passível de críticas e de repreensão, mas privar o futebol nacional de tê-lo no seu quadro para a disputa de um campeonato da envergadura de uma copa do mundo, é tolice. Sobretudo em se tratando ser possivelmente, a última copa de Neymar.
É necessário que falemos a verdade: sem Neymar, o Brasil não tem nem forças, nem respeito para disputar uma copa do mundo.
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