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Filhos de Olavo: O despertar conservador

Revolução se faz de fora

Sérgio Júnior
Por: Sérgio Júnior
11/03/2026 às 07h07 Atualizada em 11/03/2026 às 07h23
Filhos de Olavo: O despertar conservador

Filhos de Olavo: O despertar conservador 

Por Sérgio Júnior - 11 de março de 2026
 
Por anos a fio, a esquerda brasileira se mostrou imbatível no jeito internacionalizado de governar, como uma rede global, e até outro dia, o Lula sugeria uma supressão do poder do Legislativo, defendendo abertamente que o Brasil sofresse interferência de uma elite global com cacife pra impor decisões de cima pra baixo, como se fosse normal entregar a soberania na bandeja pra ONU, BRICS ou sei lá qual fórum internacional da moda.
 
Todo mundo sabe que a esquerda, no âmbito ideológico, sempre esteve conectada na América Latina, com o sonho de criar a tal "Grande Pátria" – de Simón Bolívar, que Chávez, Maduro e os petistas, transformaram em um bloco unido contra o "imperialismo yankee".
 
Economicamente, sempre foi um fracasso retumbante. Cuba e Venezuela, viraram um caos com hiperinflação de mais de 1 milhão por cento em 2018, ou a Argentina com os Kirchners, afogada em dívidas e corrupção. Mas no aspecto político, sempre uma máquina de moer reputações. ONGs, mídia para rotular como "fascistas" ou "golpistas", qualquer tentativada oposição (direita).
 
O poder dessa organização sempre veio de fora, isso desde as pressões sobre Getúlio Vargas nos anos 50 (que ele acabou se suicidando em 1954), deixando aquela carta-testamento explosiva acusando "forças internacionais" de conspirar contra o país. Sem falar da Intentona Comunista de 1935, um levante armado orquestrado pelo PCB com orientação direta da União Soviética via Comintern, liderado por Luís Carlos Prestes, que queria implantar o socialismo à força e derrubar Vargas.
Depois, o Golpe de 1964, que todo mundo sabe que teve dedo grosso dos EUA (Operação Brother Sam), com navios americanos prontos pra intervir se os militares brasileiros fraquejassem contra o "comunismo" de João Goulart, que era visto como amigo de Cuba e da URSS.
 
O Brasil sempre foi palco de interferência externa, esse era o jogo sujo. E mais recentemente, as declarações do Ministro Barroso em maio de 2025, admitindo que pediu ajuda americana três vezes durante as eleições de 2022 para "apoiar a democracia", influenciando até os militares. Isso, aliado aos depoimentos de Mike Benz (ex-funcionário do DEA), revelando que a USAID injetou US$ 90 milhões no Brasil (sem conhecimento de Bolsonaro) em parcerias com o TSE contra "desinformação", treinando jornalistas e empurrando leis de censura, só reforçou a tese de que há uma rede externa, trabalhando pra minar governos conservadores.
 
Enquanto isso acontecia, o Centro e a direita brasileira jogavam só o jogo interno, como uns bobos, focados apenas em equilibrar contas e privatizações, e se preocupando internacionalmente só sobre exportação de soja, carne ou minério. No entanto, nunca ligaram pra importação política e cultural que a esquerda fazia.
 
Deixavam entrar (os militares erraram nisso) o marxismo cultural via universidades, Hollywood e ONGs como Greenpeace ou Amnesty, que moldavam a cabeça do povo. Sem estreitar relações fortes com aliados conservadores no exterior, ficavam só lamentando e criticando, enquanto a esquerda nadava de braçada, fortalecendo-se culturalmente com Gramsci nas escolas, com o Foro de São Paulo e com alianças em Havana, Moscou e Pequim.
 
Até o momento em que um senhor, ex-comunista, resolve despertar o país: Olavo de Carvalho. Ele desmascarava o Foro de São Paulo, o globalismo e o marxismo cultural em cursos online e em seus livros como "O Imbecil Coletivo" e "O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota". Esse movimento armou a direita com argumentos e guiou mobilizações de rua, mas ainda precisava de um líder que trouxesse esse movimento cultural para o estrato popular de modo político: Jair Bolsonaro.
 
E talvez eu não seja justo, mas acho que esses discípulos de Olavo foram os que mais conseguiram fazer isso intelectualmente:
@silviogrimaldo, @ASachsida, Filipe G.Martins, @ludmilagrilo11, Ernesto Araújo,
@padre_paulo, @flaviogordon e @allanconta5, com a ideia eficiente de criar o
@tercalivre
 
.A estratégia da direita foi descoberta e os ataques foram nos alvos que haviam abraçado a ideia de Olavo e que mais se destaram: Allan dos Santos, Filipe G.Martins, Ludmila Lins Grilo, Paulo Figueiredo e o político mais entusiasta de um contra-ataque com a mesma estratégia de alianças internacionais: @BolsonaroSP.

.
Ao perceber a impossibilidade de combater o sistema @allanconta5 se exila nos EUA, e com Paulo Figueiredo, desmontando narrativas esquerdistas e conectando a direita brasileira ao conservadorismo global, participando de CPACs nos EUA ao lado de Trump e Bannon.
 
Desde então se formou essa trinca: Eduardo com suas incansáveis viagens diplomáticas formando alianças internacionais anti-comunistas, Allan batendo de frente com censura e exílio forçado em 2021, e Paulo trazendo o legado militar e jornalístico – transformou o despertar olavista em uma ofensiva internacional, exportando o bolsonarismo pra combater a "Pátria Grande" com uma "Direita Global", pavimentando o caminho para as eleições de 2026 com estratégias que a esquerda nunca antes havia enfrentado.
 
As sanções americanas (Magnitsky), a suspensão de vistos de cidadãos brasileiros que colaboraram com o regime de exceção, além da visita de Darren Beattie, (um conselheiro e assessor próximo de Donald Trump no governo dos EUA) ao presidente
@jairbolsonaro dentro da prisão, evidenciam um despertar profícuo e uma influência política da direita brasileira que contra-ataca cabalmente o até então imbatível movimento liderado pela esquerda e pelo PT.
 
Assim, se de uma forma grotesca, o sistema reagiu e neutralizou seus alvos internos, os "filhos de Olavo" que agem internacionalmente obtiveram êxito.
E a batalha ainda está no seu início.
Parecem estar seguindo um slogan do seu mestre: "revolução se faz de fora para dentro"
 
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Sérgio Junior
Sérgio Junior
Sérgio Júnior é um escritor e pensador brasileiro, graduado em artes da teologia, membro n°23 da Academia Internacional de Literatura Brasileira de NY (AILB).
Um romancista ficcional, analista de cenários sociais, poeta e filósofo.
Em 2021 e 2022, disputou os prêmios de destaque literário pela Focus Brasil na AILB, idealizado por Nereide Lima e na premiação "Melhor do Brasil na Europa ", pela revista "High Profile Magazine" na Inglaterra, por causa do sucesso do livro "Eu no seu funeral" lançado pela CRV editora no Paraná.

Recentemente, Sérgio Júnior tem sido notícia em vários portais na internet , por seu livro " O SEGREDO DOS NEGROS VENCEDORES " lançado em 2023.

Site do autor na Amazon.

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