
A verdade é que grande parte do povo brasileiro, seja nas favelas ou em condomínios de luxo, nas universidades ou na imprensa, e ultimamente, nas instituições; carrega uma profunda inveja e uma síndrome de inferioridade.
Não é todo mundo, claro, mas é uma fatia grande o suficiente pra moldar a cultura nacional. E o pior: ninguém assume. Admitir, seria se olhar no espelho e reconhecer a própria mediocridade. Então o mecanismo de defesa é negar, reprimir, e atacar quem ousa ser diferente.

O gatilho máximo dessa ferida aberta acontece quando surge alguém que faz exatamente o que o tal invejoso sempre sonhou, mas nunca teve coragem pr sem pedir licença, encarar o sistema de frente, peitar autoridades, instituições, mídia, e ainda sair de pé (ou quase). Essa pessoa ganha admiração imediata de quem tem um mínimo de respeito por coragem. E aí o invejoso sente o golpe duro: a inferioridade interna explode em ódio mortal, irracional, que não se explica com argumentos racionais, mas com bílis, cancelamentos, linchamentos virtuais e desejo de destruição total.
Esse foi o "crime" imperdoável de @jairbolsonaro. Não foram as políticas econômicas, na verdade o país tinha desemprego caindo, inflação controlada, e muita gente discordando sem odiar). Não foi a pandemia nem a grosseria ou falas polêmicas, tampouco (políticos xingam "ameaça à democracia" (o que ameaça de verdade é quem usa o Judiciário como arma política), foi a coragem crua, sem filtro, de dizer o que muita gente pensa baixinho mas tem pavor de verbalizar em voz alta.

Foi não se curvar ao establishment, não pedir perdão por existir, não jogar o jogo da velha política. Bolsonaro encarnou o que uma multidão invejosa sempre fantasiou ser: o cara.
Ele mostrou que dá para ser patriota sem vergonha, conservador sem pedir desculpas, líder sem ser submisso. E isso dói demais em quem vive de ressentimento. Pior ainda: quanto mais tentam destruí-lo, com processos intermináveis, com prisão, com silenciamento nas redes, ou desdém com a sua saúde, mais confirmam a tese.
Porque se fosse só "política", sendo que ele foi "neutralizado" (inelegível),já teriam esquecido. Se fosse só "ideologia", o ódio teria esfriado com a sua prisão. Mas não: o ódio só cresce, vira obsessão, porque o espelho continua lá. Enquanto Bolsonaro existir (ou for lembrado), ele revela a covardia, a submissão, o medo e a invejaalheia. E isso é insuportável.
Enquanto você não aceitar que parte do ódio a ele vem daí — da inveja pela coragem que falta em muitos —, você vai continuar sofrendo. Vai continuar vendo "ameaça" onde tem liderança, "perigo" onde tem verdade, "ditador" onde tem homem do povo que virou mito por ter coragem de ser diferente.
Bolsonaro nos obrigou a olhar para nossas próprias chagas: a apatia, o vira-latismo, a preferência pela mentira confortável. E muita gente odiou o remédio, mas o remédio funcionou: acordou o Brasil.
Então, se você está lendo isso com ódio de mim e dele, pergunte-se: por quê? É política, é ideologia?
Ou é porque, no fundo, dói reconhecer que ele representa o que você sempre quis ser, mas nunca teve coragem de tentar?
De toda forma, você não está sozinho nesse comportamento tacanho. Há partículas na arte, na mídia, na própria política, e ultimamente, pasme: no judiciário.
Você é só mais um no meu consultório. Vai passar. Vou te transferir para doutor @FlavioBolsonaro.
Sérgio Júnior
www.sergiojunior.com