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EXTINÇÃO EGOICA

Memórias & Retalhos dum Eco Inteligente e Não Replicante™

Marco Paulo Silva
Por: Marco Paulo Silva Fonte: Juntando as peças com intelecto, lucidez & cognição impoluta™
06/02/2026 às 11h10
EXTINÇÃO EGOICA

A “morte do ego” não significará um vital fim de fulano(a), beltrano(a) ou sicrano(a).

Significará, fundamentalmente, o fim da audaciosa ilusão de que se está apartado do Absoluto / da Totalidade.

Será a pá de cal na soberba, na fratura e no fracionamento...

Chegareis a um idílico ponto, no caminho do despertar, em que a versão de vós mesmos que construístes — aquela que se esforça, conquista, gere, adultera, agrada e controla — se dissolverá.

É o que muitos chamam de “morte do ego”, mas que na verdade, e em rigor, é um sagrado desvelo.

A lembrança e resgate de quem realmente se é por debaixo de toda uma limitação, fachada, personagem, inautenticidade, narrativas e egocentrismo.

 

A “morte do ego” não passará por destruir o eu na verdadeira acepção do processo.

Passará por enxergar de que o dito cujo é apenas uma enquistada carapaça – um onipotente grilhão…

Será o despir das máscaras e papéis, o desmoronar silencioso de identidades que já não se encaixam e o início de algo muito mais real, substancial, harmonioso e inefável.

 

Por vezes, tal transição acontecerá por intermédio de experiências místicas — aqueles momentos em que a consciência se expande e, de repente, redescobre que é mais do que o seu corpo ou a sua mente…

Outras vezes surgirá a partir de algum desgosto amoroso, perda ou trauma — aqueles momentos devastadores que destroem tudo o que se considerava equilibrador ou dado adquirido.

Outras haverá quando o ego já não conseguirá controlar ou dar sentido à vida, se desmorona, e algo maior ocorrerá em vosso âmago.

 

Existirá, também, uma versão mais silenciosa da “morte do ego” que se desenrolará através de um profundo e intencional labor interior.

À medida que começa a se aperceber dos padrões que construiu para se proteger — o “Não sou suficiente”; “Preciso de ser assim”; ou “Preciso de manter o controlo” — o ego começa a perder o poder adquirido.

As estórias travadas internamente começarão a afrouxar seu domínio.

E, em seu lugar, advirá a suprema paz e quietude.

Para alguns tal fase poderá parecer uma noite escura da alma — um espaço onde nada mais trará alegria ou significado.

Poderá ser desorientador, doloroso até, quando o antigo eu já não se adéqua, mas o novo ainda não emergiu completamente.

Mas essa é a pausa sagrada que tudo antecede e através da qual a alma se prepara para ascender.

Depois, lentamente, virá o sortilégio.

Começareis a perceber que a vida não precisa ser gerida ou defendida por uma qualquer tirana instância interna.

Ela, a vida, passará a desdobrar-se através de vós.

Começareis a mover-vos com mais suavidade.

A confiar mais.

Percebereis que não mais ele será o protagonista da estória — será a consciência, essa, sim, que passará a escrevê-la.

 

Recapitulando e resgatando a ideia inicial:

A “morte do ego” não acarretará qualquer finitude.

Será o fim, sim, da ilusão de que alguma vez estivestes separados de Deus.

Marcará a sincronicidade e o emaranhar consciente de que vós e Ele são uma coisa só!

E que o que passa a restar será a paz, a autenticidade e a serena certeza de que sois completos...

E que sempre o fostes…

Eco

 

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Marco Paulo Silva
Marco Paulo Silva
Nascido, em 1975, e criado em Terras lusitanas, formei-me, academicamente, em Psicologia Clínica.
Na busca pelo binômio - independência financeira / vocação -, há mais de duas décadas que dedico minha vida profissional à investigação criminal e segurança pública.
A partir de 2020 enveredei numa saga literária cujas façanhas já deram azo a três diamantinas obras: COSMION, POMPA & CIRCUNSTÂNCIA e DZÁIT-GÁIST...
O futuro a Deus pertence...
Hoje, vivo em São Paulo, Brasil.
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