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Temos uma família de líderes: custa aceitar?

Por que calá-los?

Sérgio Júnior
Por: Sérgio Júnior
17/01/2026 às 02h09 Atualizada em 17/01/2026 às 02h24
Temos uma família de líderes: custa aceitar?

CUSTA ACEITÁ-LOS ?

 

A verdade é que desde aquele evento de descontentamento com Rosario (por defender Champinha), adicionada àquela entrevista sobre o presídio de Pedrinhas, Jair Bolsonaro pauta o Brasil e o convida para se olhar no espelho. Sua própria identificação com o povo mostra que o país se revisitou e começou a pensar nas suas chagas.

Insistir em negar esse sentimento nacional ou tentar calá-lo juridicamente fortalece-o política, cultural e socialmente. Além de promover a permanência nos assuntos de interesse popular. E dá audiência. Não há ninguém em sã consciência que possa negar que Jair é um grande líder. Concordando ou não com ele, enxergando-o como flagelo ou fenômeno, é preciso aceitá-lo.

E se formos sinceros intelectualmente, vamos admitir que em quase 4 anos de governo de esquerda só se falou de Bolsonaro.

Estando inelegível, doente e com sequelas de uma tentativa de assassinato; julgado e condenado por reuniões e elucubrações delatadas por um aliado que alterou 9 vezes seu depoimento. Ou seja: na prisão, em casa, na TV, no Globo de Ouro, nas ruas, o assunto é Bolsonaro.

É como se ele ainda estivesse ocupando o Palácio do Planalto.

E mesmo sendo impedido de falar com o povo, sem poder usar as redes, o assunto “Bolsonaro” não passa. 

 

A verdade é que a gente sabe que vivia uma mentira. Também sabia que reinava a injustiça no nosso país. Sobre a máfia das elites financeiras, sobre a venda de sentenças no judiciário, sobre o crime organizado inserido na política e a lavagem de dinheiro que o pessoal do colarinho branco participa e incentiva. Sobre loteamento estrangeiro da Amazônia? Claro que parte de nós sabia. Esse não é o problema.

O problema é que o tal do Jair fez a outra parte da gente querer saber!

Ele ensinou que isso demandava responsabilidade, exigia mudança, organização, conscientização e sacrifício.

E o que essa gente quer agora?

Não mais um “Eu queria ter na vida simplesmente, um lugar de mato verde...” tampouco o “Eu só peço a Deus, um pouco de malandragem”.

Agora é “Paz sem voz não é paz, é medo”.

Parece que a família Bolsonaro decidiu mostrar que a gente gostava de atuar. Percebeu que muitos de nós estávamos num filme, e ele decidiu ser o diretor.

Primeiro, veio com esse jeito de dizer “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.

Talvez porque descobriu que parte de nós nunca quis ser liberta da mentira em que vivíamos. Ele então usou a tática do "Tropa de Elite": uma crítica ácida contra a corrupção no sistema e virou paixão nacional.

 

O tempero desse élan foi que, enquanto Jair Bolsonaro apontava nossos defeitos, direta ou indiretamente, enquanto mostrava nossa apatia cidadã, seus defeitos também vieram à tona. E descobrimos que ele sempre foi gente da gente, é um de nós. Foi identificação à primeira vista.

Aí vem o filho @BolsonaroSP falar sobre verdade, repetindo o eco do pai. E o melhor, falar de liberdade de expressão e imunidade parlamentar no exterior, expondo em inglês a nossa desgraça, a nossa bandidagem, como disse a Manu: a “nossa hipocrisia”. A gente gostou.

O pai só havia conseguido um “popcorn”.

 

Nós assistíamos à Globo, achávamos o futebol incorruptível, que políticos realmente ganhavam na Mega-Sena e achávamos “Teodoro” um cara chato. Preferimos sempre o “Vadinho”. 

Os agentes da mídia jamais permitiriam a verdade chegar até nós. E parte da gente detestava esse negócio de “verdade”. Aí vem Jair nas redes e boom! A gente viciou.

Na República da mentira, uma família decidiu mostrar a verdade. A Michelle “dar pito” para todo mundo ouvir no Ceará. E ao demonstrar sem filtros as agruras do pai (@jairbolsonaro), @CarlosBolsonaro, que já tinha conquistado o nosso coração, reativa a fórmula “dedo na ferida” dizendo que vivemos uma mentira.

Agora é a vez do filho mais velho: @FlavioBolsonaro. Que possui uma forma mais amena e equilibrada de falar. 

A verdade é que temos uma família de líderes.

Por que o ódio, por que destruí-los, por que calá-los?

 

Sérgio Júnior

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Sérgio Junior
Sérgio Junior
Sérgio Júnior é um escritor e pensador brasileiro, graduado em artes da teologia, membro n°23 da Academia Internacional de Literatura Brasileira de NY (AILB).
Um romancista ficcional, analista de cenários sociais, poeta e filósofo.
Em 2021 e 2022, disputou os prêmios de destaque literário pela Focus Brasil na AILB, idealizado por Nereide Lima e na premiação "Melhor do Brasil na Europa ", pela revista "High Profile Magazine" na Inglaterra, por causa do sucesso do livro "Eu no seu funeral" lançado pela CRV editora no Paraná.

Recentemente, Sérgio Júnior tem sido notícia em vários portais na internet , por seu livro " O SEGREDO DOS NEGROS VENCEDORES " lançado em 2023.

Site do autor na Amazon.

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