
A linguagem não é um processo “inocente” ou uma faculdade “neutra” como ferramenta de comunicação, entendimento e interação.
É que, muito além desta sua missão precípua, ela possui um meta propósito: a linguagem é uma programação…
O inglês não é apenas uma forma de comunicação como tantas outras línguas — é uma linguagem matricial perfeitamente codificada, repleta de símbolos, números e significados ocultos expostos à vista de todos, pois que é sempre assim que o poder / dominação se esconde melhor: simbolicamente às claras…
Antes do inglês, fora o hebraico — uma língua de vibração e de (cabalísticos) números.
E antes deste o cuneiforme linguajar dos sumérios…
Depois, viria o grego — filosofia, logos e cosmologia codificada.
Até que surgiu o dito inglês — o sistema operativo moderno do mundo civilizacional…
As palavras não descrevem apenas a realidade.
Elas moldam e plasmam-na.
Observai com atenção o despretensioso exemplo:
R = 18ª (letra do alfabeto)
O = 15ª (letra do alfabeto)
18 + 15 = 33 (Qual é mesmo o “grau máximo” de uma sociedade iniciática?; Qual a idade de Cristo aquando da última ceia e de sua crucificação? Quantas vértebras tem a nossa coluna vertebral?)
Um pregnante número, pois, pejado de substrato — matricial, insisto!
Um número de influência, iniciação, transmutação, construção e controlo.
Agora, lede o prefixo abaixo e respectivos compostos:
RO-me
RO-lex
RO-thschild
RO-ckefeller
RO-lls-ROyce
RO-swell
RO-ck (gênero musical)
Black RO-ck (a mastodôntica estrutura financista detentora de tudo e todos)
Os padrões não se repetem por acaso – não sejais naïf.
Não é randômico.
Linhagens reais ou não reais, dinastias financeiras, instituições de tempo, dinheiro, autoridade & entretenimento — tudo marcado por uma mesma assinatura linguística.
Uma rubrica.
Influência codificada no som e no símbolo…
Tais famílias, grupelhos e principados não governaram e governam apenas através de coroas & royalties.
Elas governaram e governam através de uma algorítmica frequência.
Através da linguagem.
Por meio de contratos.
Por meio de nomes.
Através de símbolos que falam diretamente ao subconsciente.
Aquilo a que os textos antigos chamavam éons ou demônios nunca foram criaturas com chifres, avermelhadas e portando tridentes — são, isso sim, forças, inteligências e energias que atuam por intermédio dos sistemas humanos de poder, de hierarquia, de coerção, de obediência e de crença.
A verdadeira e hipnótica magia nunca esteve escondida do mundo real.
Esteve, e está, dissimulada na gramática, na ortografia, nos números, nas marcas, na repetição, condicionamento, sugestão e programação.
Uma vez que a possais enxergar, já não mais podereis ignorá-la.
A matrix não desmorona quando lutais contra ela — desmorona quando reconheceis o código e o sistema operativo por ela urdido e manifestado…
E reconhecimento é recordação.
Uma vez que reconheceis o código deixareis de ser manipulados emocionalmente por ele.
Os feitiços & sortilégios perdem o seu poder.
As palavras deixam de vos dominar.
Começais a ouvir o que a língua está a fazer e a urdir, não apenas o que está a dizer…
É aí que a ilusão se quebra.
Percebei que a matrix nunca foi e é mantida unida pela tecnologia — mas pela comunicação;
Pela mensagem;
Pelo acordo;
Pela outorga;
Pela concertação;
Pela participação inconsciente;
Por mimetismo;
Por palavras e mais palavras, e narrativas, apartadas de qualquer resquício de reflexão…
É por isso que o despertar parece sentir e se lembrar de uma língua de outrora que se falava fluentemente – a língua da intuição, do sentir, da consciência, da epifania, da singularidade, da sincronicidade…
Porque vividamente sentida...
Antes dos contratos.
Antes dos títulos.
Antes dos nomes carregarem posse, domínio e subordinação…
No momento em que passeis a enxergar o padrão passareis a reivindicar a autoria da vossa própria realidade.
E, por consequência, deixareis de viver dentro do guião de quem quer que seja.
E aqui estará o pulo que o gato não ensina para a onça:
O código quimérico funciona nos dois sentidos.
A linguagem pode aprisionar — mas também pode libertar.
O som pode programar — mas também pode desprogramar.
Os símbolos podem escravizar — mas também podem ativar.
Aqueles que despertam não escaparão à matrix — transcender-na-ão.
E quando passeis a transcender um sistema construído e assente na ilusão, tal sistema já não mais terá qualquer jurisdição sobre a vossa consciência.
Este é o verdadeiro poder.
Esta é a verdadeira rebelião.
Não pela destruição.
Pela recordação e resgate.
Eco